DEPOIS DE 7 ANOS TENTANDO, ELA PASSOU!

Depoimento de uma aprovada em Medicina

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Eu gosto muito de ler depoimentos que considero verdadeiros, – mas calma -, todos os depoimentos são válidos, porém, alguns são superficiais, outros são tão reais e profundos que chegam a influenciar nosso estado de espírito, dão mais “força motriz”, o que todo Vestibulando de Medicina precisa para erguer a cabeça e motivar-se, seja para prestar o Vestibular, ou para “juntar os cacos” e enfrentar mais um duro ano, isso é muito importante para nós, ver exemplos de quem enfrentou tantas dificuldades e conseguiu vencer! O depoimento que trouxe é do Blog, infelizmente, inativo, não vi novas postagens, uma página que marcou minha vida, denominada “Estação Vestibular – Próxima parada: Medicina”, acredito que os membros tenham alcançado seus objetivos, deixarei no final da postagem o Link do Blog.
Vamos à postagem então…

PAPO DE APROVADO #9

Oie genteeeeeee!!!

Andei sumida…contratempos!!!

Mas,  finalmente postarei a entrevista com uma coleguinha muito especial. Ela prefere não se identificar, eu respeito isso, espero que todos façam o mesmo, 🙂

1 Quem é a “a_medicina”?

Uma estudante de medicina que tem a enorme vontade de compartilhar o dia-a-dia dessa profissão “maluca e feliz”, que faz a gente reclamar tantas vezes, mas não se imagina longe dela. Que acredita em DEUS e sonha com o dia em que as pessoas irão se importar apenas com o que é mais relevante, e que deseja fazer diferença com a sua vida.

2 Por que você optou pelo anonimato na internet?

Porque eu penso que o que mais importa não sou eu, mas o que acontece comigo. Quando criei esse perfil, tinha a intenção de compartilhar informações e histórias que também eram do meu interesse; ou seja, informações que eu gostaria de receber de pessoas que também vivenciam este curso. Acredito que muitas das situações poderiam ser enfrentadas de forma menos, digamos, embaraçosa se alguém tivesse me dito que iriam acontecer; mesmo que fosse inevitável passar por elas, mas pelo menos eu saberia que alguém se importaria comigo.

3 Porque você escolheu Medicina?

Na verdade, eu não escolhi; fui escolhida para ela. Por mais piegas que possa soar, para quem não acredita, eu nasci para ser médica. Acredito que DEUS, quando eu estava sendo gerada na barriga da minha mãe, plantou esse sonho no meu coração, como parte fundamental da minha existência por aqui. Desde sempre eu quis isso e não sei realmente o motivo; até porque não existem médicos na minha família, serei a primeira. Só lembro que eu queria e era algo muito forte, pois não me imaginava fazendo uma coisa diferente.

4 Como você dividia seu tempo de estudo antes de passar?

Eu passei muito tempo tentando, então eu tive várias fases de estudos: do desespero de passar 12 h por dia estudando em casa, até o de fazer inúmeros cursinhos ao mesmo tempo. Mas vou falar da minha experiência no ano em que passei, que é o que interessa, suponho…

Bom, eu entrei para um grupo de estudos no estilo PBL, estudávamos 8h por dia, 1 matéria por hora, intercalando matérias de leitura com matérias de cálculos. Tínhamos um cronograma anual a ser cumprido, que era a nossa programação, e englobava todos os assuntos dos principais vestibulares do estado. Eu NÃO ESTUDAVA no fim-de-semana, nem à noite… Por mais incrível que possa parecer, no ano que eu supostamente menos estudei, foi o ano em que passei! Porque o que faltava era organização. Todo mês fazíamos simulados, que eram discutidos em grupo. Por fora, fiz apenas um curso de português, para treinar redação e estudar gramática e literatura.

5 Quais foram suas maiores dificuldades?

A minha maior dificuldade era acreditar em mim mesma. Eu pensava que podia, mas não acreditava realmente nisso, eu não confiava no potencial que tinha. Mas eu tinha fé que um dia ia acontecer e isso soava meio contraditório… Tudo tem um tempo, mas para as coisas acontecerem no tempo certo, não basta a gente acreditar que DEUS irá fazer, a gente tem que acreditar que Ele nos deu capacidade para isso.

Também era ruim quando as pessoas “de fora” diziam para desistir, para fazer um curso que exigisse uma média menor. Se eu gostasse, realmente faria, mas eu não iria ser feliz. Eu queria medicina e pronto; cabou-se! A tristeza vinha, mas passava, quando eu pensava que eu não seria feliz fazendo outra coisa.

6 Qual ou Quem foi sua ‘inspiração’ nos momentos de desânimo?

Deus sempre foi o motivo maior da minha persistência. Ele é o autor da minha vida, se não fosse Ele, não teria conseguido aguentar por tanto tempo. Além de me dar força, de me segurar nos braços quando eu precisava (e ainda hoje, quando preciso), Ele me deu o privilégio de ter uma família que sempre me apoiou. Ela foi mais uma prova da fidelidade de DEUS, da certeza que eu não estava só, de jeito algum. Eles choraram comigo e também vibraram comigo. Dizem que eu sou o orgulho deles, mas eu que me orgulho de pertencer a eles. São os anjinhos do Senhor na minha vida.

7 Quantas vezes você tentou vestibular para medicina?

Ok! Essa parte é muito séria… Acredite quem quiser, mas eu tentei SETE vezes. E não foram sete vestibulares em 03 anos, não; foram sete ANOS de tentativas. Orgulho-me disso, mas como já disse, nunca estive só e não fiz nada disso apenas por mim mesma.

O número sete, na Bíblia, significa perfeição e, para mim, realmente o foi. Foram sete anos de luta, de choro, sim, mas de muitas alegrias também. Foi um preparo para receber o melhor de DEUS na minha vida e, apesar de ser extremamente contra as circunstâncias, eu fui feliz nesse tempo. Muitos dos meus grandes amigos eu conheci no cursinho e pude ter experiências maravilhosas com DEUS durante esse tempo. Meus limites foram testados, amadureci e meus sonhos também amadureceram. Aprendi muito e hoje eu digo com plena conviccção que, se tivesse entrado antes, não seria a médica excelente que serei, quando sair da universidade.

Com isso não digo que nunca fiquei triste, vamos com calma; eu tinha momentos de tristeza, sim, como uma pessoa normal, só que eu não era infeliz. Isso porque eu tinha plena certeza de que era apenas passageiro e, se eu tivesse que passar por isso para conseguir meu objetivo, iria passar de cabeça erguida. Lembro-me que quando recebia um resultado negativo chorava “o que tinha que chorar”, levantava a cabeça e já estava pronta para fazer tudo de novo.

Graças a DEUS passei em duas Universidades Federais, com isso ainda tive a oportunidade de escolher onde iria ficar. Foi tudo preparado para esse tempo ser o melhor tempo. A minha hora foi a melhor hora; o melhor de DEUS para a minha vida.

8 Como foi ser aprovado?

Foi surreal! Engraçado é que já imaginava que seria aprovada numa das universidades, porque eu fui classificada dentro das vagas; mas mesmo assim, bate aquele “medinho”, aquele frio na barriga de tanta ansiedade… Na outra, eu estava fora das vagas e consegui entrar no primeiro semestre.

Primeiro saiu o resultado da prova em que eu não estava classificada; quando vi meu nome naquela lista eu só fazia gritar. Eu nem chorei na hora, só queria rir. Só fui chorar no outro dia… Estava feliz, pois já tinha passado! Não só eu, como os meus colegas de turma. Foi uma farra boa: cortamos os cabelos dos meninos, fomos pintados de batom e jogamos “guitarr Hero”, para comemorar. Não teve bebidas, estávamos todos sóbrios!!! Engraçado foi que eu sempre sonhava, na véspera dos resultados, com o oposto. Sonhava que não ia ser classificada, e fui; que não ia pasar, e passei!!\o/

Mas, eu ainda tinha a vontade de passar na outra Universidade, que era a do meu imaginário. Daí, mais uma vez o resultado foi a aprovação e a alegria foi indescritível, como da primeira vez. E os meus colegas de turma passaram também e foi MUITO FELIZ!! Dessa vez, uma semana depois, de madrugada, quando eu percebi o que DEUS tinha feito na minha vida, comecei a chorar, na varanda de casa, lembrando de tudo o que tinha acontecido. E agradeci.

9 Você mudou sua visão a respeito da Medicina no decorrer do curso?

Não e sim. Eu já sabia da rotina pesada de estudos, já tinha ideia da dedicação que o curso exige e, pelo número de nãos que levei no processo, já estava “acostumada” a estudar, estudar, estudar e não obter o resultado compatível com esse esforço.

Mas, ainda assim, a gente se surpreende com o nível de estresse em que as pessoas vivem, com o descaso de alguns professores e passa a perder um pouco da visão romântica que tem do curso: a gente não vai curar todas as doenças, não vai conseguir tratar todos os pacientes (até porque muitos não tem a menor vontade de serem tratados, acreditem!), muito menos gostar de todas as cadeiras.

10 Como é sua rotina hoje, de aulas e atividades atreladas ou não a faculdade?

O curso é integral, como todo mundo sabe; mas eu não deixo de “viver” por conta dele. Tenho minhas obrigações acadêmicas, faço atividades extracurriculares; mas também frequento a academia e participo de atividades na igreja. Ainda tenho dificuldades de estudar nos fins-de-semana…kkk… Mas, quando tem prova, eu me esforço e acontece!!

11 E as dificuldades financeiras, existem? Como você faz pra driblar caso haja?

As dificuldades não são tão grandes, porque a universidade é pública. Mas ainda tem alimentação, transporte e muitas cópias. Economizo o quanto posso e participo de atividades acadêmicas com bolsa, o que ajuda bastante. Como o curso é integral, não dá para trabalhar por fora…

12 A Universidade que você é realmente tudo o que você sonhou?

Digamos que falta uma coisa aqui e outra acolá, mas eu vi que não é um problema isolado. Todas as Universidades têm um quê de desorganização e a gente tem que aprender a lidar com isso. Quem faz o curso é o aluno, a instituição abre as portas para que sejamos auto-didatas e aprendamos a pensar por nós mesmos.

13 Se você pudesse mudar alguma coisa na sua vida de estudante, o que mudaria?

Estudaria mais nos fins-de-semana…kkk… E tentaria cumprir as metas que estabeleço no início do semestre. A medida em que as semanas vão passando, eu me desorganizo e acabo não estudando como acho que deveria (leia-se aqui: algumas provas estudadas de última hora…).

14 Um recado pros nossos leitores & sofredores de plantão.

Se de tudo o que foi falado aqui ficar na mente e no coração de vocês que vale a pena correr atrás dos sonhos e que Deus precisa ser o alicerce deles, eu já me dou por satisfeita. Há obstáculos no caminho? Ok! São a força-motriz necessária para seguir em frente.

Independente do que acontecer durante o processo de construção do seu sonho, tenha o desejo forte nos eu coração e saiba o que você quer; pois, quando a gente tem certeza, a gente sabe onde vai chegar, independente do tempo que se leva.

Imagine-se vencendo! Feche os olhos e, quando necessário, deixe as lágrimas escorrerem no seu rosto, porque os vencedores também choram e é de alegria! Pense em como vai ser o dia em que o seu nome estará naquela lista, no que você vai falar, quem vai estar ao seu lado, a quem irá agradecer…

Permita-se sentir a grandeza da vitória no seu coração, para que ela se transforme em realidade, desde o seu acordar hoje, até o dia de fazer a prova e depois, quando no resultado. Mas que isso não seja só no vestibular, que se estenda a todos os seus projetos futuros e conquistas.

Ame as pessoas! Ame a DEUS em primeiro lugar e, fazendo isso, obedeça quando Ele diz para amarmos o nosso próximo como a nós mesmos. Caminhar sozinho é muito triste, e mais cansativo. Ser médico é gostar de pessoas, não apenas ter um diploma da faculdade na parede do consultório. Às vezes elas se vão das nossas vidas e é quando nos damos conta de que não nos demos tempo suficiente para gostar ainda mais delas, e dá saudade daquilo que poderíamos ter vivido…

Por isso:

“ Meus filhinhos, o nosso amor não deve ser somente de palavras e de conversa. Deve ser um amor verdadeiro, que se mostra por meio de ações.” ( Gálatas 6:10; NLT)

Sabendo que o papel do médico é: Curar algumas vezes, aliviar quase sempre, consolar sempre” (Hipócrates)

FONTE: https://estacaovestibular.wordpress.com/category/papo-de-aprovado/
___________________________________________________

Bom pessoal, agora é o Alexandre (risos), espero que tenham gostado da entrevista, foi muito comovente para mim, já que esse é meu 4º ano de tentativa e eu já tive resultados ruins, mas é isso, continuem sempre buscando o melhor, superem-se, não deixem a “peteca” cair, sempre agradeçam pelo que conseguiram fazer de diferente e, sobretudo, trabalhem imensamente os erros, eles estão escancarados nas provas que vocês prestaram! Força Doutores, vamos chegar no nosso objetivo! Perseverança!

6 comentários em “DEPOIS DE 7 ANOS TENTANDO, ELA PASSOU!

  1. Uaaaaaaau, cheguei a chorar até. Bom eu tenho 17 anos e estava em desespero e um pouco desmotivada pelas pessoas e por meu cansaço, mas hoje ao entrar nesse blog algo diferente aconteceu, principalmente ao final desse artigo. Sem dúvidas mudou meu pensamento, só tenho a agradecer vocês por essa vontade de compartilhar momentos e nos ajudar a decidir e concretizar um querer. Desejo a todos que sonham em se tornarem DOUTORES/RAS sorte, e para aqueles que já estão formados parabéns por não ter desistido, que Deus esteja em nossos caminhos e decisões sempre.

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  2. Boa noite, Alexandre.

    Primeiramente, gostaria de parabenizá-lo pela iniciativa do blog, não tinha conhecimento do mesmo, até me deparar com à situação que me encontro hoje, de depressão, por não ter ido bem no enem, confesso que não me preparei como devia, infelizmente, tive o desprazer de assistir um vídeo no youtube, o mesmo me desmotivou por completo com relação aos estudos, acabei deixando de lado, e foquei em outras coisas. Resultado? Não fui mal, mas não o suficiente para medicina.
    Bom, vou me apresentar, tenho 28 anos (pois é, já não sou mais tão novinha como a maioria dos vestibulando de medicina), mas, apesar da idade, não pretendo e nem vou desistir do meu sonho, tentei fazer outros cursos, mas sempre, sempre desistia no caminho, pq sempre me martelava em não tentar medicina…Você tem algum grupo no whats? Me adc que me sentirei melhor em falar por lá.
    Se puder me mandar um e-mail, agradeço, minha história é muito parecida com a sua.

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    1. Muito obrigado, Indy. Te adicionarei ao meu Whatsapp. Não ligue para idade, eu tenho 24 anos. Comecei (de verdade) com uns 21 anos, pois foi a idade que realmente fui iniciando um processo de amadurecimento em meu pensamento. Antes disso, só prestava e nem “fazia cócegas” nos adversários. Quando você cria maturidade, é mais simples o estudo, você tem mais vontade e consciência de que aquele conhecimento não é apenas para o Vestibular. Boa sorte na sua trajetória. Beijos. Apaguei seu telefone do comentário por sigilo. rs

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  3. Oi, adorei o seu blog. Lamento não ter visto antes.
    Sou vestibulanda de medicina também, já fui aprovada 3 vezes (2013, 2014, 2015) em universidades particulares, mas, infelizmente, meu nome não saiu da lista de aprovados. Não consegui fazer matrícula pois as instituições exigiam fiadores que ganhavam muito. Minha família é pequena e todos com salários bem modestos. Então, não tive a oportunidade nem de pedir o fies.
    Este foi o meu quinto ano de cursinho, eu realmente achei que dessa vez iria passar, mas, provavelmente, não vai ser dessa vez, ainda.
    Não obtive o resultado que esperava, e nesse momento também me encontro muito abatida e nervosa, sem saber como será ano que vem…
    Ainda não me conformei com meu resultado, estou tentando me recuperar.
    De toda forma, seu blog é muito bem construído e uma excelente fonte de motivação.
    Obrigada!!!

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    1. Olá, Stephanie.
      Não fique magoada, o importante é que você fez seu melhor e continua se dedicando ao seu sonho. Nem tudo sai da forma que planejamos, eu também esperava mais de mim, mas nada está perdido. Não sei se você prestará mais algum Vestibular, mas eu recomendo (caso não preste) que você verifique vestibulares públicos de São Paulo ou de outros Estados. Continue firme, não fique magoada pois você está firme mesmo que no quinto ano. Você merece muito ser aprovada, só veja se não há abalos emocionais que estejam impedindo que seu desempenho teórico seja satisfatório. Eu pequei nisso já. Mas, força! Levante a cabeça e continue caminhando, não pense em quando acontecerá, só pense que é uma consequência inevitável de quem se esforça como nós. Tudo dará certo, eu sei que você confia em si. Beijos

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