DEZEMBRO DE 2015

PUBLICAÇÃO DE (09 de Dezembro de 2015) – (mais recente)

Olá, Diário!
Estou muito animado, já refleti sobre algumas coisas que deram errado na prova da FUVEST, e vejam! Não foi conteúdo. Anteciparei o motivo (vai que alguém tenha o mesmo problema). O motivo referido foi psicológico, eu supervalorizei a FUVEST. AN? Como assim? Sim! Supervalorizei. Se está em dúvida qual o sentido dessa valorização exacerbada, o motivo foi ter colocado essa prova como única prioridade, era OBRIGAÇÃO acertar quase tudo do que sou forte, já que fazia isso nas provas antigas. Eu me obriguei a gabaritar Biologia, me obriguei a acertar 90% no mínimo das questões de Português, gabaritar Física, etc. Qual foi o resultado disso tudo? Qual lição posso deixar? A primeira pergunta é óbvia, sinto que não irei para a segunda fase. Quanto a segunda, deixo de lição a seguinte dica! Se você estiver se preparando para o vestibular do seu sonho, está fazendo certo! Mas, prepare também o seu psicológico para o dia da prova, saiba que você fez o que pôde e está preparado para ela, porém, deve saber que há limites para tudo, não exija algo que não depende inteiramente de você, não se obrigue a gabaritar nada, nem sempre a prova estará do jeito que você está acostumado nos simulados que fez. Se você se obrigar a gabaritar algo, isso significa que você pode perder muito tempo por essa obrigação, para garantir as questões que você é bom! E no Vestibular, tempo é crucial! Além de equilibrar a quantidade de acertos. Outra coisa… Tempo… Perdi muito tempo tentando gabaritar a Física da Fuvest (só por ter feito isso na Unicamp). Senti que me descuidei um pouco com relação à isso, eu fiz todos os simulados do cursinho, com “sangue nos olhos”, fiz várias provas da FUVEST, mas ainda assim não foi suficiente. Acabei tentando mudar as estratégias que treinei nos simulados da prova, por causa desse excesso de vontade de ir bem; parece bobagem! Mas, deve-se ter controle de tudo, até da sua vontade. Me atrapalhei por conta disso… Gabaritei Biologia (desconsiderando a questão estranha que foi anulada), fiz ótima pontuação em Física e em Português, mas veja! Nas questões que sou forte, errei 5 questões de português, errei 3 questões de Física, errei 4 questões de História, errei 5 de Geografia… Dessas disciplinas que sou forte eu errei  17 questões! Algo inadmissível, visto que me conheço. Gente… Se eu não estivesse tão “pilhado” pra errar no máximo 2 questões (quando não gabaritar), dessas 17 questões erradas, eu teria acertado pelo menos 15, o que me traria muita tranquilidade, pois lido bem para conseguir pontuações nas questões que tenho mais dificuldade, distribuo bem minha resolução, me conhecendo posso afirmar isso com convicção, certamente estaria comemorando com vocês! No cursinho eu estava fazendo a pontuação acima do corte (nas provas antigas da Fuvest), como posso ter ficado abaixo do que provavelmente será o corte? Eu refleti bastante. Nervosismo não foi, estava muito confiante. Então, a hipótese após minha reflexão foi a minha “pilhagem” (risos). Eu fui com muita “sede” ao pote… Mas, ainda estou vivo, tenho chances esse ano (em outras provas), o importante é ter mantido minha evolução (comparando conhecimento real e gráfico positivo de crescimento). O importante é persistir! Uma hora tu chegas onde queres!
Até mais, Diário.



 

PUBLICAÇÃO DE (04 de Dezembro de 2015) 

Olá, Diário.
Fiquei uns meses sem publicar nada por aqui, pois não estava bem para desabafar… Sei que é uma área de desabafo, e veja que contradição! Mas, estou fazendo o máximo para prosseguir com o meu sonho. E farei o máximo para compartilhar todos os sentimentos de um Vestibulando Real, que não é apenas herói, pois os grandes feitos, antes de existirem, surgem nos grandes fracassos…
Então, só gostaria de dizer que os últimos dias foram difíceis, ter que justificar para todos “acho que fui bem”, quando no final, olhando seu resultado, notar que tudo não passa de puro eufemismo…
Queria muito vir aqui com a maior das alegrias, mas não é bem assim. Entretanto, posso afirmar à você, Diário, que estou melhorando muito meu desempenho, perceba que não é incapacidade minha, nós não levamos muito tempo (quando outros levam pouco) por incapacidade própria, é porque simplesmente, “temos nosso próprio tempo”… Apesar de tudo isso, sinto que dessa vez cheguei muito próximo do que nunca antes cheguei, falta pouco… Mas, o grande triunfo de um Vestibulando de Medicina, não é simplesmente sua força, sua vontade, sua evolução… Este grande triunfo chama-se, paciência. E ele é o principal responsável por tudo ser possível de tornar-se real e evitar o desespero que nos faz tomar decisões completamente irracionais, se não há este triunfo, não há força, não há vontade, não há evolução…
Não “joguei a toalha” este ano, mas sinto que poderia ter extraído mais de mim, agora é aguardar a nota do ENEM, realizar a UNIFESP, FAMERP, e, não lamentar, apenas trabalhar a FUVEST, pois não conseguirei ir para segunda fase por pouco, eu falhei em coisas que sou bom, isso é inadmissível, o que aconteceu? Talvez eu saiba, mas estou refletindo um pouco mais nesta questão, falta pouco para conseguir a aprovação do meu sonho, USP, e acho que não será agora. Vou trabalhar isso, pois não cometerei o mesmo erro novamente, isso é fato. Me conheço. E para o estranhamento dos leitores (caso este ocorra), pretendo me matricular se passar em outro Vestibular, e continuar prestando isoladamente FUVEST, sonho é sonho… Não é? Cada um tem o seu e sabe a melhor forma de fazer o que deve ser feito para alcançá-lo. Inicialmente, inebriado, com a visão turva, vemos só alguns detalhes do que devemos trabalhar, mas, quando estamos nessa batalha há um tempinho e apanhamos muito no caminho, não há mais visão turva, tudo é muito claro, porém, deve-se continuar confiando em suas ações, sem medo de mudar, e, sobretudo, ter o triunfo tão referido nesse desabafo, ter paciência…