A APROVAÇÃO está CHEGANDO!

Fala galera, tudo bem? Resolvi fazer um vídeo sobre como estou lidando com a “pressão” da reta final. Gostaria que vocês assistissem o vídeo até o final, pois, fiz um diálogo muito sincero, e espero que ajude cada um de vocês. Foco no Jaleco!

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WILSON JUNIOR – APROVADO |BC&T – ENGENHARIA AEROESPACIAL – UFABC|

Salve, caros! Hoje decidi cumprir uma promessa que fiz com meu amigo ainda no cursinho. Disse que quando ele passasse, o entrevistaria para o Blog.
Isso aconteceu, e eu quase descumpri minha promessa! (risos)
Espero que sirva de inspiração para muitos de vocês. Ele não queria Medicina, mas, o que sempre me inspirou nele foi a vontade de aprender e desvendar o universo. Além de ter uma história de luta e superação assim como nós, em que abdicou de muitas coisas para se realizar. Isso serve de exemplo para não acharmos que a luta só existe quando alguém presta medicina. Todos que lutam por educação nesse país, são inspirações num momento tão conturbado, e com toda certeza, fazem parte do que há de melhor no desenvolvimento humano contínuo, pois deixarão seu legado para as gerações futuras.   
Aos que estão indecisos na área das exatas, talvez essa seja a oportunidade de esclarecer muitas dúvidas! Quem já está convicto que quer medicina, agarre o ímpeto e a energia dessa entrevista, infle o fôlego e continue focado na luta.

Sem mais delongas, vamos à leitura…

  • Quem é Wilson Junior e o que está fazendo atualmente?

O Wilson Junior é como todo jovem sonhador, teimoso, insistente, com muita vontade de realizar cada sonho. Fiel seguidor da filosofia “sempre grato, mas, nunca satisfeito” e também alguém que não só venceu, mas, vence suas limitações todos os dias.
Atualmente eu sou aluno de Bacharelado em Ciência e Tecnologias na Universidade Federal do ABC, com ênfase/especialização em Engenharia Aeroespacial.

  • Qual sua sensação ao se deparar com a realidade do vestibular? Sentiu dificuldade no início?

O meu primeiro contato com o vestibular foi em 2012, naquela época havia 2 anos que tinha saído do ensino médio, não tinha muita noção do que era realmente o vestibular e fiz o ENEM totalmente despreparado, não havia cobrança e eu nem sabia o que queria naquele momento.

Em 2015 quando iniciei a minha jornada no vestibular. E já me deparei com um obstáculo gigantesco: a realidade do cursinho. Fazia 5 anos que estava longe da escola, alem disso, escola publica, dessa forma, eu realmente não sabia nada, nada mesmo!

O primeiro contato com as questões foi horrível, raramente fazia 3 exercícios por modulo sem ficar horas quebrando a cabeça, a dificuldade era imensa e isso me deixava muito para baixo, alem disso, tinha que conciliar a rotina de estudos com o trabalho, fora a defasagem, tinha que trabalhar para manter o cursinho, o que aumentava a tensão e a responsabilidade de me preparar para o vestibular. 

  • Quanto tempo de preparo até a aprovação? Quais foram os maiores desafios nessa etapa?

Foram 3 anos de preparação, de muito estudo e dedicação. Tive inúmeros desafios, conciliar trabalho e estudo foi um dos maiores, dormia muito pouco, no total eram 4 horas por noite. Naquela época o cursinho mais próximo ficava a 4 cidades de onde resido, eram 3 horas de transporte publico todos os dias, meu cansaço era imenso.
Alem disso, tinha a questão financeira, as vezes a conta não batia e isso refletia diretamente no meu desempenho.

Outro desafio que tive foi aprender tudo do zero, sonhava com uma profissão que exige muito conhecimento e maturidade em conceitos complexos na área de exatas, e eu não tinha noção nenhuma de nada, mal sabia manusear as equações, foi muito difícil aprender tudo em pouco tempo, sem contar o pouco tempo que tinha disponível para isso.

  •   Resuma seus anos de cursinho e diga quais as estratégias que mais deram certo para você se tornar um estudante de alta performance.

Meus anos de cursinho se resumem em muito autoconhecimento, eu sempre fui muito intenso em tudo, e isso em alguns quesitos que ditam um estudante de alta performance nem sempre é positivo.

Nos dois primeiros ano eu trabalhei. O primeiro ano foi aquele famoso passeio no cursinho, por mais que eu me dedicasse, eu tinha muita coisa para aprender, eu basicamente tive o primeiro contato com todo o conteúdo, era muita coisa para absorver. O segundo ano, com um pouco mais de maturidade e conteúdo eu tive um pouco mais de aproveitamento, aprofundei conceitos e foquei no que não tinha aprendido, porém, ainda havia muita coisa para aprender. Meus resultados foram melhores, mas, não o suficiente para ser aprovado. Já no terceiro ano, foi o ano de consolidação e também de maior aprendizado.

Minhas estratégias variavam de acordo com minha necessidade, uma que me ajudou muito para absorver conteúdos mais complexos foi focar em questões de segunda fase, aquelas bem conceituais, além de organizar as idéias ao escrever, eu absorvia mais conteúdo e buscava sempre implementar informações que me dariam o diferencial em uma prova escrita, embora não fosse o meu foco. Isso me dava agilidade nas questões de múltiplas escolha.
Outra que me ajudou muito foi direcionar minha energia e ser o mais organizado possível. Todo dia tinha metas a cumprir, “preciso aprender esse conteúdo, fazer uma quantidade X de exercícios de tal assunto, fazer uma redação, ler noticias”, etc. Isso me ajudou muito com os conteúdos, na revisão e por incrível que pareça, ainda sobrava  tempo para tirar um descanso. O que foi primordial para esse ano em questão; aprender a descansar é de suma importância para se dar bem nos vestibulares.

  •  Como era para você saber que teria que estudar mais um ano por não ter atingido seu objetivo? Como lidava com o fracasso?

O primeiro NÃO foi dolorido, eu não tinha muita noção do quanto estava despreparado para atingir meus objetivos. Tinha me esforçado muito para não ter chegado nem perto da vaga e isso é muito difícil de absorver. Todas as expectativas para uma nova etapa e de repente você descobre que não deu certo, como disse, foi dolorido.

Nessa ocasião eu fiquei muito mal, fiquei uma semana sem praticamente falar com ninguém sobre a reprovação, até que finalmente me abri para minha mãe, ela sempre foi o meu maior pilar nessa etapa, coletei aquela esperança e me recuperei da queda.

O segundo NÃO foi o mais difícil para mim, naquele ano em especial, tive problemas de saúde, quase morri, literalmente! Tinha sido um ano de muito sacrifício, muita dedicação, minha saúde mental e física estavam esgotadas e acreditava muito que daria certo, mas não deu.
Nesse ano em especial, tive que tomar uma decisão: continuar trabalhando ou ir buscar o sonho, em pleno ano de crise política e econômica, sair de um emprego que tinha estabilidade e ir para uma sala de cursinho sem nenhuma garantia. Esse era o preço de continuar buscando meu sonho.

Além de todos esses problemas, vi pessoas importantes para mim serem aprovadas, que estavam ali comigo sempre, por um lado fiquei muito feliz por vê-las dando um passo à frente. Por outro lado, não estar com eles foi muito difícil. Em ambas as ocasiões eu me permiti sofrer, aprendi muito a respeitar meu tempo e duas coisas marcaram muito a minha volta por cima, uma delas foi minha mãe, que sempre esteve ao meu lado, ela sempre acreditou muito em mim. Me lembro de quando contei para ela sobre a minha segunda reprovação e a decisão de largar o emprego, ela olhou para mim e disse que para construir foguetes, eu ainda teria que encarar coisas mais difíceis do que isso, e não é que ela estava certa? Hahaha Aquilo me deu muita força e continuei.

Outro fato marcante foi um trecho de “Quando me amei de verdade”, que dizia: “Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Hoje chamo isso de… Amadurecimento.”, era tudo o que eu precisava naquele momento.

  •  Qual foi sua postura nos estudos no ano em que você foi aprovado? Diria que seu fator determinante da aprovação foi qual?

Eu não tinha outra opção a não ser me entregar totalmente ao meu sonho, acreditar que seria o ultimo ano de vestibular e que ao final deste, estaria de cabeça erguida independente do resultado.

A minha postura e também o fator primordial para a minha aprovação foi ter como lema e identidade: “Aonde minha inteligência não atingir, chegarei com meu esforço!”
Eu levo isso até hoje, não só em relação à minha vida acadêmica, mas em todos os âmbitos desta.

  •  Como foi finalmente ver seu nome na lista de aprovados? Você estava em que lugar, quem te informou?

Especialmente nesse ultimo ano de preparação, eu realmente me entreguei a causa, acordava as 6 da manhã todos os dias e ficava até as 21h estudando, só não estudava mais por causa da locomoção que tinha da minha casa até o cursinho, eram 4 horas de transporte publico (lia as obras obrigatórias e me atualizava nesse meio tempo, claro! (Haha) Fora os anos anteriores de dedicação e sacrifícios que tive que fazer para estar ali. Cada um sente na proporção da importância que aquilo é para você… Vamos à narração desse dia…
 – Foi numa segunda-feira de manhã, que saiu o resultado. Eu estava em casa, mais especificamente dando F5 a cada segundo na pagina do SISU hahaha, quando finalmente, liberaram as notas e me veio, imediatamente, aquela sensação que não consigo descrever em palavras. Sentei na minha cama e olhei para a minha escrivaninha. Naquele momento veio um flashback de tudo que havia encarado para chegar onde havia acabado de chegar, todos os dias que acordei às 6h para estudar, tudo, e o único sentimento que predominou naquele momento foi GRATIDÃO por não ter desistido! Sabe quando você olha para o espelho e sente orgulho do que vê, pois então, foi exatamente essa a sensação.
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  •  Se seu “eu” atual tivesse o poder de intervir em seu “eu” passado durante o processo de vestibulando, você daria algum conselho para ele?

Sim, sim!

Continue, não olhe para trás, acredite no seu potencial, tudo o que está acontecendo, está te fazendo crescer, por mais que esteja difícil conciliar tudo, o seu “eu” de amanha será muito grato à você por não ter desistido. Conecte os pontos!

  •  Você já pensou em desistir?

Nunca, por mais que eu tivesse exausto, sem condições de seguir, sempre optei por acreditar no melhor para mim. Quando aprendemos isso, a não aceitar qualquer coisa da vida, a lutar pelos seus ideais, em qualquer sinal de cansaço, aprendemos a respirar fundo e descansar.
Como disse Renato Russo em uma de suas canções “Mas é claro que o sol vai voltar amanha, mais uma vez, eu sei…quem acredita sempre alcança!”.

  •  Aos leitores que estão indecisos entre seguir o curso de Engenharia ou Medicina, o que você pode dizer sobre seu curso que traria mais esclarecimento para que eles pudessem tomar uma decisão mais consciente?

Ambas as áreas exigem extrema dedicação, lidamos com variáveis que podemos e não podemos controlar. Na engenharia sempre buscamos o melhor resultado, a otimização e a inovação, se você leitor(a) é uma pessoa que se identifica com desafios tecnológicos, resolução de problemas, desde o mais simples até os mais complexos, gosta muito da área de exatas em geral, tem um perfil mais analítico, mais “racional” dos fatos, engenharia é uma área interessante a se seguir. Na UFABC em especial, estamos o tempo todo lidando com a interdisciplinaridade, esse é basicamente o perfil de um engenheiro do século 21, não somente nas áreas de tecnologia de ponta, mas no contexto geral. A inovação esta aí, a cada dia que passa estamos mais próximos de atingir patamares maiores de tecnologia, inteligência artificial, viagens interplanetárias, etc, a lista é longa. O mercado é amplo, mas extremamente concorrido, se optarem pelas engenharias, estejam aptos a terem diferenciais. Como diz Elon Musk em sua biografia, “estamos estagnados em determinadas áreas, saturando outras, precisamos diversificar.”

 

  •  Sobre as suas perspectivas da vida universitária, elas se frustraram? Ou você está fascinado com esse mundo que se abriu?

A universidade abre muita oportunidade, não somente profissional, mas de crescimento pessoal. Culturas, pensamentos, pessoas incríveis que buscam dialogar suas diferenças, é realmente um ambiente rico em diversidade que nos provoca à sair o tempo todo da nossa zona de conforto. Claro, se você tiver um mindset de crescimento e realmente aproveitar cada segundo. Eu particularmente estou em um lugar que realmente é a minha “casa”, gosto de ser desafiado o tempo todo, a estar sempre aprendendo algo novo, por mais que seja intenso, cansativo, todas as oportunidades que surgem te fazem crescer. Alem disso, muitos ideais que buscamos estão sempre em pauta dentro do ambiente universitário, é realmente incrível fazer parte disso tudo.
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  •  Poderia falar um pouco sobre sua faculdade e seus projetos acadêmicos?

A UFABC é uma universidade com o perfil diferente do padrão, a começar pela interdisciplinaridade. Sobre o viés das ciências exatas e biológicas, temos uma base muito complexa que contêm eixos diferentes, ciências naturais, humanas, computação, etc.
Isso diversifica e correlaciona as áreas entre si, ao mesmo tempo que exige que um aluno de biológicas saiba de programação, um estudante de engenharia deve saber sobre a sociedade fora da perspectiva “exatóide”. Isso diferencia os alunos que vão cada vez mais se destacando no mercado devido a rotina que é imposta dentro da universidade, sem contar as inúmeras oportunidades que a própria instituição oferece.

Faço parte da UFABC Rocket Design, uma das principais equipes de competição da UFABC no setor aeroespacial.
Projetamos e fazemos foguetes para competições universitárias no Brasil e fora. O atual projeto da equipe se baseia em duas competições, o festival brasileiro de mini foguetes com os projetos Porã e Bacuri e o maior projeto da equipe hoje, o projeto Angra, o qual irá fazer parte da principal competição universitária de foguetes do mundo, a Spaceport America cup, nos Estados Unidos, em junho. Até então, a equipe é minha principal atividade na universidade. Fora da vida acadêmica, futuramente já tenho em mente os próximos passos na graduação como iniciação cientifica, congressos, etc.
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  •  Saindo de perspectivas passadas ou futuras, o que você diria hoje para si, após todas as conquistas que já alcançou e sobre os projetos que iniciou?

Gratidão. Eu acredito que antes de qualquer outro sentimento, ser grato por tudo é o mais importante, desde os momentos ruins até os melhores. Não foi fácil conquistar a vaga, estar onde estou agora me custou muito sacrifício e me fez crescer e ter a perspectiva que tenho hoje.
Orgulho, por ter sempre buscado o melhor para mim, estar na universidade, na equipe e poder fazer parte de coisas grandes são minhas maiores vitórias e claro, sonhar cada vez mais alto e continuar ligando os pontos, no final, tudo se encaixa.

  •  O que te faz acordar todos os dias disposto a fazer o que você faz? Qual a força motriz da sua vida?

Propósito. Sempre acreditei que um ser humano que tem um propósito, tem tudo.
O futuro pertence a àqueles que ousam buscar seus sonhos, independente de profissão, quando você tem algo à cumprir, você sempre tem um lugar para ir.

Como eu disse anteriormente, fazer parte da equipe, conhecer pessoas incríveis não só do Brasil, mas do mundo inteiro, trabalhar duro para se auto-desenvolver e consequentemente desenvolver a ciência brasileira e ter sempre em mente uma direção, são alguns dos pilares da minha força motriz. Isso em uma perspectiva individual, no coletivo, sou de origem simples.
No lugar que moro há inúmeros jovens que crescem acreditando que uma vida sem oportunidades é a única opção. Sair de onde saio todos os dias e estar aonde estou hoje, com muito esforço e dedicação, mostrar pra eles que é possível, e ver que eles estão começando a acreditar na vida, pra mim é uma das minhas maiores conquistas e o que me faz levantar todos os dias com o máximo de energia possível.

  •  O que você gostaria de dizer aos os leitores/vestibulandos do Blog?

Aos leitores e vestibulandos que estão nesse momento tão intenso, tão incerto da vida de vocês, eu gostaria de dizer para não desistirem.
Quando sonhamos, independente da profissão, toda visualização de futuro torna-se parte de nós, de quem somos. Toda vez que você luta por isso, você esta lutando por você, hoje exclusivamente, amanha pelas pessoas mais próximas. Dificuldades, obstáculos, medo, cansaço, sempre existirão e farão parte da nossa rotina, mas quando se há clareza do que você quer, de onde você quer chegar, isso se torna o seu escudo para sempre seguir em frente.
Não há conquista sem lutas e sacrifícios, mas a recompensa por toda essa trajetória não tem preço. Respire fundo, conecte-se com seus sonhos, com você e tenha em mente que seu esforço chegará onde sua inteligência não atinge. Espero ter contribuído com aquele “gás” que é tão importante para continuar se dedicando e finalmente chegar aonde cada um de vocês almejam estar.

Espaço para divulgações:

A UFABC Rocket design tem um sonho muito grande que é participar da Spaceport America Cup, umas das competições mais importantes no ambiente universitário no setor aeroespacial do mundo, com nosso foguete Angra. Estamos a todo vapor e ansiosos para esse momento, vamos representar não somente a universidade, mas o Brasil nesse evento que conta com as melhores universidades do mundo no setor.
Além do alto nível de complexidade da competição e do gabaritado publico participante, no qual estamos trabalhando duro para chegarmos com tudo e conquistar o melhor resultado (A equipe já participou da competição e ficou em 5° lugar com o projeto Tupã), temos um grande obstáculo à vencer (e vamos) que é o financeiro. Infelizmente não temos total suporte da universidade devido às limitações da mesma em relação ao orçamento, mas estamos numa campanha de arrecadação de recurso, fazendo a famosa “vakinha” para atingirmos esse objetivo e fazer nosso foguete rasgar o céu dos Estados Unidos. Ajude-nos à ir para a competição, é só entrar no link abaixo e doar. Compartilhe também!
O link da vakinha, site da competição, instagram e facebook da equipe e o meu instagram estão nos links abaixo:

Link Vakinha: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/494421

Facebook equipe: https://www.facebook.com/ufabcrocketdesign/

Instagram equipe: https://www.instagram.com/ufabcrocketdesign/?hl=pt-br

Site Spaceport: https://www.spaceportamericacup.com/

Instagram pessoal: https://www.instagram.com/wilsonjr93/?hl=pt-br 


Agora sou eu, gente! O Alê.
Espero que vocês tenham gostado da leitura. Eu me orgulho muito do Wilson, tinha deixado para ler a entrevista quando fosse postar, porque é um momento único de rememorar o tempo em que fizemos cursinho juntos. E aproveito para enfatizar, quem puder, ajude! Seja como for, compartilhando ou no auxílio financeiro. Sabemos como o incentivo à educação é dificultoso nesse país. E temos tudo para conquistas científicas, por mais que nossos governantes não estejam interessados na nossa ascensão intelectual.
Abraços e foco no Jaleco!👨‍⚕👩‍⚕

 

É inevitável não sentir o peso da reprovação. E você pode parar por aqui se quiser permanecer na superfície…

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Hoje preciso falar de algo que dificilmente destrincharia num texto comum, porque não é dos mais aprazíveis de se ler.
Talvez o leitor esteja iniciando a jornada pela medicina agora, e só veio em busca do exemplo de um guerreiro que luta com o sorriso estampado no rosto, que não consegue transmitir dor, insegurança, decepção ou qualquer sentimento que o torne humanamente tangível, quase irrisório, pois precisa de alguém que inspire vitória, e que seja precoce nos resultados. Infelizmente essa figura não é a regra. Ou, talvez você seja veterano de luta, que só procura ânimo para recuperar o fôlego e ter que enfrentar mais um duro ano.
Ao analisarmos a relação de candidatos por vaga de qualquer prova de medicina. De toda aquela relação, poucos são os que conseguem ir para a segunda fase (se tiver). Menores ainda são os que conseguem passar, seja em primeira chamada, seja em último na lista de espera. Porém, enormemente maior é o número de candidatos que voltam para a “fila” do vestibular, que não necessariamente se mantém na ordem em que parou. Muitos que estavam na frente podem variar de posição, porque não existe justiça nisso tudo. E o ser humano é um pêndulo ambulante que em algum momento atinge bons resultados de seu potencial, mas, que pode tender ao baixo rendimento por muitos fatores. 

Isso significa que muitos que estão no final dessa fila imaginária, podem ultrapassar aqueles que estão na dianteira, e quem assume a ponta, pode cair abruptamente… E por qual motivo?
Isso varia. Vou citar e explanar alguns cruciais que me afligiram…

O que te faz ser ultrapassado?

• Bloqueio mental…

Eu já tive isso. O candidato até consegue demonstrar conhecimento durante o preparo. E muitas vezes ser um dos melhores nos simulados, ir bem nas questões, atingir resultados surpreendentes enquanto se prepara. Que fariam com que ele conseguisse passar em primeira chamada. Porém, ele negligencia seu bloqueio que vai se desenvolvendo gradualmente, como uma espécie de “bola de neve”. Chega um momento que esse monstro de gelo (continuando na mesma metáfora) é tão grande, que ele não tem mais resistência para impedir seu rolamento, fatalmente favorecido pela gravidade terrestre.
No meu caso o bloqueio era referente à quantidade de acertos nas provas e à um teto de médias que eu não me via capaz de superar e, dessa forma, sempre parava num teto; demorou pra me livrar desse bloqueio, e ele realmente foi algo limitante em alguns dos meus anos prestando.
Para alguns, quando chega o momento de estar psicologicamente estável, na reta final… Os sentimentos e pensamentos de fracasso vão ressurgindo (por mais que o ano tenha sido maravilhoso), porque ao vivenciarem aquele clima de prova, a muvuca de pessoas com camisas de cursinho, todos aqueles “nerds” reunidos no mesmo lugar, com a mesma finalidade, rememoram os tempos de reprovação, até as sensações de medo e falta de preparo (mesmo num ano de muito estudo), aquelas pessoas aparentam estar mais preparadas e ter mais repertório. Eu só melhorei esses pontos no momento em que parei de olhar para os outros e me centrei no meu desenvolvimento. Me adotando como referencial.

• Persistir nos mesmos métodos que não te fizeram passar…

Também já cometi esse erro.
Ilustro isso com uma frase célebre de Albert Einstein: “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.”
Às vezes nos sentimos seguros demais pra querer mudar. A mudança é algo que atemoriza, por gerar a insegurança de tal ato dar muito certo, ou completamente errado. 

Exorbitantemente enxergamos apenas a possibilidade da falha. Persisti nesse erro quando optei fazer o mesmo cursinho pela terceira vez, pelo fato de me sentir bem naquele lugar. Por ter crescido nos dois anos anteriores. E achar que seria igual…
Aos poucos isso foi se revelando uma decisão muito equivocada. Porque justamente nesse terceiro ano, tive uma queda em meu desempenho. Foi doloroso regredir. E por qual motivo isso aconteceu? Cheguei no pico da minha curva. E inevitavelmente cairia. Se quisesse subir mais, precisaria mudar a variável que controla meu ritmo de crescimento, e a efetividade deste. Eis que alterei o coeficiente angular dos meus estudos, que nada mais era que o método utilizado. E ousei por optar pela mudança como via de regra. Se não tivesse feito isso, o resultado poderia ser ainda mais catastrófico. E foi nesse momento que transformei meu lema de vida num termo que li em “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, cheguei a escrever sobre isso: “Tempora mutantur”.

• Achar que já domina os conteúdos…

Acho que esse é um erro comum de quem é veterano de cursinho e adentra em mais um ano prestando. Eu também cometi esse erro.
Houve um momento em que me sentia com tanto domínio dos assuntos, que pensava ser inútil “perder tempo” assistindo aula. Me sentia enfadado com as aulas e já previa tudo o que o professor iria dizer, ou demonstrar. Erro letal. Eu simplesmente decorei as aulas, mas, não entendi a profundidade daquilo.
Nesse ponto que descobri meu potencial para estudar sozinho, pois faltava e matava algumas aulas para estudar em casa ou na sala de estudos. Me senti encorajado a abandonar o presencial no ano seguinte (veja que nem tudo acaba sendo ruim na reprovação). Porém, sofri danos severos do próprio golpe de me sabotar com a ideia de só precisar “lapidar” algumas coisas e que já estava na dianteira da “fila” imaginária do vestibular.
Nessa reta final (larguei o cursinho faltando um mês para as provas) optei focar só em exercícios e provas antigas.  Nesse momento de teste, caí das “nuvens” e notei não estar  tão bem como pensava que estava. Me perdoem, mas usarei novamente “Memórias Póstumas de Brás Cubas” para ilustrar essa quebra de perspectiva, pois a frase se encaixa perfeitamente com esse momento de realidade: “Não te irrites se te pagarem mal um benefício: antes cair das nuvens, que de um terceiro andar.” (concordo com Machado… rs).
Conforme ía fazendo as provas antigas, me sentia ainda mais decepcionado por ter me superestimado e pra piorar, não daria tempo de recuperar o prejuízo da densidade daqueles conteúdos.
Lembro que muita coisa veio somar negativamente nesse ano, já comentei dos meus problemas pessoais em outras postagens, foi um ano literalmente complicado e de perda familiar. Só depois disso que tive coragem de começar do zero num novo método e com uma nova filosofia, repensei minha vida e apliquei no ano seguinte, esse foi um acerto.

• Negligenciar problemas psicológicos e emocionais em prol da rotina do vestibular…

Já comentei sobre esse erro. Eu acertei na questão de mudar meu método de estudos, repensar meus passos e optar por estudar sozinho. Entretanto, pela série de problemas que passei anteriormente, acabei deixando de lado muitos problemas gerados pelo caos que vivi no pior ano da minha vida (2016). Um ano de perda…  Após o novo princípio, acabei não trabalhando as consequências afetivas do rompimento que tive em minha estrutura familiar. O que eu fiz? Simplesmente, engatei a marcha vestibular e ignorei tudo o que estava a volta. Inclusive, meus sentimentos e abalos.
Chegou no dia da Fuvest, principalmente, e tive um início de crise de ansiedade, senti um breve momento de pânico e me desesperei por tudo o que estava acontecendo ali. Olhei as questões desconexas (em minha mente) e perdi muitos minutos sem conseguir respirar e focar nas coisas que eu tinha estudado. É como se eu não tivesse entrado na prova. Eu simplesmente estava com um frio na barriga, com a respiração descompassada e com o cérebro a mil, sem conseguir puxar e encadear as coisas que treinei. Só melhorei depois de inspirar e expirar profundamente, até neutralizar o efeito angustiante daquele momento. Eis que depois de sair da prova percebi que não passaria. Terminei com bastante dificuldade. Não em relação aos conteúdos, mas, em me manter concentrado. Resolvi isso só no ano seguinte (ano passado) quando passei a não negligenciar esse lado fundamental da vida. 

Algumas considerações 

Precisei detalhar bastante esses motivos que me fizeram voltar na “fila” do vestibular. São pontos cruciais e que podem trazer muito prejuízo para quem já tem algum tempo de preparo, ou até mesmo pra quem opta iniciar. Além disso, falta explanar algumas coisas que estou trabalhando nesse ano de 2019, diagnósticos prévios que já observei que poderiam trazer prejuízos na qualidade dos meus estudos, mas que já estou aplicando uma solução de reparo no início para evitar problemas futuros.

Por mais consistente que seja o psicológico de alguém resiliente, em algum momento na solidão do lugar em que presenciou – talvez –  anos de luta e superação, os sentimentos de tristeza e decepção vão surgir.

Pra quem nunca prestou vestibular, isso é imperceptível. Todavia, quem já sentiu na pele o pesadelo de ver todos adiante, e se ver na condição de ter que recolher os cacos para mais um ano, tem que aprender a lidar com esse sentimento, porque ele não vai se ausentar por muito tempo. Eu estou trabalhando isso através da blindagem de alguns focos que tragam esses pensamentos. Vou falar sobre isso ao longo desse desfecho. 

Infelizmente, alguns de nós não resistem e pela pressão social, familiar e própria, optam por iniciar outra graduação. Abrindo uma porta que em muitos casos, torna-se definitiva, enterrando de vez os resquícios da medicina, como uma vida que não pôde acontecer. Eis que a medicina morre para essas pessoas, e para parte delas, nasce a frustração que será companhia para o resto de suas vidas.
Essa crueldade  se chama “vestibular de medicina”. Quem não conhecia antes dessa leitura, passa a ter um pouco da dimensão disso, o ingresso ao curso mais concorrido do Brasil, que abre vãos entre pessoas realizadas, pessoas não realizadas, e pessoas realizadas e não realizadas. Como assim, Alê? Bom as “pessoas realizadas e não realizadas” é um paradoxo até que recorrente, muita gente consegue e cursa medicina, sente-se realizada por ter cursado e se formado, mas fez isso por status, apenas pelo dinheiro, ou simplesmente por pressão familiar, ou por outros motivos não listados, fato é que o vestibular é um evento cruel. Que independente da nossa fúria, crítica e questionamentos, não vai mudar tão cedo.
Sonhos que antes eram lindos e pueris, tornam-se truncados, autodestrutivos ou quase impossíveis assim que aquele que sonha adentra na realidade da busca pela medicina. Alguns dão a feliz sorte de terminarem esse processo complicado antes de sentirem os impactos. A maioria, não passa pelo mesmo processo. E é muito compreensivo que muita gente desista. Porque é exorbitantemente difícil se manter motivado depois de tantos obstáculos. Porque esse processo pode trazer mais perdas do que conquistas. As renúncias que te fizeram estar aqui lendo esse texto, fizeram-te mudar muito… E matar parte da sua existência anterior, sem considerar se era uma parte boa ou ruim… 

• O que eu disse que estou trabalhando em mim nesse ano?

Não vou te prender por mais tempo de leitura, mil perdões por ser descontroladamente amante de compartilhar minhas experiências.
Vamos lá…

Nesse tempo de preparo fazemos muitas amizades e conhecemos muitas pessoas que objetivam o mesmo sonho que o nosso. Isso é algo positivo, pois há a troca de experiências e inevitável enriquecimento sociocultural. Todavia, é consequente que o tempo de aprovação seja diferente na maioria dos casos. E que nos encontramos em momentos difusos nesse processo. Portanto, presenciaremos pessoas próximas conseguindo passar. E é humanamente compreensível que tenhamos aquela ponta de decepção com nós mesmos. Eu não vou negar que senti isso esse ano. Me senti feliz pelo resultado, mas, decepcionado por achar que poderia mais, por saber exatamente como me preparei em todos os eixos e ter que me pôr novamente na situação de vestibulando. É incômodo ficar preso, estagnado, e ter que fazer planos para o cursinho que farei esse ano. Isso se funde complexamente ao sentimento bom de estar lutando pelo meu sonho, algo que já é raro, visto que poucas pessoas têm oportunidades nesse país. Ainda tenho amigos e conhecidos com mais ou menos tempo que eu prestando. E presenciei parte sendo aprovada. O que era previsível de acontecer em algum momento. E eu fico feliz que isso tenha acontecido, por acompanhar. Mas, não sou tolo de dizer que isso não fez com que eu me sentisse um pouco pressionado. Não por ninguém, mas por mim mesmo. Misturou-se um pouco de decepção, com uma sensação de que eu tinha condições de conseguir os poucos pontos que faltaram para passar.
É difícil dizer isso, até porque no momento em que você decide se dar mais um ano, tudo aquilo é uma parte sincera que vai lutar pelos pontos que faltaram. Só que faltando um dia para iniciar meus estudos, é impossível não dar esse desânimo, ao pegar minha mente pensando nas pessoas que deram adeus à tudo isso e cair a ficha de que amanhã volto à rotina desgastante do vestibular para posteriormente passar por isso tudo de novo, todo esse processo mentalmente desgastante de fazer as provas e aguardar os resultados que parecem nunca chegar! É bom ter esse blog, porque me sinto bem ao dizer isso. Tenho certeza que muitos que estão lendo, passaram (ou passam) por isso, mesmo que não comentem. Nossa sensação é recíproca.


• O que fiz para trabalhar isso?

O principal foi ter dado um tempo nas coisas que estavam aguçando minha ansiedade, visto que nesse período vemos as pessoas passando e nós, por mais que tenhamos nos esforçado de forma sobre-humana, temos que enfrentar mais uma dura matrícula no cursinho.
Se você deduziu que meu isolamento é em parte por causa disso, inferiu certo. Desativei minhas redes sociais para me blindar mentalmente de tudo o que me dê essa sensação angustiante de não ter conseguido, e pra não ter que receber mensagens desagradáveis perguntando se passei (como se não tivéssemos ciência de que nosso nome é vasculhado no google para ver se passamos). Ter feito isso me dá a sensação de que só alguns meses me separam da minha vaga na Faculdade de Medicina (pouquíssimos, comparados com os anos que se passaram).

Por mais duro que possa parecer, ter admitido honestamente que isso estava me fazendo mal foi o primeiro passo para voltar a respirar e ter paz para dar a cartada final. Me blindar mentalmente foi uma decisão pensada e que já traz bons frutos de paz e sanidade para seguir.
Outra coisa… Canalizar o gostinho de que faltou pouco me motiva a estudar focado e com alta performance, como se eu sentisse que é o último ato em busca da medicina e por isso, devesse dar uma ênfase e sabor especial, porque não verei mais essas paredes com fórmulas, anotações e rabiscos de todo gênero. É como se meu instinto me dissesse (por mais que a razão comande minhas ações) que estou no final de um processo, e preciso aguentar só esse ano.
É aí que surge uma força extra que pensei que já estava sucumbindo. É a sobrevida que faltava para dar o ultimato. Foi exatamente essa sensação que me fez optar por estudar mais esse ano.

Considerações finais

Então, gente… É isso!
Peço humildemente que entendam que essa é a minha acepção de um processo ininterrupto de aprendizagem. Estou metamorfoseando para que o próximo passo seja continuado na Faculdade de Medicina. Mas, assim que passar, não significa que estarei mais sábio, nem, tampouco, mais ingênuo que agora. Só que terei mais campos de aprendizado. A vida é uma oportunidade para aprender. E para mim só se finda, quando achamos que já aprendemos tudo e que não há mais o que saber. Mesmo que biologicamente vivos, não estamos existindo com vitalidade. E esse limbo é uma morte precoce e deprimente. 
Desejo um ano maravilhoso de estudos à todos! E pensem profundamente nas coisas que foram pautadas nessa postagem. Que resolvi criar com máxima transparência, porque sei que muitos estão passando por isso. Ainda tenho muito o que aprender, o que buscar e o que crescer, mas, posso afirmar convictamente, que a única regra dessa voracidade com que os tempos mudam, é que a dúvida permanece a existir. E as certezas, cada vez sucumbem mais.
Abraços! E mantenham-se firmes! Amanhã começo meu derradeiro ciclo, vamos que o Jaleco está nos esperando!!
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Meu cantinho de estudos

Fala galera! Tá chegando a hora de começar mais um ano de estudos! Sei que será árduo e bem puxado, mas, só de estar lutando mais esse ano pra realizar meu sonho maior, me sinto muito feliz! Poucos têm a oportunidade de escolher uma profissão e conseguir cursar para se tornar o profissional dos sonhos, no lugar de seus sonhos. Essa missão vai ter um final feliz, sei disso! Desejo muito sucesso à todos, e me digam abaixo… Como está o cantinho de vocês? 😘❤

Ninguém o entenderá… Então, guarde os detalhes para si! E aja…

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Olá, VDM’s, tudo bem? O título dessa postagem partiu de uma reflexão antiga que ainda  funciona como embasamento aos meus objetivos de vida. 
Lembra quando você começou a prestar medicina? Quando você definitivamente disse para si “vou focar nisso”… E o tamanho da seriedade com essa decisão o deu certa alegria a ponto de querer compartilhar isso com outras pessoas. Lembra disso? A questão central é: seria esse seu primeiro erro ou acerto?
Não diria que foi totalmente um erro. Mas, também não foi definitivo acerto. Para confortá-lo, a maioria de nós sente imensa necessidade de compartilhar isso de alguma forma (digo maioria, pois só utilizo as exceções quando preciso defini-las como particularidades que provam tal regra).

Todo acontecimento que traga uma transformação grandiosa em sua vida e, decerto, na sua forma de pensar, é algo pulsante demais para ficar no silêncio. Eis então que você toma uma decisão equivocada e compartilha os detalhes disso tudo. 

Me usarei como exemplo pra explanar a problemática disso. Vamos lá…
Quando disse pra minha mãe, avô e outros familiares que queria ser médico, muitos não levaram a sério e pensaram que logo eu mudaria de ideia, ou até que estava iludido com algo, mas que logo passaria.

O que eu deveria ter feito após esse primeiro anúncio?
Simplesmente ter “fingido” que eles entenderam a notícia e que estariam cientes de que muita coisa mudaria em minhas ações. E a partir disso, agir.
A melhor forma de provar que você está falando a verdade é através da ação. Porque já é desgastante ter que convencer as pessoas de algo; argumentos geralmente se desgastam com a repetição maquinal de seu conteúdo e te levam à contradição (inclusive, “autocontradição”, você não consegue crer no que diz e com o tempo as pessoas percebem isso).

Quando você realmente encarna seu sonho e entra de cabeça nos estudos AGINDO…
O apoio de pessoas importantes acaba vindo naturalmente.
Digo isso, pois depois que abandonei as demagogias e discussões desnecessárias, realmente conquistei o apoio da minha família. Tanto é que minha mãe é a personagem mais importante na sobrevida que tive para não jogar tudo para o alto e continuar insistindo nesse sonho.
Poderia ser bem diferente se não tivesse notado que comecei da forma errada.
Não adianta impor aos outros o que você quer, se você não demonstra estar falando a verdade. A primeira pessoa que você precisa convencer de que diz a verdade com ações, é você mesmo!

O que eu fiz de errado na época? Busquei o confronto, tentando impor minha decisão. Só gerei atrito e no final me frustrei, porque ninguém acreditava em mim. E os que não disseram com palavras foram ainda mais incrédulos, demonstraram com olhares depreciativos. 
No final, minha postura só gastou meu tempo e paz mental, além das pessoas que me cercavam terem se convencido de que eu não sabia do que eu estava falando e de que era apenas um sonhador que fantasiava as coisas. Tudo isso poderia ter sido evitado se eu simplesmente os tivesse deixado avisados e continuasse focado, sem querer provar nada com palavras, apenas agindo e arquitetando minha construção.

Então, caros…Esse aviso é ainda mais determinante pra quem está começando! Cuidado para não tentar antecipar nada que ainda não aconteceu, só porque precisa de argumentos. Não queira garantir o que você não pode, eu já tentei… E veja, ainda estou aqui.
Portanto, minha experiência me diz que a melhor forma de administrar a situação é você contar (conversar sobre) para (com) quem você quer ao seu lado durante esse tempo de luta por resultados e pela aprovação. Todavia, sem querer provar nada com palavras, pois lhe faltarão evidências práticas, sendo assim, entenda os questionamentos que irão surgir, e seja paciente com o apoio que fará diferença quando você estiver cansado. Você realmente vai agradecer ganhar essa sobrevida quando precisar extrair das profundezas de si, aquela força que necessitava no momento de findar sua missão!

Boa sorte, e um ano maravilhoso de estudos pra vocês!! 😘❤