Sentimentos de um VDM com alguns anos de experiência

Falta pouco, continue!
Falta pouco, continue!

É difícil ser Vestibulando de Medicina, levantar todos os dias sabendo que você deve dar seu máximo, ser o melhor, fazer o melhor, lutar contra os melhores e vencer o sono, a tristeza, os fracassos… Além disso, lidar com tantas emoções, especialmente quando se está prestando Vestibular de dois, três, quatro, cinco, seis, sete ou oito anos, não importa, parece que nunca vamos chegar lá. Mas saiba, caro, todos temos o nosso tempo. Não é mentira o que diz na letra do Renato Russo “temos nosso próprio tempo”, realmente temos! Se você estava procurando um motivo para não desistir, saiba que tem vários. Você enfrentou os preconceitos dos seus próprios familiares para acreditar na Medicina, fez seu primeiro vestibular, insuficiente, com uma nota tão baixa, que pensou em largar tudo, pois jamais chegaria perto daqueles “monstros” que ralaram como você está ralando agora, eles passaram, deixaram lugares vagos, serão ocupados pela sua persistência, eles tinham seu respectivo tempo, assim como você tem o seu. Veja, sua força é tão grande, que mesmo quando pensa em desistir, algo dentro de você, uma voz baixinha diz: “não posso fazer isso”, “tenho que continuar”. Ouça essa voz, ela é a consciência dos seus esforços, do filme que você viveu até hoje, lembre-se do dia em que você não sabia fazer coisas básicas como lembro do meu, eu não sabia fazer regra de três, não sabia fazer Equação do 2º Grau, não sabia fazer exercícios de cinemática, de quantidade de movimento, opa, espera! Para tudo! Vocês perceberam algo? Como minhas dificuldades mudaram de nível? Isso é progresso! Nossas dificuldades mudam no passar do tempo de estudos, acreditem. Vocês têm muitos conhecimentos, aposto que muitos até corrigem textos que faço (risos), como eu sempre disse, não sou Machado de Assis na escrita, tampouco, Chico Buarque na expressividade, mas faço de tudo para vocês sentirem cada palavra. É, gente… Os anos voam, parece que foi ontem que eu era aquele garotinho inseguro, pensando que eu era incapaz de conseguir algo desse porte, que acreditava nas pessoas que diziam que “medicina é coisa de rico”, que parava de estudar só porque alguém me dizia que é perda de tempo, que deveria só “trabalhar” e parar de ser “vagabundo”… Mas vejam, vocês trocariam suas experiências para voltarem ao passado? Quando vocês não conseguiam enfrentar nada, apenas assimilar o pessimismo alheio? Eu não faria isso nunca! Vocês são “calejados”, verdadeiros guerreiros, prontos para qualquer obstáculo. Mesmo que o desânimo surja – e vai surgir sempre -, vocês são fortes, encontram o mínimo motivo, tiram forças de onde nem sabiam que existia, e, conseguem grandes triunfos! Sim, amigos. São grandes triunfos, eu ainda não passei, mas considero ter acumulado muito conhecimento, não é a demanda que eu preciso, mas está próximo disso. Não é apenas conhecimento, a guerra de prova ensina muito, quando tomamos uma pancada dolorosa, quando sofremos calados sem ninguém fazer o mínimo esforço para nos compreender, quando soltamos nosso grito abafado pelo mundo, quase sem forças para continuar, algo em nós vira uma imensa árvore, com raiz, com todo o passado plantado, com muito nutriente e crescendo gradativamente, firme, sólido, e forte, esses somos nós. Vocês, amantes de botânica (risos), os poucos que conseguem aprender essa disciplina tão odiada por muitos, podem pensar na evolução das plantas. Pense nas plantas avasculares, as Briófitas, elas eram limitadas, não conseguiam conquistar definitivamente um ambiente mais rico para sobreviver e propagar sua espécie, daí a adaptação e, sugiram então as Pteridófitas, já com uma evolução, elas podiam transportar nutrientes sem a lerdeza e improdutividade das Briófitas, por seus vasos condutores de seiva, mas havia um problema. Não conseguiam a reprodução se não houvesse água, elas tinham essa limitação para que seus gametas gerassem descendentes, foi então que houve uma revolução, surgiram as Gimnospermas, o grupo das Criptógamas (gametas escondidos), perderam espaço para as Fanerógamas (gametas expostos), foi então que a primeira grande evolução, as Gimnospermas, começaram a ter a dispersão de sementes como arma de sobrevivência, mas ainda era limitado, já que tinha só o vento como aliado, eis que surge a grande evolução, a planta dominadora, com todas as adaptações passadas, mas com um imenso avanço, flores, sementes, e, fruto. A revolução das Angiospermas foi tão imensa, que ela domina todos os ambientes que conhecemos, dispersão pelo vento, por insetos, por aves, por morcegos, meu Deus! Que avanço, isso perpetuou sua espécie e trouxe o êxito na vida dessas plantas, que fizeram de tudo para não serem extintas. Qual minha intenção com essa história? Não, não era te ensinar botânica, com certeza. Era para você ver, caro Vestibulando de Medicina, às vezes precisamos aprender a nos adaptar, evoluir, criar ferramentas (conhecimento, técnicas, agilidade, emocional, amor pela vida, maturidade) absolutamente, todas as armas para perpetuarmos nossa passagem pela terra e não extinguirmos nosso sonho pela Medicina. Perpetuarmos? Mas morremos… Sim, perpetuarmos! Sabe, estamos aqui nesse mundo para deixar um pouquinho de nós para todos, contaminarmos esse mundo de amor, deixar nossa marca nisso tudo, nossas adaptações passarão para outros, assim como as plantas mais avançadas hoje, evoluíram e conseguiram herdar todas as fortalezas dos vegetais mais antigos, desde as algas e, conquistaram definitivamente o ambiente terrestre, mas como fizeram isso? Com o tempo. No tempo delas. Talvez não foi o exemplo mais lindo, mas se os vegetais foram tão importantes, sem conseguirem caminhar, por serem organismos sésseis, porque nós, caros, com toda essa vivacidade, livres, com uma vida inteira pela frente e habilidades para lutar, devemos desistir? Bobagem, não é?! Continuem acreditando, os dias podem ser difíceis, chatos, repetitivos; você pode estar cansado de ter novamente a mesma aula de trovadorismo pela 4ª vez, ouvir pela quarta vez aquela piada do seu professor que não muda, ver novas turmas iniciando os cursinhos com as pessoas de perfis tão iguais aos outros anos, dizendo que querem Medicina, olhando você com ódio e pensando que você é um “inimigo”, querendo gritar ao mundo com o “ego” sufocando o próprio “cérebro” que está tentando Medicina e domina tudo, mentindo resultados dos simulados e depois prestando qualquer outro curso, vendo as mesmas perguntas, as mesmas queixas, os mesmos pesares “ano que vem você passa”, aquela frase dita por alguém que você sabe, torce para te ver repetir novamente para dizer que avisou; apesar de todas essas velhas historinhas conhecidas por nós, – sem nos gabarmos, por favor -, estamos aqui, firmes! Por isso, não pense em desistir, poucos são os que continuam após tanto tempo, poucos como você! Quando você desiste, cada dia glorioso por conseguir aprender algo novo é apagado, cada comemoração por não ter desistido é extinta, e, cada desafio futuro torna-se uma derrota por antecedência. Não morra em sua própria vida, mantenha a chama da vida acesa em seu “miocárdio”. Estamos aqui para tornarmo-nos cães farejadores por um jeito de salvar as pessoas, viemos à esse diálogo por um bem maior, a vida, somos sinônimo de esperança. Claro, alguns pensam que é excesso de altruísmo, há um sentimento de busca pela ascensão, não vou mentir que não há, mas essa realização é mais que isso, é poder fazer seu melhor sem esperar retorno – esperar um agradecimento, vai…-, mas, estar ali para dar esperança à alguém que você nem conhece, mas salvaria como a pessoa que você mais ama. A derrota no vestibular é pequena comparada com as vidas que você pode transformar, portanto, pense bem no que você diz para si. Alimente sua alma de coisas boas, e quando a tristeza vier lhe incomodar, dê à sua alma esperança, estou aqui para ajudá-lo nisso! Assim como, vários blogueiros e vários aprovados deixam o depoimento para vocês verem que é possível chegar lá, mesmo com tanta dificuldade, e há muita dificuldade! Você venceu muitas batalhas, a guerra está próxima de terminar, levante a cabeça, abandone a tristeza e olhe para a Medicina, à partir disso, siga em frente, caminhe olhando seu alvo, como diria Thomas Edward Lawrence, “Todos os homens sonham, mas não da mesma forma. Os que sonham de noite, nos recessos poeirentos das suas mentes, acordam de manhã para verem que tudo, afinal, não passava de vaidade. Mas os que sonham acordados, esses são homens perigosos, pois realizam os seus sonhos de olhos abertos, tornando-os possíveis.”
É mais fácil saber o que precisamos melhorar quando temos certeza do que queremos para o resto de nossa vida! Se não se apaixonou ainda, apaixone-se loucamente pela Medicina! Agora, após ter chegado aqui, orgulhe-se, muitos se perderam durante a leitura, não viram significado algum nessas palavras, até deixaram de seguir o Blog, mas você, que chegou até a última palavra desse texto, tem toda a minha admiração.
Espero que ajude vocês, sigam o Blog, pois sempre hei de postar assuntos aleatórios e que fortaleçam muito sua preparação para a batalha final. Abraços, caros.

Alexandre Alves Porfirio Vieira.

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