DEZEMBRO DE 2018

Sem título
Alusão ao Blog que me inspirou a criar o meu e que me motivou bastante no início de tudo, em meados de 2014. Frase aludida “Estação Vestibular: próxima parada: Medicina!


DIÁRIO || 31 de Dezembro de 2018 || ATUAL*  

Querido diário, eis que me encontro na madrugada do último dia do ano de 2018, no trabalho.
Esse foi mais um ano exaustivo de conciliação entre trabalho, estudos e afetos. Afetos são bem vindos, não se assuste! Entretanto, às vezes só queremos ficar só com nossos pensamentos. Hoje tenho tal oportunidade, e estava aqui refletindo sobre o monte de perrengues que passei para que chegasse nesse dia ou já cursando medicina ou então firme com o pensamento na aprovação.
Foi muito difícil chegar aqui e sacrificar muitas coisas para continuar lutando por isso. É no mínimo razoável imaginar que eu tenha perdido muito para ganhar nesse jogo insensato que se chama vestibular de medicina. Amigos? Perdi tantos que nem sei se posso utilizar esse tratamento para estes que deveriam entender essa fase conturbada. Aqueles que tentam entrar acabam vendo que não é simples ter minha atenção. Não que eu seja uma pessoa difícil, ou até mesmo desatenciosa… É que não me sinto tão a vontade para me abrir com as pessoas. Esse é o ambiente que consigo fazer isso de uma forma menos truncada. Alguns amigos relutantes continuam comigo, valorizo muito eles. Principalmente por entenderem essa fase complicada e todos os meus desequilíbrios (rsrsrs). Muitos deles ainda estão nessa luta, então é plausível que compreendam. Mas, de tudo isso… A pessoa mais importante nesse contexto, foi aquela que menos acreditou em algum momento dessa fase que essa conquista fosse possível. Não por ser uma pessoa que quisesse o pior pra mim, mas, certamente, por proteção. Para que eu não me machucasse com o que viria vorazmente tentar me ferir de todas as formas. As cicatrizes de qualquer batalha são inevitáveis. Contudo, só de estar lutando e desafiando o que a maioria nem sequer tem interesse ou oportunidade, já é estimulante para buscar se superar a cada vitória ou fracasso.
Percebendo meu empenho nesses anos, essa pessoa (já direi quem é rsrs) acabou sendo contagiada por esse sonho, e foi determinante pra que eu não abandonasse tudo nos momentos mais delicados dessa trajetória. E hoje é meu principal estímulo para querer ser aquilo que sempre almejei: me tornar um ser humano cada vez melhor. E não é preciso se tornar médico para isso. Essa pessoa que me dá forças vitais para enfrentar tudo é minha mãe. Ela ocupou um espaço de vazio, tristeza, angústia e até um prelúdio de depressão, quando perdi meu avô em 2016. Eu não sou muito de me abrir sobre essas coisas, mas, indubitavelmente, a melhor escolha que fiz em minha preparação foi a de ficar próximo da minha família (em especial, da minha mãe), que fez com que eu não tivesse entrado numa bola de neve de todas as coisas ruins que pudessem acontecer. Ainda tenho alguns resquícios dessa luta feroz contra o peso da existência. De vez em quando ainda tenho algumas crises de pânico, não quero sair com ninguém e me sinto desconfortável com alguns compromissos que mudem muito minha rotina… Até a vontade que tinha de ver um filme, por exemplo, por puro prazer de me prender naquela trama, foi algo que tive de reaprender gradualmente a fazer, especialmente nos dois últimos anos. É óbvio que existem coisas que ficarão até o final da minha vida. Como a ansiedade, as crises existenciais, o sofrimento pós algum trauma, como o caso das perdas que ainda terei. Estou sempre em transformação. A melhor ilustração disso é a frase em latim que li no livro “Memórias Póstumas de Brás Cubas” do Machado de Assis: “Tempora mutantur”. Estou em constante mudança, os tempos mudam e eu mudo com o tempo. Todos os dias luto para me reconstruir e desconstruir as rochas corrosivas para que até o findar dessa existência, eu seja alguém que no final diga: “não sei o que vem pela frente, talvez o céu, certamente o nada. Entretanto, valeu a pena ter sido matéria que criou misteriosamente consciência da própria existência. Obrigado “deus?”, obrigado “cosmos?”, não tenho certeza à quem devo agradecer, minha única certeza é: valeu a pena coexistir com todos aqueles que foram cruciais para me tornar esse homem. Não somos nada quando pensamos que não precisamos de ajuda, ou quando pensamos que já sabemos de tudo. Está perto de partir! E só posso dizer isto ao desconhecido: muito obrigado!”

Até breve, diário. Foi um ano difícil, de muitos desafios… Com muitos aprendizados e muitos erros. De muitas alegrias e muitas tristezas. De muitos saltos de fervor e de risos, e de muitas noites silenciosas com lágrimas coléricas e cansadas… Isso é viver. Não omitir nada para si. Permito-me, inclusive, discordar da máxima de Schopenhauer “viver é sofrer” (sem considerar aprofundamentos filosóficos, apenas a máxima), pelo simples fato de que realmente você vive intensamente quando sofre, por não ocultar de si o próprio sofrimento. Muitas pessoas não fazem isso, querem parecer felizes o tempo todo: só estão adiando o sofrimento para algo ainda maior e mais doloroso. O motivo da minha singela discordância, é que também existem momentos tão intensamente maravilhosos, com tanta maestria, que basta alguns minutos ou segundos de uma sensação pueril, pra você esquecer de todas aquelas horas de tristeza que já te esperam de “braços abertos” num futuro remorso, mas, com momentos de imensa catarse. É inevitável fugir desse pêndulo existencial. Portanto, digo: não viva apenas a alegria. Não force uma felicidade aparente. Isso pesa em algum momento, principalmente quando a plateia não te observa… Muita coisa boa sai dos momentos tristes. E muita coisa ruim pode ser produzida com repressão da tristeza para manutenção de uma felicidade líquida; é mister que ninguém é feliz o tempo todo. Apenas seja um SER HUMANO. E se permita TODOS OS MOMENTOS!
Que 2019 seja um ano de realização e de muita coisa boa! Muito obrigado, diário. Espero mudar o nome do Blog para algo que aluda à “estudante de medicina”. E vamos metamorfoseando, que o futuro chega num sopro!



DIÁRIO || 21 de Dezembro de 2018 || 

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Querido diário, não posso negar que estou cansado. Não como estava no início desse ano, ali eu estava exausto… Nesse momento o cansaço é mais um desgaste que propriamente fruto da rotina exaustiva. Os vestibulares acabaram. UFAAAAA!!!! Não aguentava mais! Fiz o que pude… Extraí o que consegui nas provas que prestei. E o saldo? Tá curioso pelo saldo, seu diário curioso! uahsuashuahsa Bom, não foram todos os que esperava, mas, melhorei demasiadamente em alguns aspectos. Vou contar um pouco como fui em ordem crescente de desempenho…

FUVEST:
 fiz a prova virado pois trabalho de madrugada, e nesse dia não pude trocar minha escala por estar com descanso semanal remunerado. O RH não permitiu a troca, resultado? Dormi no máximo 2h para essa prova. Confesso que senti muito ódio, porém, lembrei que na maioria das provas dos anos anteriores, não pude descansar bem. O que fiz? Fui lindamente fazer a prova. Meu desempenho foi relativamente bom para minha categoria. Esse foi o primeiro ano com a segmentação das vagas e com a ausência do bônus que “maquiava” as notas. PPI+EP deu uma nota de corte de 58 acertos. Fiz 52. Não foi fácil ver isso, pois sei que se tivesse descansado bem teria atingido isso tranquilamente. Lembro que na prova estava cansado pra desenvolver alguns raciocínios mais complexos, o que me fez perder questões importantes. A soma do que errei de coisas que domino, é consideravelmente superior ao que precisava. Míseros 6 pontos. Sim, sim… Algum espertinho de ampla concorrência pode ficar pasmo com meu desempenho. Mas, lembre-se… Não concorro por ampla. Portanto, ela não é parâmetro para minha preparação. Contudo, sei que daria pra ter feito mais de 60 nessa prova, até pelo fato de ter feito 63 na última prova que resolvi em casa. Foi bem decepcionante, tive que me corroer durante a semana com raiva de mim, porque poderia ter faltado, seria apenas uma advertência. Mas, não consegui… E fui fazer a prova virado.

UNICAMP: acho que de todas as provas que fiz, foi a mais fácil e agradável no aspecto geral, apesar de não ter convertido isso em números. Consegui gabaritar Física e errei só uma questão de Português sem nem ter tocado nas obras. Entretanto, conhecia a história e contexto de quase todas. O que me ajudou demasiadamente foi ter lido bastante esse ano, e ter treinado algumas provas com formato similar. Não cheguei a resolver nenhuma prova da Unicamp, porque direcionei muito para o Enem e para a Unifesp nesse período. Acertei 52 questões com algum espanto… Pela forma como estava fazendo a prova, esperava mais. Depois que corrigi vi que perdi algumas questões por desatenção. Vale enfatizar que a última vez que havia prestado Unicamp presencial foi em 2016. Não fui para a segunda fase.

UNESP: achei essa prova mais exigente que os anos anteriores, não prestava Unesp do final do ano desde 2015, esse ano fiz cinco a menos que na Unesp do meio do ano (fiz 60), e esperava mais. Nessa prova me surpreendi com a facilidade que tive com Português e com as questões de Humanas (apesar de estarem bem difíceis), errei muito na parte que a prova pegou pesado em questões interdisciplinares, mais pela falta de tempo que pela falta de hábito. Devo confessar que não treinei provas específicas para UNESP também por falta de tempo. Treinei só no início do ano para UNESP do meio do ano, entretanto, é notório que a prova estava muito mais fácil. Nessa prova de fim de ano ela engrossou a dosagem. Já esperava. Acertei 55 questões nessa prova, mas, não me frustrei, porque ao corrigir vi que também errei algumas questões por desatenção, outras, por falta de tempo. É algo que posso corrigir caso tenha que prestar de novo. Seria pior se fosse por falta de conteúdo, porque daria mais trabalho.

ENEM: eis a prova que mais me preparei esse ano. Posso dizer que senti muita dificuldade no primeiro dia, especialmente, em Linguagens, por ter sobrado pouco tempo, pois Humanas precisei recorrer muito mais aos conteúdos aprendidos associados à uma interpretação mais apurada e desgastante. Resultado? Ultrapassei o tempo que geralmente separo para esse conteúdo. O máximo que tolero é 2h, fiz em 2h20, aproximadamente. Tive que correr mais pra arrancar e compensar em Linguagens, creio que até por esse motivo não consegui detalhar tanto algumas coisas. Considero que a prova de Linguagens foi a mais difícil do dia, pelo simples fato de ter feito de uma só vez e ao corrigir ir abaixo do mínimo que sempre faço. Meu critério para avaliar o grau de dificuldade das provas é esse: só após corrigir. Daí tenho uma dimensão do quão difícil está, até porque eu vario pouco meu rendimento. Humanas fiz 36 acertos e Linguagens 27, ou seja, no primeiro dia acertei 63 questões. Me frustrei com Linguagens, mas, às vezes penso que saí no lucro. Vi pessoas com desempenho anual melhor que o meu, irem pior… Então, aliviei e pesei algumas consequências. Certamente, a TRI esse ano vai ser atípica, tal como foi a queda de acertos nessa área. Creio que com menos acertos, você já atinja pontuações iguais à mais acertos do ano passado. No aspecto geral, essa prova do primeiro dia foi consideravelmente mais difícil e exigia mais atenção e conteúdo que a prova do ano passado.
No segundo dia, achei que Naturezas estava bem difícil, todavia, não tanto quanto a prova do ano passado. Isso se aplica à Matemática. Ambas estavam mais fáceis que as provas do ano passado, entretanto, pra resolver era preciso treino, atenção e repertório teórico. Quem caiu de paraquedas nesse Enem, tal como no ano passado, se deu muito mal. Mesmo com o acréscimo de trinta minutos ao segundo dia, faltou tempo. Isso porque Natureza exigiu um consumo alto do tempo. Porém, matemática não ficou atrás, então, não tinha saída. Seja por qual matéria você tenha optado por começar, você já consumia boa parte do seu tempo, deixando o tempo para próxima prova comprometido. Natureza fiquei frustrado, pois esperava mais. Pelo menos trinta acertos. Fiz 26 questões; em Matemática acertei menos ainda, porém, como havia separado as questões em grau de dificuldade, pude dissipar mais do tempo remanescente nas questões fáceis. Consequência disso? Apesar de acertar pouco, tive notória coerência. Ano passado fui totalmente incoerente. Então, pra quem tem que lidar com essa questão de tempo, aconselho muito que acostumem a separar antes as questões de matemática (pelo menos) por grau de dificuldade. Acertei 16 questões de matemática. (11 fáceis, 3 médias e 2 difíceis), isso considerando a atribuição que diferentes professores de matemática deram.
Gostei bastante da minha redação no primeiro dia. Esse ano trabalhei bastante redação no aspecto formal, porque o repertório teórico varia conforme o tema. Ou seja, não tenho repertório fixo, portanto, não possuo modelos mentais pra temas específicos. Tudo depende do tema. Seleciono o repertório na hora. Porém, o que me deu tranquilidade foi ter exatamente o esqueleto principal, inclusive os conectivos mais usados, tudo adequado, cada parágrafo estruturado mentalmente. Isso ajudou a ter tranquilidade, mesmo com um tema pouco tangível (mesmo que fácil). Era preciso conseguir pôr as ideias com coerência e coesão. O Stoodi é bem rigoroso nas correções, me deu uma nota 800, porém, ano passado eles me deram uma média baixa, e o Enem me deu uma nota bem maior. Creio que não será diferente esse ano. As pessoas que mostrei me deram mais de 900, e foram bem rigorosas também. Eu, avaliando minha redação, como trabalho pra pontuar o máximo em cada competência, creio que dê no mínimo 900, comparando com outras redações que fiz ao longo do ano. Agora só me resta aguardar.
No todo, fiz 105 questões. Poderia ter feito bem mais, tinha condições pra isso. Tive algumas variações de rendimento durante a prova, cansaço e um princípio de ansiedade, precisei sair da sala algumas vezes pra lavar o rosto, respirar e focar naquele dia. Como concorro por cotas raciais, renda e escola pública, ainda creio que estou na disputa, especialmente pelo peso da redação e de outros conteúdos. Em relação ao ano passado, subi cinco questões. Foi bom fazer progresso, mas, sei exatamente que poderia bem mais. A questão de não poder dormir bem a noite pesa, tive que fazer malabarismos nas minhas escalas para conseguir fazer os dois dias descansado. E não posso negar que estou ansioso para ver meus resultados. O que posso antecipar é que de LONGE, esse foi meu ano de maior coerência nessa prova. Fui muito organizado quanto a prioridade de questões fáceis, quanto à administração e superação das adversidades durante a prova.

UNIFESP: eis a prova que não criei nenhuma expectativa, apesar de ter treinado bem ela. Eu particularmente sinto mais prazer em fazer provas escritas, contudo, a única oportunidade que tive até agora, foi nessa prova. Não fui para a segunda fase da Fuvest, creio que esse ano teria bastante chance de passar, porque me preparei. Minha maior adversidade sempre foram as provas de múltipla escolha, porque a abordagem é diferente do meu perfil. Sem delongas… No primeiro dia da Unifesp sempre sou derrubado pelo Inglês, como é de conhecimento da maioria das pessoas, alunos de rede pública não aprendem inglês. Verb to be é o C%#$… Não vou falar nada. Eu nesses tempos não tive oportunidade de estudar inglês de forma autodidata. Nem pagar um curso, porque é caro demais e também não daria tempo. Visto que intercalei estudos e trabalho nesse tempo todo. Porém, já tenho planos para iniciar ano que vem, independente de passar ou não. Já tenho tudo planejado. No primeiro dia de prova acertei 23 questões de Português das 30, e só fiz 5 questões das 10 de Inglês. Com muito esforço… uhaushaushuasha
No todo, fiz 28 acertos na prova objetiva, de 45 possíveis. Não atingi minha meta, porém, fui melhor que ano passado. E minha categoria tem uma nota menor. O que reduz um pouco o impacto. Todavia, na Redação eu chutei o pau da barraca. O tema foi sobre “eutanásia”, me sobressaí. Lendo minha redação, considerei ela ainda melhor que a do Enem, e existe uma possibilidade alta de passar consideravelmente dos 40 pontos que era a meta inicial. Pra quem não sabe, a redação vale 50 pontos no máximo. Ano passado fiz uma redação bem mediana comparada com minhas redações, e fiz uma pontuação de 38,636. Exatamente isso. E já é considerável. Esse ano não me surpreenderia se desse 45 pontos. Foi realmente minha melhor redação do ano, comparando com tudo o que escrevi. Eu estava inspirado e o tema foi o mesmo que trabalhei no cursinho com um professor de redação. Eu usei quase todos os argumentos que ele passou. Trabalhei até com as ideias do existencialismo do filósofo Jean-Paul Sartre. Foi lindo de ler… rsrs
Ano passado, mesmo com uma média de acertos bem abaixo do que fiz esse ano e com essa nota de redação, atingi 66,667 pontos na prova do primeiro dia.
No segundo dia, eis o grande desafio: prova inteirinha escrita. Mudei meu método de resolução, e isso me rendeu mais que dobrar meus acertos do ano passado. O que eu fiz? Uma coisa aparentemente óbvia, mas, que pessoas com T.O.C. têm muita resistência para aplicar: iniciei por TODOS OS ITENS FÁCEIS da prova. A maioria estava na letra A, alguns na letra B. Deu aquela vontade doida de fazer a questão inteira que eu sabia, mas, respirei fundo… E só apliquei o planejado. Terminei todos os itens fáceis em pouco tempo… Porém, bastante exausto e angustiado com a quantidade de questões que ainda tinha e bem mais puxadas. Só que surpreendentemente, essas questões geralmente são as que ferram o tempo das pessoas que fazem na ordem. Daí, bate o desespero e não sobra tempo de resolver muitas fáceis. Consequência? Elas percebem que conseguiriam resolver algumas questões que perderam. Mas, não tinham tempo. Essa estratégia foi extremamente eficiente. E me fez quase fechar a prova de Biologia, Química e Física, errei poucas coisas de alguns itens dessas questões. E ao corrigir a prova dava vontade de chorar de alegria quando via que resolvi exatamente igual aos professores dos cursinhos, e cheguei redondo nos resultados. Matemática foi a que menos acertei, porém, consegui ir melhor que ano passado. De longe… A primeira questão acertei inteira. E as outras questões acertei o primeiro item de algumas, e das outras algumas passagens da segunda. Isso já vai dar uma pontuação boa. Deixei pouquíssima coisa em branco. Pelo que me recordo, apenas três itens. Dois de matemática, e uma de química. Física e Biologia não ficou absolutamente nada em branco. Química só ficou porque enquanto eu estava fazendo a estrutura de uma molécula orgânica enorme, acabou o tempo e o examinador pediu as provas. Não deu pra finalizar. Questão inteira, nenhuma ficou em branco. Foi meu melhor desempenho desde que presto essa prova em 2014. Por isso sinto que se fosse para a segunda fase da Fuvest teria chances consideráveis de passar. Infelizmente isso não aconteceu… Mas, fazer o que…  Calculei minha nota na Unifesp pelo Enem, deu 58,333 pontos. Se eu fizer o que espero na redação e a nota da prova de conhecimentos específicos for o que imagino, é possível passar na primeira chamada, nem que seja na última vaga. Ou quem sabe, numa das listas de espera. Sei que esse ano essa foi, inacreditavelmente, minha melhor prova. Esperava que fosse só o Enem. Cheguei a ir para a prova da Unifesp cansado e sem muitas expectativas. Porém, como essa era minha última prova, gastei toda a energia que sobrou. Dei tudo o que podia. Agora só me resta aguardar. Minha categoria na Unifesp é cotas raciais, renda e escola pública. A nota final do último classificado ano passado na primeira chamada foi 68.724, se minha média realmente for o que imagino na redação e na prova, dá pra passar disso, ou chegar próximo. Mas, isso é só primeira chamada. Ano passado tiveram mais duas chamadas na minha categoria. E a nota decai consideravelmente… Espero que dê tudo certo, porque as chances são reais. Apesar do vestibular ser sempre essa caixinha de surpresas. Quem ficou em dúvida do arquivo que tirei essa nota, eis aqui: notas unifesp 2018

Então é isso, diário. Não fiz Famema e Famerp de última decisão. Estava esgotado e precisava fazer apenas o que aguentaria. Me empenhei muito nesse ano, fiz o que pude, não nego que esperava mais pelo meu desgaste. Porém, muitas variáveis entram no dia da prova. São muitas coisas que acontecem no momento da prova. Tem o desgaste mental, emocional, tem o calor infernal… kkkkk Quase vaporizei nesses dias de prova, especialmente na Unifesp. Que entrei encharcado de suor (desculpa por essa imagem kkkk). Mas, no final consegui finalizar as provas. E agora aguardarei minhas possibilidades. ProUni, Sisu e Unifesp. Depois criarei mais uma postagem falando de possíveis estratégias em caso de aprovação ou reprovação. Pesei tudo. Calculei todas as minhas probabilidades. E agora é esperar para reparar o imprevisível. Não estamos livres das eventualidades, por isso, nada em minha mentalidade está fechado. Sempre há espaços para qualquer variável nova… kkkkk
Gravarei novos vídeos no canal… E tenho outras coisas em mente. Informarei sempre nesse espaço. Não me preocupei com formalidades nesse espaço, porque é a parte mais tranquila de falar “olho no olho” com vocês. Sem nenhum eufemismo. Então é isso! Obrigado por tudo, 2018 foi um ano incrivelmente desgastante… Mas, valeu a pena! Depois comentem como foram os vestibulares de vocês sem nenhum receio de resultados, não se comparem comigo, nem com vocês de forma pretensiosa. Estamos no mesmo barco, mas, temos nossa singularidade. Só de ter se superado já é motivo de celebrar uma posição antiga derrotada. Sim… Já dizia nosso Leonardo… kkkkk “A fila anda”…
Abraços e BOAS FESTAS 😘❤