Resumo da Primeira Semana de Estudos

Fala galera! Não deixem de se inscrever no canal para que possamos compartilhar nossas experiências ao longo desse ano.
Resolvi gravar o vídeo para fazer um esboço do que foi essa primeira semana. Posso antecipar que foi bem diferente de tantas outras que tive ao longo desse ano. Continuemos focados e vamos que o Jaleco nos aguarda! Deixem nos comentários como estão os estudos de vocês. Abraços!

Anúncios

É inevitável não sentir o peso da reprovação. E você pode parar por aqui se quiser permanecer na superfície…

monografia-reprovada-pela-faculdade

Hoje preciso falar de algo que dificilmente destrincharia num texto comum, porque não é dos mais aprazíveis de se ler.
Talvez o leitor esteja iniciando a jornada pela medicina agora, e só veio em busca do exemplo de um guerreiro que luta com o sorriso estampado no rosto, que não consegue transmitir dor, insegurança, decepção ou qualquer sentimento que o torne humanamente tangível, quase irrisório, pois precisa de alguém que inspire vitória, e que seja precoce nos resultados. Infelizmente essa figura não é a regra. Ou, talvez você seja veterano de luta, que só procura ânimo para recuperar o fôlego e ter que enfrentar mais um duro ano.
Ao analisarmos a relação de candidatos por vaga de qualquer prova de medicina. De toda aquela relação, poucos são os que conseguem ir para a segunda fase (se tiver). Menores ainda são os que conseguem passar, seja em primeira chamada, seja em último na lista de espera. Porém, enormemente maior é o número de candidatos que voltam para a “fila” do vestibular, que não necessariamente se mantém na ordem em que parou. Muitos que estavam na frente podem variar de posição, porque não existe justiça nisso tudo. E o ser humano é um pêndulo ambulante que em algum momento atinge bons resultados de seu potencial, mas, que pode tender ao baixo rendimento por muitos fatores. 

Isso significa que muitos que estão no final dessa fila imaginária, podem ultrapassar aqueles que estão na dianteira, e quem assume a ponta, pode cair abruptamente… E por qual motivo?
Isso varia. Vou citar e explanar alguns cruciais que me afligiram…

O que te faz ser ultrapassado?

• Bloqueio mental…

Eu já tive isso. O candidato até consegue demonstrar conhecimento durante o preparo. E muitas vezes ser um dos melhores nos simulados, ir bem nas questões, atingir resultados surpreendentes enquanto se prepara. Que fariam com que ele conseguisse passar em primeira chamada. Porém, ele negligencia seu bloqueio que vai se desenvolvendo gradualmente, como uma espécie de “bola de neve”. Chega um momento que esse monstro de gelo (continuando na mesma metáfora) é tão grande, que ele não tem mais resistência para impedir seu rolamento, fatalmente favorecido pela gravidade terrestre.
No meu caso o bloqueio era referente à quantidade de acertos nas provas e à um teto de médias que eu não me via capaz de superar e, dessa forma, sempre parava num teto; demorou pra me livrar desse bloqueio, e ele realmente foi algo limitante em alguns dos meus anos prestando.
Para alguns, quando chega o momento de estar psicologicamente estável, na reta final… Os sentimentos e pensamentos de fracasso vão ressurgindo (por mais que o ano tenha sido maravilhoso), porque ao vivenciarem aquele clima de prova, a muvuca de pessoas com camisas de cursinho, todos aqueles “nerds” reunidos no mesmo lugar, com a mesma finalidade, rememoram os tempos de reprovação, até as sensações de medo e falta de preparo (mesmo num ano de muito estudo), aquelas pessoas aparentam estar mais preparadas e ter mais repertório. Eu só melhorei esses pontos no momento em que parei de olhar para os outros e me centrei no meu desenvolvimento. Me adotando como referencial.

• Persistir nos mesmos métodos que não te fizeram passar…

Também já cometi esse erro.
Ilustro isso com uma frase célebre de Albert Einstein: “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.”
Às vezes nos sentimos seguros demais pra querer mudar. A mudança é algo que atemoriza, por gerar a insegurança de tal ato dar muito certo, ou completamente errado. 

Exorbitantemente enxergamos apenas a possibilidade da falha. Persisti nesse erro quando optei fazer o mesmo cursinho pela terceira vez, pelo fato de me sentir bem naquele lugar. Por ter crescido nos dois anos anteriores. E achar que seria igual…
Aos poucos isso foi se revelando uma decisão muito equivocada. Porque justamente nesse terceiro ano, tive uma queda em meu desempenho. Foi doloroso regredir. E por qual motivo isso aconteceu? Cheguei no pico da minha curva. E inevitavelmente cairia. Se quisesse subir mais, precisaria mudar a variável que controla meu ritmo de crescimento, e a efetividade deste. Eis que alterei o coeficiente angular dos meus estudos, que nada mais era que o método utilizado. E ousei por optar pela mudança como via de regra. Se não tivesse feito isso, o resultado poderia ser ainda mais catastrófico. E foi nesse momento que transformei meu lema de vida num termo que li em “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, cheguei a escrever sobre isso: “Tempora mutantur”.

• Achar que já domina os conteúdos…

Acho que esse é um erro comum de quem é veterano de cursinho e adentra em mais um ano prestando. Eu também cometi esse erro.
Houve um momento em que me sentia com tanto domínio dos assuntos, que pensava ser inútil “perder tempo” assistindo aula. Me sentia enfadado com as aulas e já previa tudo o que o professor iria dizer, ou demonstrar. Erro letal. Eu simplesmente decorei as aulas, mas, não entendi a profundidade daquilo.
Nesse ponto que descobri meu potencial para estudar sozinho, pois faltava e matava algumas aulas para estudar em casa ou na sala de estudos. Me senti encorajado a abandonar o presencial no ano seguinte (veja que nem tudo acaba sendo ruim na reprovação). Porém, sofri danos severos do próprio golpe de me sabotar com a ideia de só precisar “lapidar” algumas coisas e que já estava na dianteira da “fila” imaginária do vestibular.
Nessa reta final (larguei o cursinho faltando um mês para as provas) optei focar só em exercícios e provas antigas.  Nesse momento de teste, caí das “nuvens” e notei não estar  tão bem como pensava que estava. Me perdoem, mas usarei novamente “Memórias Póstumas de Brás Cubas” para ilustrar essa quebra de perspectiva, pois a frase se encaixa perfeitamente com esse momento de realidade: “Não te irrites se te pagarem mal um benefício: antes cair das nuvens, que de um terceiro andar.” (concordo com Machado… rs).
Conforme ía fazendo as provas antigas, me sentia ainda mais decepcionado por ter me superestimado e pra piorar, não daria tempo de recuperar o prejuízo da densidade daqueles conteúdos.
Lembro que muita coisa veio somar negativamente nesse ano, já comentei dos meus problemas pessoais em outras postagens, foi um ano literalmente complicado e de perda familiar. Só depois disso que tive coragem de começar do zero num novo método e com uma nova filosofia, repensei minha vida e apliquei no ano seguinte, esse foi um acerto.

• Negligenciar problemas psicológicos e emocionais em prol da rotina do vestibular…

Já comentei sobre esse erro. Eu acertei na questão de mudar meu método de estudos, repensar meus passos e optar por estudar sozinho. Entretanto, pela série de problemas que passei anteriormente, acabei deixando de lado muitos problemas gerados pelo caos que vivi no pior ano da minha vida (2016). Um ano de perda…  Após o novo princípio, acabei não trabalhando as consequências afetivas do rompimento que tive em minha estrutura familiar. O que eu fiz? Simplesmente, engatei a marcha vestibular e ignorei tudo o que estava a volta. Inclusive, meus sentimentos e abalos.
Chegou no dia da Fuvest, principalmente, e tive um início de crise de ansiedade, senti um breve momento de pânico e me desesperei por tudo o que estava acontecendo ali. Olhei as questões desconexas (em minha mente) e perdi muitos minutos sem conseguir respirar e focar nas coisas que eu tinha estudado. É como se eu não tivesse entrado na prova. Eu simplesmente estava com um frio na barriga, com a respiração descompassada e com o cérebro a mil, sem conseguir puxar e encadear as coisas que treinei. Só melhorei depois de inspirar e expirar profundamente, até neutralizar o efeito angustiante daquele momento. Eis que depois de sair da prova percebi que não passaria. Terminei com bastante dificuldade. Não em relação aos conteúdos, mas, em me manter concentrado. Resolvi isso só no ano seguinte (ano passado) quando passei a não negligenciar esse lado fundamental da vida. 

Algumas considerações 

Precisei detalhar bastante esses motivos que me fizeram voltar na “fila” do vestibular. São pontos cruciais e que podem trazer muito prejuízo para quem já tem algum tempo de preparo, ou até mesmo pra quem opta iniciar. Além disso, falta explanar algumas coisas que estou trabalhando nesse ano de 2019, diagnósticos prévios que já observei que poderiam trazer prejuízos na qualidade dos meus estudos, mas que já estou aplicando uma solução de reparo no início para evitar problemas futuros.

Por mais consistente que seja o psicológico de alguém resiliente, em algum momento na solidão do lugar em que presenciou – talvez –  anos de luta e superação, os sentimentos de tristeza e decepção vão surgir.

Pra quem nunca prestou vestibular, isso é imperceptível. Todavia, quem já sentiu na pele o pesadelo de ver todos adiante, e se ver na condição de ter que recolher os cacos para mais um ano, tem que aprender a lidar com esse sentimento, porque ele não vai se ausentar por muito tempo. Eu estou trabalhando isso através da blindagem de alguns focos que tragam esses pensamentos. Vou falar sobre isso ao longo desse desfecho. 

Infelizmente, alguns de nós não resistem e pela pressão social, familiar e própria, optam por iniciar outra graduação. Abrindo uma porta que em muitos casos, torna-se definitiva, enterrando de vez os resquícios da medicina, como uma vida que não pôde acontecer. Eis que a medicina morre para essas pessoas, e para parte delas, nasce a frustração que será companhia para o resto de suas vidas.
Essa crueldade  se chama “vestibular de medicina”. Quem não conhecia antes dessa leitura, passa a ter um pouco da dimensão disso, o ingresso ao curso mais concorrido do Brasil, que abre vãos entre pessoas realizadas, pessoas não realizadas, e pessoas realizadas e não realizadas. Como assim, Alê? Bom as “pessoas realizadas e não realizadas” é um paradoxo até que recorrente, muita gente consegue e cursa medicina, sente-se realizada por ter cursado e se formado, mas fez isso por status, apenas pelo dinheiro, ou simplesmente por pressão familiar, ou por outros motivos não listados, fato é que o vestibular é um evento cruel. Que independente da nossa fúria, crítica e questionamentos, não vai mudar tão cedo.
Sonhos que antes eram lindos e pueris, tornam-se truncados, autodestrutivos ou quase impossíveis assim que aquele que sonha adentra na realidade da busca pela medicina. Alguns dão a feliz sorte de terminarem esse processo complicado antes de sentirem os impactos. A maioria, não passa pelo mesmo processo. E é muito compreensivo que muita gente desista. Porque é exorbitantemente difícil se manter motivado depois de tantos obstáculos. Porque esse processo pode trazer mais perdas do que conquistas. As renúncias que te fizeram estar aqui lendo esse texto, fizeram-te mudar muito… E matar parte da sua existência anterior, sem considerar se era uma parte boa ou ruim… 

• O que eu disse que estou trabalhando em mim nesse ano?

Não vou te prender por mais tempo de leitura, mil perdões por ser descontroladamente amante de compartilhar minhas experiências.
Vamos lá…

Nesse tempo de preparo fazemos muitas amizades e conhecemos muitas pessoas que objetivam o mesmo sonho que o nosso. Isso é algo positivo, pois há a troca de experiências e inevitável enriquecimento sociocultural. Todavia, é consequente que o tempo de aprovação seja diferente na maioria dos casos. E que nos encontramos em momentos difusos nesse processo. Portanto, presenciaremos pessoas próximas conseguindo passar. E é humanamente compreensível que tenhamos aquela ponta de decepção com nós mesmos. Eu não vou negar que senti isso esse ano. Me senti feliz pelo resultado, mas, decepcionado por achar que poderia mais, por saber exatamente como me preparei em todos os eixos e ter que me pôr novamente na situação de vestibulando. É incômodo ficar preso, estagnado, e ter que fazer planos para o cursinho que farei esse ano. Isso se funde complexamente ao sentimento bom de estar lutando pelo meu sonho, algo que já é raro, visto que poucas pessoas têm oportunidades nesse país. Ainda tenho amigos e conhecidos com mais ou menos tempo que eu prestando. E presenciei parte sendo aprovada. O que era previsível de acontecer em algum momento. E eu fico feliz que isso tenha acontecido, por acompanhar. Mas, não sou tolo de dizer que isso não fez com que eu me sentisse um pouco pressionado. Não por ninguém, mas por mim mesmo. Misturou-se um pouco de decepção, com uma sensação de que eu tinha condições de conseguir os poucos pontos que faltaram para passar.
É difícil dizer isso, até porque no momento em que você decide se dar mais um ano, tudo aquilo é uma parte sincera que vai lutar pelos pontos que faltaram. Só que faltando um dia para iniciar meus estudos, é impossível não dar esse desânimo, ao pegar minha mente pensando nas pessoas que deram adeus à tudo isso e cair a ficha de que amanhã volto à rotina desgastante do vestibular para posteriormente passar por isso tudo de novo, todo esse processo mentalmente desgastante de fazer as provas e aguardar os resultados que parecem nunca chegar! É bom ter esse blog, porque me sinto bem ao dizer isso. Tenho certeza que muitos que estão lendo, passaram (ou passam) por isso, mesmo que não comentem. Nossa sensação é recíproca.


• O que fiz para trabalhar isso?

O principal foi ter dado um tempo nas coisas que estavam aguçando minha ansiedade, visto que nesse período vemos as pessoas passando e nós, por mais que tenhamos nos esforçado de forma sobre-humana, temos que enfrentar mais uma dura matrícula no cursinho.
Se você deduziu que meu isolamento é em parte por causa disso, inferiu certo. Desativei minhas redes sociais para me blindar mentalmente de tudo o que me dê essa sensação angustiante de não ter conseguido, e pra não ter que receber mensagens desagradáveis perguntando se passei (como se não tivéssemos ciência de que nosso nome é vasculhado no google para ver se passamos). Ter feito isso me dá a sensação de que só alguns meses me separam da minha vaga na Faculdade de Medicina (pouquíssimos, comparados com os anos que se passaram).

Por mais duro que possa parecer, ter admitido honestamente que isso estava me fazendo mal foi o primeiro passo para voltar a respirar e ter paz para dar a cartada final. Me blindar mentalmente foi uma decisão pensada e que já traz bons frutos de paz e sanidade para seguir.
Outra coisa… Canalizar o gostinho de que faltou pouco me motiva a estudar focado e com alta performance, como se eu sentisse que é o último ato em busca da medicina e por isso, devesse dar uma ênfase e sabor especial, porque não verei mais essas paredes com fórmulas, anotações e rabiscos de todo gênero. É como se meu instinto me dissesse (por mais que a razão comande minhas ações) que estou no final de um processo, e preciso aguentar só esse ano.
É aí que surge uma força extra que pensei que já estava sucumbindo. É a sobrevida que faltava para dar o ultimato. Foi exatamente essa sensação que me fez optar por estudar mais esse ano.

Considerações finais

Então, gente… É isso!
Peço humildemente que entendam que essa é a minha acepção de um processo ininterrupto de aprendizagem. Estou metamorfoseando para que o próximo passo seja continuado na Faculdade de Medicina. Mas, assim que passar, não significa que estarei mais sábio, nem, tampouco, mais ingênuo que agora. Só que terei mais campos de aprendizado. A vida é uma oportunidade para aprender. E para mim só se finda, quando achamos que já aprendemos tudo e que não há mais o que saber. Mesmo que biologicamente vivos, não estamos existindo com vitalidade. E esse limbo é uma morte precoce e deprimente. 
Desejo um ano maravilhoso de estudos à todos! E pensem profundamente nas coisas que foram pautadas nessa postagem. Que resolvi criar com máxima transparência, porque sei que muitos estão passando por isso. Ainda tenho muito o que aprender, o que buscar e o que crescer, mas, posso afirmar convictamente, que a única regra dessa voracidade com que os tempos mudam, é que a dúvida permanece a existir. E as certezas, cada vez sucumbem mais.
Abraços! E mantenham-se firmes! Amanhã começo meu derradeiro ciclo, vamos que o Jaleco está nos esperando!!
😘😍❤📓📚👩‍⚕👨‍⚕👩‍🎓

Meu cantinho de estudos

Fala galera! Tá chegando a hora de começar mais um ano de estudos! Sei que será árduo e bem puxado, mas, só de estar lutando mais esse ano pra realizar meu sonho maior, me sinto muito feliz! Poucos têm a oportunidade de escolher uma profissão e conseguir cursar para se tornar o profissional dos sonhos, no lugar de seus sonhos. Essa missão vai ter um final feliz, sei disso! Desejo muito sucesso à todos, e me digam abaixo… Como está o cantinho de vocês? 😘❤

SALDO DAS PROVAS DE 2018 e DIÁRIO

DIÁRIO || 21 de Dezembro de 2018 ||

img_5a1eac0c3292b

Querido diário, não posso negar que estou cansado. Não como estava no início desse ano, ali eu estava exausto… Nesse momento o cansaço é mais um desgaste que propriamente fruto da rotina exaustiva. Os vestibulares acabaram. UFAAAAA!!!! Não aguentava mais! Fiz o que pude… Extraí o que consegui nas provas que prestei. E o saldo? Tá curioso pelo saldo, seu diário curioso! uahsuashuahsa Bom, não foram todos os que esperava, mas, melhorei demasiadamente em alguns aspectos. Vou contar um pouco como fui em ordem crescente de desempenho…

FUVEST:
 fiz a prova virado pois trabalho de madrugada, e nesse dia não pude trocar minha escala por estar com descanso semanal remunerado. O RH não permitiu a troca, resultado? Dormi no máximo 2h para essa prova. Confesso que senti muito ódio, porém, lembrei que na maioria das provas dos anos anteriores, não pude descansar bem. O que fiz? Fui lindamente fazer a prova. Meu desempenho foi relativamente bom para minha categoria. Esse foi o primeiro ano com a segmentação das vagas e com a ausência do bônus que “maquiava” as notas. PPI+EP deu uma nota de corte de 58 acertos. Fiz 52. Não foi fácil ver isso, pois sei que se tivesse descansado bem teria atingido isso tranquilamente. Lembro que na prova estava cansado pra desenvolver alguns raciocínios mais complexos, o que me fez perder questões importantes. A soma do que errei de coisas que domino, é consideravelmente superior ao que precisava. Míseros 6 pontos. Sim, sim… Algum espertinho de ampla concorrência pode ficar pasmo com meu desempenho. Mas, lembre-se… Não concorro por ampla. Portanto, ela não é parâmetro para minha preparação. Contudo, sei que daria pra ter feito mais de 60 nessa prova, até pelo fato de ter feito 63 na última prova que resolvi em casa. Foi bem decepcionante, tive que me corroer durante a semana com raiva de mim, porque poderia ter faltado, seria apenas uma advertência. Mas, não consegui… E fui fazer a prova virado.

UNICAMP: acho que de todas as provas que fiz, foi a mais fácil e agradável no aspecto geral, apesar de não ter convertido isso em números. Consegui gabaritar Física e errei só uma questão de Português sem nem ter tocado nas obras. Entretanto, conhecia a história e contexto de quase todas. O que me ajudou demasiadamente foi ter lido bastante esse ano, e ter treinado algumas provas com formato similar. Não cheguei a resolver nenhuma prova da Unicamp, porque direcionei muito para o Enem e para a Unifesp nesse período. Acertei 52 questões com algum espanto… Pela forma como estava fazendo a prova, esperava mais. Depois que corrigi vi que perdi algumas questões por desatenção. Vale enfatizar que a última vez que havia prestado Unicamp presencial foi em 2016. Não fui para a segunda fase.

UNESP: achei essa prova mais exigente que os anos anteriores, não prestava Unesp do final do ano desde 2015, esse ano fiz cinco a menos que na Unesp do meio do ano (fiz 60), e esperava mais. Nessa prova me surpreendi com a facilidade que tive com Português e com as questões de Humanas (apesar de estarem bem difíceis), errei muito na parte que a prova pegou pesado em questões interdisciplinares, mais pela falta de tempo que pela falta de hábito. Devo confessar que não treinei provas específicas para UNESP também por falta de tempo. Treinei só no início do ano para UNESP do meio do ano, entretanto, é notório que a prova estava muito mais fácil. Nessa prova de fim de ano ela engrossou a dosagem. Já esperava. Acertei 55 questões nessa prova, mas, não me frustrei, porque ao corrigir vi que também errei algumas questões por desatenção, outras, por falta de tempo. É algo que posso corrigir caso tenha que prestar de novo. Seria pior se fosse por falta de conteúdo, porque daria mais trabalho.

ENEM: eis a prova que mais me preparei esse ano. Posso dizer que senti muita dificuldade no primeiro dia, especialmente, em Linguagens, por ter sobrado pouco tempo, pois Humanas precisei recorrer muito mais aos conteúdos aprendidos associados à uma interpretação mais apurada e desgastante. Resultado? Ultrapassei o tempo que geralmente separo para esse conteúdo. O máximo que tolero é 2h, fiz em 2h20, aproximadamente. Tive que correr mais pra arrancar e compensar em Linguagens, creio que até por esse motivo não consegui detalhar tanto algumas coisas. Considero que a prova de Linguagens foi a mais difícil do dia, pelo simples fato de ter feito de uma só vez e ao corrigir ir abaixo do mínimo que sempre faço. Meu critério para avaliar o grau de dificuldade das provas é esse: só após corrigir. Daí tenho uma dimensão do quão difícil está, até porque eu vario pouco meu rendimento. Humanas fiz 36 acertos e Linguagens 27, ou seja, no primeiro dia acertei 63 questões. Me frustrei com Linguagens, mas, às vezes penso que saí no lucro. Vi pessoas com desempenho anual melhor que o meu, irem pior… Então, aliviei e pesei algumas consequências. Certamente, a TRI esse ano vai ser atípica, tal como foi a queda de acertos nessa área. Creio que com menos acertos, você já atinja pontuações iguais à mais acertos do ano passado. No aspecto geral, essa prova do primeiro dia foi consideravelmente mais difícil e exigia mais atenção e conteúdo que a prova do ano passado.
No segundo dia, achei que Naturezas estava bem difícil, todavia, não tanto quanto a prova do ano passado. Isso se aplica à Matemática. Ambas estavam mais fáceis que as provas do ano passado, entretanto, pra resolver era preciso treino, atenção e repertório teórico. Quem caiu de paraquedas nesse Enem, tal como no ano passado, se deu muito mal. Mesmo com o acréscimo de trinta minutos ao segundo dia, faltou tempo. Isso porque Natureza exigiu um consumo alto do tempo. Porém, matemática não ficou atrás, então, não tinha saída. Seja por qual matéria você tenha optado por começar, você já consumia boa parte do seu tempo, deixando o tempo para próxima prova comprometido. Natureza fiquei frustrado, pois esperava mais. Pelo menos trinta acertos. Fiz 26 questões; em Matemática acertei menos ainda, porém, como havia separado as questões em grau de dificuldade, pude dissipar mais do tempo remanescente nas questões fáceis. Consequência disso? Apesar de acertar pouco, tive notória coerência. Ano passado fui totalmente incoerente. Então, pra quem tem que lidar com essa questão de tempo, aconselho muito que acostumem a separar antes as questões de matemática (pelo menos) por grau de dificuldade. Acertei 16 questões de matemática. (11 fáceis, 3 médias e 2 difíceis), isso considerando a atribuição que diferentes professores de matemática deram.
Gostei bastante da minha redação no primeiro dia. Esse ano trabalhei bastante redação no aspecto formal, porque o repertório teórico varia conforme o tema. Ou seja, não tenho repertório fixo, portanto, não possuo modelos mentais pra temas específicos. Tudo depende do tema. Seleciono o repertório na hora. Porém, o que me deu tranquilidade foi ter exatamente o esqueleto principal, inclusive os conectivos mais usados, tudo adequado, cada parágrafo estruturado mentalmente. Isso ajudou a ter tranquilidade, mesmo com um tema pouco tangível (mesmo que fácil). Era preciso conseguir pôr as ideias com coerência e coesão. O Stoodi é bem rigoroso nas correções, me deu uma nota 800, porém, ano passado eles me deram uma média baixa, e o Enem me deu uma nota bem maior. Creio que não será diferente esse ano. As pessoas que mostrei me deram mais de 900, e foram bem rigorosas também. Eu, avaliando minha redação, como trabalho pra pontuar o máximo em cada competência, creio que dê no mínimo 900, comparando com outras redações que fiz ao longo do ano. Agora só me resta aguardar.
No todo, fiz 105 questões. Poderia ter feito bem mais, tinha condições pra isso. Tive algumas variações de rendimento durante a prova, cansaço e um princípio de ansiedade, precisei sair da sala algumas vezes pra lavar o rosto, respirar e focar naquele dia. Como concorro por cotas raciais, renda e escola pública, ainda creio que estou na disputa, especialmente pelo peso da redação e de outros conteúdos. Em relação ao ano passado, subi cinco questões. Foi bom fazer progresso, mas, sei exatamente que poderia bem mais. A questão de não poder dormir bem a noite pesa, tive que fazer malabarismos nas minhas escalas para conseguir fazer os dois dias descansado. E não posso negar que estou ansioso para ver meus resultados. O que posso antecipar é que de LONGE, esse foi meu ano de maior coerência nessa prova. Fui muito organizado quanto a prioridade de questões fáceis, quanto à administração e superação das adversidades durante a prova.

UNIFESP: eis a prova que não criei nenhuma expectativa, apesar de ter treinado bem ela. Eu particularmente sinto mais prazer em fazer provas escritas, contudo, a única oportunidade que tive até agora, foi nessa prova. Não fui para a segunda fase da Fuvest, creio que esse ano teria bastante chance de passar, porque me preparei. Minha maior adversidade sempre foram as provas de múltipla escolha, porque a abordagem é diferente do meu perfil. Sem delongas… No primeiro dia da Unifesp sempre sou derrubado pelo Inglês, como é de conhecimento da maioria das pessoas, alunos de rede pública não aprendem inglês. Verb to be é o C%#$… Não vou falar nada. Eu nesses tempos não tive oportunidade de estudar inglês de forma autodidata. Nem pagar um curso, porque é caro demais e também não daria tempo. Visto que intercalei estudos e trabalho nesse tempo todo. Porém, já tenho planos para iniciar ano que vem, independente de passar ou não. Já tenho tudo planejado. No primeiro dia de prova acertei 23 questões de Português das 30, e só fiz 5 questões das 10 de Inglês. Com muito esforço… uhaushaushuasha
No todo, fiz 28 acertos na prova objetiva, de 45 possíveis. Não atingi minha meta, porém, fui melhor que ano passado. E minha categoria tem uma nota menor. O que reduz um pouco o impacto. Todavia, na Redação eu chutei o pau da barraca. O tema foi sobre “eutanásia”, me sobressaí. Lendo minha redação, considerei ela ainda melhor que a do Enem, e existe uma possibilidade alta de passar consideravelmente dos 40 pontos que era a meta inicial. Pra quem não sabe, a redação vale 50 pontos no máximo. Ano passado fiz uma redação bem mediana comparada com minhas redações, e fiz uma pontuação de 38,636. Exatamente isso. E já é considerável. Esse ano não me surpreenderia se desse 45 pontos. Foi realmente minha melhor redação do ano, comparando com tudo o que escrevi. Eu estava inspirado e o tema foi o mesmo que trabalhei no cursinho com um professor de redação. Eu usei quase todos os argumentos que ele passou. Trabalhei até com as ideias do existencialismo do filósofo Jean-Paul Sartre. Foi lindo de ler… rsrs
Ano passado, mesmo com uma média de acertos bem abaixo do que fiz esse ano e com essa nota de redação, atingi 66,667 pontos na prova do primeiro dia.
No segundo dia, eis o grande desafio: prova inteirinha escrita. Mudei meu método de resolução, e isso me rendeu mais que dobrar meus acertos do ano passado. O que eu fiz? Uma coisa aparentemente óbvia, mas, que pessoas com T.O.C. têm muita resistência para aplicar: iniciei por TODOS OS ITENS FÁCEIS da prova. A maioria estava na letra A, alguns na letra B. Deu aquela vontade doida de fazer a questão inteira que eu sabia, mas, respirei fundo… E só apliquei o planejado. Terminei todos os itens fáceis em pouco tempo… Porém, bastante exausto e angustiado com a quantidade de questões que ainda tinha e bem mais puxadas. Só que surpreendentemente, essas questões geralmente são as que ferram o tempo das pessoas que fazem na ordem. Daí, bate o desespero e não sobra tempo de resolver muitas fáceis. Consequência? Elas percebem que conseguiriam resolver algumas questões que perderam. Mas, não tinham tempo. Essa estratégia foi extremamente eficiente. E me fez quase fechar a prova de Biologia, Química e Física, errei poucas coisas de alguns itens dessas questões. E ao corrigir a prova dava vontade de chorar de alegria quando via que resolvi exatamente igual aos professores dos cursinhos, e cheguei redondo nos resultados. Matemática foi a que menos acertei, porém, consegui ir melhor que ano passado. De longe… A primeira questão acertei inteira. E as outras questões acertei o primeiro item de algumas, e das outras algumas passagens da segunda. Isso já vai dar uma pontuação boa. Deixei pouquíssima coisa em branco. Pelo que me recordo, apenas três itens. Dois de matemática, e uma de química. Física e Biologia não ficou absolutamente nada em branco. Química só ficou porque enquanto eu estava fazendo a estrutura de uma molécula orgânica enorme, acabou o tempo e o examinador pediu as provas. Não deu pra finalizar. Questão inteira, nenhuma ficou em branco. Foi meu melhor desempenho desde que presto essa prova em 2014. Por isso sinto que se fosse para a segunda fase da Fuvest teria chances consideráveis de passar. Infelizmente isso não aconteceu… Mas, fazer o que…  Calculei minha nota na Unifesp pelo Enem, deu 58,333 pontos. Se eu fizer o que espero na redação e a nota da prova de conhecimentos específicos for o que imagino, é possível passar na primeira chamada, nem que seja na última vaga. Ou quem sabe, numa das listas de espera. Sei que esse ano essa foi, inacreditavelmente, minha melhor prova. Esperava que fosse só o Enem. Cheguei a ir para a prova da Unifesp cansado e sem muitas expectativas. Porém, como essa era minha última prova, gastei toda a energia que sobrou. Dei tudo o que podia. Agora só me resta aguardar. Minha categoria na Unifesp é cotas raciais, renda e escola pública. A nota final do último classificado ano passado na primeira chamada foi 68.724, se minha média realmente for o que imagino na redação e na prova, dá pra passar disso, ou chegar próximo. Mas, isso é só primeira chamada. Ano passado tiveram mais duas chamadas na minha categoria. E a nota decai consideravelmente… Espero que dê tudo certo, porque as chances são reais. Apesar do vestibular ser sempre essa caixinha de surpresas. Quem ficou em dúvida do arquivo que tirei essa nota, eis aqui: notas unifesp 2018

Então é isso, diário. Não fiz Famema e Famerp de última decisão. Estava esgotado e precisava fazer apenas o que aguentaria. Me empenhei muito nesse ano, fiz o que pude, não nego que esperava mais pelo meu desgaste. Porém, muitas variáveis entram no dia da prova. São muitas coisas que acontecem no momento da prova. Tem o desgaste mental, emocional, tem o calor infernal… kkkkk Quase vaporizei nesses dias de prova, especialmente na Unifesp. Que entrei encharcado de suor (desculpa por essa imagem kkkk). Mas, no final consegui finalizar as provas. E agora aguardarei minhas possibilidades. ProUni, Sisu e Unifesp. Depois criarei mais uma postagem falando de possíveis estratégias em caso de aprovação ou reprovação. Pesei tudo. Calculei todas as minhas probabilidades. E agora é esperar para reparar o imprevisível. Não estamos livres das eventualidades, por isso, nada em minha mentalidade está fechado. Sempre há espaços para qualquer variável nova… kkkkk
Gravarei novos vídeos no canal… E tenho outras coisas em mente. Informarei sempre nesse espaço. Não me preocupei com formalidades nesse espaço, porque é a parte mais tranquila de falar “olho no olho” com vocês. Sem nenhum eufemismo. Então é isso! Obrigado por tudo, 2018 foi um ano incrivelmente desgastante… Mas, valeu a pena! Depois comentem como foram os vestibulares de vocês sem nenhum receio de resultados, não se comparem comigo, nem com vocês de forma pretensiosa. Estamos no mesmo barco, mas, temos nossa singularidade. Só de ter se superado já é motivo de celebrar uma posição antiga derrotada. Sim… Já dizia nosso Leonardo… kkkkk “A fila anda”…
Abraços e BOAS FESTAS 😘❤

Mais um ano de Fuvest… Que seja o último!

ppppppppppppppppppppppppppppppppppppppp

Não, não pensei que chegaria na 5ª Fuvest. Pensei que desistiria antes – bem antes -.
Quando ouvia das pessoas que existiam vestibulandos que ficavam três, quatro, cinco, seis anos e por aí vai, só pra tentar fazer parte dos matriculados da Medicina da USP, achei que era loucura. Como alguém poderia desperdiçar uma fração considerável da sua vida, ver tanta gente se afastar… E sobrar só você nesse caminho.. E por mais que tudo virasse motivo de desistência, continuar firme… E ainda mais forte. Por ter aprendido da pior forma que você é um ignorante. E todos os outros que propagam uma imagem plástica de “superioridade”, são mais ignorantes que você. Não existem superioridades entre humanos. Mas, isso não importa. Só importa que cheguei aqui. E por mais que tivesse motivos de sobra pra desistir.. Estou firme. Não vou dizer que essa ideia já não tenha passado pela minha cabeça. Passou.. Mas, não estacionou. Sou uma transformação ambulante. Não estagno. Não freio. Não envelheço meu espírito. Não dissipo minha Fé. Não acredito nas pessoas que dizem que há outra alternativa, quando eu já defini a minha. Não confio nas pessoas que me abandonam. Não confio nos obstáculos corrosivos. Sou construtivo. Aproveito as crises. Sou um futuro aluno da Medicina USP! Um futuro calouro da Pinheiros! E digo com convicção, por me conhecer, por não desistir. Por não ligar para quem me critica. A minha impressão de mim, já basta. Que venha mais um ano! E que seja o último. Não tem nada garantido, mas darei meu máximo nessa prova!