JULHO DE 2015

PUBLICAÇÃO DE (22 de Julho de 2015) – (mais recente)

Entrei de férias no dia 13 de julho. Estou muito contente por estar fazendo coisas diferentes. Atualmente até exercícios físicos estou praticando. Corro todos os dias num grande parque próximo de casa. Quero manter esse ritmo e principalmente, tornar desse hábito, rotina. Hoje criei um texto sobre uma atividade que tive pela manhã após chegar do serviço. Estudei Relatividade Restrita (Especial) e Relatividade Geral de Albert Einstein, sem nenhuma pretensão, apenas para compreender alguns fenômenos, buscar respostas às minhas questões. Eu já tinha lido superficialmente a Relatividade, mas muito rápido e sem aprofundamento, devido ao pouco tempo que o preparo intenso para o Vestibular de Medicina nos proporciona. As férias estão servindo para fortalecer conhecimentos (sem pretensão) para aprender, de fato, e também estão ajudando no meu preparo físico-psicológico para o retorno ao cursinho e às provas que virão.  Sempre digo para mim mesmo, não estudo para o Vestibular, estudo para crescer como indivíduo. Eis o texto que postei em meu facebook sobre isso:
“Estudar despretensiosamente Relatividade Geral e Restrita (Especial), é algo fascinante. Buscar conhecimentos para enriquecer minha compreensão desde o meu planeta até teorias recentes de dimensões desconhecidas (multiverso), só avulsa ainda mais minha sede por conhecimento e por respostas às minhas dúvidas. É assim que consigo acumular aprendizados e me empolgar com meus estudos, buscando tudo sem nenhuma pretensão, estudar apenas para “decorar” ou simplesmente para o vestibular, é um desperdício das capacidades cognitivas. Sentirei saudade do tempo que tive nas férias para estudar coisas diversas que me fizeram crescer como ser humano, o vestibular será consequência dos acúmulos dos meus conhecimentos, experiência eu tenho, mas não estou preocupado com a fugacidade de alguns jovens, pra mim não basta apenas ser aprovado, tem que estar preparado!”
Até mais, diário. Até mais, caros.


PUBLICAÇÃO DE (14 de Julho de 2015)

Estou descansado fisicamente e entediado mentalmente.
Apesar de grande melhora e a sensação de proximidade na minha realização, ainda sinto-me algemado por não estar fazendo o que eu mais quero: Medicina. Sei que é cansativo repetir esse desejo que, por vezes, parece monótono. Também sei que me dedico muito à isso, especialmente no que refere-se a tempo, eu realmente estou “fatigado”, minha vida está bagunçada desde o dia em que decidi seguir essa carreira, e como num passe de mágica: cá estou eu solteiro e com um efeito repulsivo às pessoas, só quem realmente é meu amigo resistiu à minha chatice…
Entretanto, estou contente comigo, poderia ter ficado para trás, feito qualquer coisa, ou até uma ótima universidade pública, mas eu não seria feliz… Algumas pessoas questionam o porquê de tanta dedicação à isso, até onde a nossa ciência consegue provar, só existe uma vida, eu poderia fazer várias coisas que tenho aptidão, eu amo Física, Astronomia… Já até me imaginei em viagens pelo espaço, fico alucinado ao saber que num futuro,- talvez próximo – o ser humano será capaz de atingir a velocidade da luz, e a viagem no espaço-tempo será algo inevitável, fazendo com que muitas teorias sejam confirmadas e muitas descartadas. Apesar de grande fascínio, eu amo a vida humana. Tive uma experiência quando tentei fugir da Medicina por achar-me incapaz para ela, foi num momento de fugacidade que me questionei: “o que estou fazendo aqui, quem estou enganando, eu não quero isso…” E acabei retornando aos braços do meu sonho. Cá estou eu. Mais calejado que antes, mais realista também. Mas com uma coisa como diferencial, a resistência e a experiência. Os próximos dias podem ser decisivos em minha conquista, mas, independente de como serão, continuarei fazendo o meu máximo para sair dessa prisão e alcançar o que eu mais quero: ser médico.


3 comentários em “JULHO DE 2015

  1. Olá, Alexandre
    Simplesmente emocionante, nada mais frustrante numa vida que você acordar todos os dias para desempenhar uma função na qual você não encontra nenhuma realização. Você morre um pouquinho todos os dias.

    Curtido por 1 pessoa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s