A importância de sempre revisar

Sem títuiuiuiuiuiuiuiuulo
É impossível para um homem aprender aquilo que ele acha que já sabe. Epicteto

Epicteto foi um filósofo grego antigo pertencente ao estoicismo. Com o domínio romano da Grécia, ele acabou se tornando escravo e perdendo sua liberdade. Diante disso, ressignificou sua vida, passando aceitar as condições que não dependiam dele, como por exemplo: ser escravo, e buscar a mudança em tudo o que podia depender de seu esforço, como a própria prática filosófica. A partir de sua condição, conseguiu encontrar a verdadeira felicidade, sem se prender ao que não dependia dele.

A frase da imagem mostra exatamente o contraponto conclusivo de quem leu a introdução sobre Epicteto e, de repente, disse para si: “mas, isso é conformismo!”. Calma! Não crie inferências de um período em que você não viveu, pelas perspectivas do seu livre-arbítrio de hoje.

A importância dessa frase é algo que carrego já há algum tempo e que cada vez faz mais  sentido. Se o contraponto não ficou tão claro, explanarei: quando pensamos ter conhecimentos prévios sólidos a respeito de algo (como a história de Epicteto, por exemplo) e damos nossa visão com muita ênfase na sua “veracidade” (eu diria, verossimilhança), não nos abrimos às possibilidades de aprendizados constantes, porque, pensamos que já sabemos tudo o que pode ser sabido acerca daquilo. É como se já soubéssemos tudo, então, não existe necessidade de aprender mais. É aí que estagnamos. 

O que fazer para não cair nessa armadilha na preparação para o vestibular?

Simples. Não acredite que domina tudo o que já estudou como vestibulando. Porque, independente desse ser seu segundo, terceiro, quarto, quinto, sexto, (x) ano de vestibular, sempre existem detalhes que estamos dando pouca importância. E mesmo quando lapidamos nossas fraquezas, precisamos insistentemente fazer revisões. Pois, infelizmente, nosso cérebro tem um talento inestimável em deletar informações importantes (obrigado cérebro, seu lindo 😡).

Inclusive, estava falando com um amigo sobre como é triste além de estudar, fazer questões, tirar atrasos, ainda ter que ficar igual um louco revisando suas checklists de determinada matéria. Além de sempre que sobrar um tempinho extra, dar uma revisada em algum assunto que você errou na prova porque esqueceu algum conceito.

Essa nossa vida é complicada. Entretanto, é primário que não é assim apenas no vestibular. Acostumem-se com uma vida de constante cultivo de assuntos específicos, de muita leitura, em que vocês só terão como sustentação as bases aprendidas. O restante, é colerepara que as bases fiquem ainda mais fortes e repletas de novas estruturas.

Hoje, como faço minhas revisões?

A princípio, digo que talvez se aplique ao seu caso, talvez não. Mas, o importante disso tudo é que você filtre só o que for útil e o restante, crie algo para seu perfil.

Organização própria…

Faço anotações com palavras-chave durante o estudo programático, isso facilita muito no momento da revisão. Não sou um aluno “copy-cole”, mas sim, um estudante com olhar analítico que filtra criticamente os assuntos mais relevantes e os transcreve de uma forma que eu sei que vou entender.Não é magia. Eu pauso os vídeos antes de assisti-los, e anoto da minha forma.

Se você faz cursinho, é possível fazer isso (calma, não pausar a aula! E sim, fazer anotações esquemáticas 🤣).Você precisa aproveitar enquanto o professor está escrevendo na lousa; se ele for do tipo que explica e vai preenchendo, não tem saída, aproveite os momentos em que ele escreve na lousa e tente não se dispersar do raciocínio, ou se preferir, foque-se somente na aula e imediatamente após centrar-se nela, faça a revisão do seu entendimento sobre a esta com as suas palavras.

Flexibilidade é necessário…

Nem toda matéria dá para revisar da mesma forma. Por exemplo, em Física, vejo a aula extensa de revisão do site que assino (stoodi), depois faço os exercícios que ainda não fiz, e se tiver ainda algumas lacunas, resolvo outros das minhas listas extras. Já para história, eu gosto muito de ler. Então, leio meus resumos e faço exercícios. Entretanto, leio livros que abordam a História Geral e do Brasil de uma forma reflexiva, daí, acabo indo além do conteúdo do vestibular. Isso geralmente acontece com matérias de humanas. Geografia é uma exceção, acabo vendo a aulas específicas para reforçar algo, aula de revisão e resolvendo exercícios, além das listas extras. Deu para perceber que Geografia é a que me desgasta mais das matérias de humanas, não é? 😅

É importante enfatizar que independente dos métodos que uso para cada matéria, vejo as aulas de revisão, ou aulas de algum aspecto específico, quantas vezes forem necessárias, porque só me sinto em paz depois de estar no mínimo tranquilo para enfrentar qualquer tipo de questão dos assuntos estudados, independente do formato ou grau de dificuldade.

Não tenho medo de mudanças…

Seria engraçado nessa altura do campeonato me assustar com as mudanças. Elas fazem parte do processo de metamorfose do vestibulando. É a principal descrição do meu Blog. “A metamorfose de um Vestibulando Comum, em Estudante de Medicina”. Óbvio, essa parte não aconteceuainda -, ela vai acontecer.É importante saber que tudo faz parte de um processo e que só não é aprovado quem desiste. Muitos dos meus amigos que persistiram passaram, e aqueles que estão lutando, estão próximos de findar esse trajeto.

Agora, falando das mudanças necessárias: se tiver alguma ideia em mente, algum método, alguma forma de revisão, ou até mesmo uma mudança de hábito para o estudo de alguma matéria em específico, não tenha medo. A única coisa mais difícil de se fazer nesse ponto é voltar desde o começo nos assuntos estudados, entretanto, não existem impossibilidades. Já vi gente pegar para estudar a partir de agosto – apenas – e conseguir passar.

Eu não duvido de mais nada nesse mundo do vestibular.
As únicas coisas que sempre nos restarão, independente de ter ou não sucesso, serão as consequências – em algum momento serão positivas -. O importante é não ficar no impasse de ousar.

Lembre-se, o vestibular é um jogo. Um pouco desleal em muitos aspectos, mas se você jogar e adotar as melhores estratégias, pode ou não antecipar sua aprovação, a probabilidade de conseguir êxito é maior quando você opta por otimizar sempre a qualidade dos seus estudos, mas, não necessariamente isso acontece. Não posso te dar certeza disso. E aí? Vai arriscar?

Faço provas, mas tenho intervalos para trabalhar os resultados…

Uma das minhas maiores auto-críticas do ano passado está na quantidade pela simples necessidade de fazer. Hoje vejo que é muito mais eficiente fazer as provas com intervalos para refletir os resultados e trabalhá-los para que da próxima vez não haja o mesmo erro. Até ano passado para mim só importava fazer as provas loucamente, porque no método mecânico, teria os resultados subindo.

Porém, isso se mostrou ineficaz aplicado ao meu caso. Hoje percebo a diferença de saber o porquê, verdadeiramente, não fui bem nisso ou naquilo. E o filtro que faço das provas, trabalho o quanto antes.Geralmente pego a aula do tópico específico, revejo e faço exercícios nos mesmos moldes. Isso dá bastante resultado. Consegui aumentar significativamente o número de acertos nas provas que resolvo, num intervalo menor ao que levava antes.

Contudo, nem tudo são flores…
Minha preocupação não está apenas em aumentar o número de questões, mas, manter uma solidez que independente do grau de dificuldade das provas, não haja uma queda abrupta de desempenho.

Isso é mais delicado de se trabalhar, porém, mantendo a pegada de trabalho nas provas, nas revisões, no conteúdo programático, no aprofundamento de questões… Acaba dando certo. É só ser paciente e não queimar etapas. E óbvio, dar bastante ênfase às dificuldade.

Revisão não é apenas feita no final do ano…

O que aprendi nesse tempo todo é que nunca dá tempo de ver tudo. É um velho  clichê de quem presta vestibular. Partindo disso, para que deixamos nossas revisões somente para o final de ano? Sei que muitos dirão por conta do tempo, principalmente se estiverem fazendo cursinho.

Porém, muitos dos meus amigos de cursinho iniciavam as revisões antes mesmo de chegar na famosa revisão final que era aplicada pelo cursinho. Acredite, é possível. Você só tem que ser seletivo e estratégico. Se está com mais dificuldade em Matemática e Ciências da Natureza, para que vai começar a fazer revisões soltas de Humanas? Não faz sentido…

Eu tenho uma cheklist que fiz de todas as matérias. Nela, existe um espaço para eu demarcar as revisões feitas. Desse modo, na minha concepção, não existe mais essa ideia de “revisão final”, eu vou fazendo minhas revisões sempre que posso. Sem um dia, horário, nada fixo. Sempre surge tempo, seja acabando algo antes, ou quando não tenho prova agendada, etc.

De qualquer forma, minhas revisões são feitas nas horas vagas (não ocupam o tempo que reservei para meu lazer), sendo assim, a ideia mesmo é que estou sempre revisando. Quando acabar a cheklist prioritária, se tiver algum conhecimento fragilizado do que revisei, retorno, sem nenhum ressentimento. Se estiver tudo certo, sigo para as menos prioritárias. E quando estiver próximo das provas, farei o mesmo. Mas, com uma ressalva: revisando apenas os conteúdos que ainda erro por fragilidade em algum aspecto, e fazendo prova.

Considerações Finais

É importante que vocês deem um jeito de descansar e que tenham uma válvula de descompressão. Sei que isso parece ser incogitável de se aplicar nessa altura, mas pensem que vocês deram o máximo que podiam até esse ponto em que nos encontramos e que não adianta ralar tanto para depois disso, não conseguir abrir uma prova sem querer esfaqueá-la, ou rasgá-la, ou acender um isqueiro e admirar friamente aquele monte de papel e tinta queimando (eu prefiro essa versão mais maquiavélica 😂).

Pensem em como seria desagradável ter se preparado tanto, para chegar no final e não ter condições físicas ou emocionais de enfrentar o “grande momento“. Então, apesar de considerarem alguns pontos de intensidade desse momento em que nos encontramos, dá para tirar aquela folga no final de semana, sem nenhum remorso.

No final, ninguém consegue ver tudo com profundidade. Então, vocês só precisam ser estratégicos, para chegarem mentalmente vivos em Novembro, para enfrentar Enem e seus coleguinhas.
Muito obrigado por ter chegado até aqui! Agora me diga: como está fazendo suas revisões? Isso pode ser muito útil para outros leitores, pois, quanto mais formas de revisão, maior será a probabilidade de alguém encontrar algo bom para si!

Obrigado!! 😘❤