É inevitável não sentir o peso da reprovação. E você pode parar por aqui se quiser permanecer na superfície…

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Hoje preciso falar de algo que dificilmente destrincharia num texto comum, porque não é dos mais aprazíveis de se ler.
Talvez o leitor esteja iniciando a jornada pela medicina agora, e só veio em busca do exemplo de um guerreiro que luta com o sorriso estampado no rosto, que não consegue transmitir dor, insegurança, decepção ou qualquer sentimento que o torne humanamente tangível, quase irrisório, pois precisa de alguém que inspire vitória, e que seja precoce nos resultados. Infelizmente essa figura não é a regra. Ou, talvez você seja veterano de luta, que só procura ânimo para recuperar o fôlego e ter que enfrentar mais um duro ano.
Ao analisarmos a relação de candidatos por vaga de qualquer prova de medicina. De toda aquela relação, poucos são os que conseguem ir para a segunda fase (se tiver). Menores ainda são os que conseguem passar, seja em primeira chamada, seja em último na lista de espera. Porém, enormemente maior é o número de candidatos que voltam para a “fila” do vestibular, que não necessariamente se mantém na ordem em que parou. Muitos que estavam na frente podem variar de posição, porque não existe justiça nisso tudo. E o ser humano é um pêndulo ambulante que em algum momento atinge bons resultados de seu potencial, mas, que pode tender ao baixo rendimento por muitos fatores. 

Isso significa que muitos que estão no final dessa fila imaginária, podem ultrapassar aqueles que estão na dianteira, e quem assume a ponta, pode cair abruptamente… E por qual motivo?
Isso varia. Vou citar e explanar alguns cruciais que me afligiram…

O que te faz ser ultrapassado?

• Bloqueio mental…

Eu já tive isso. O candidato até consegue demonstrar conhecimento durante o preparo. E muitas vezes ser um dos melhores nos simulados, ir bem nas questões, atingir resultados surpreendentes enquanto se prepara. Que fariam com que ele conseguisse passar em primeira chamada. Porém, ele negligencia seu bloqueio que vai se desenvolvendo gradualmente, como uma espécie de “bola de neve”. Chega um momento que esse monstro de gelo (continuando na mesma metáfora) é tão grande, que ele não tem mais resistência para impedir seu rolamento, fatalmente favorecido pela gravidade terrestre.
No meu caso o bloqueio era referente à quantidade de acertos nas provas e à um teto de médias que eu não me via capaz de superar e, dessa forma, sempre parava num teto; demorou pra me livrar desse bloqueio, e ele realmente foi algo limitante em alguns dos meus anos prestando.
Para alguns, quando chega o momento de estar psicologicamente estável, na reta final… Os sentimentos e pensamentos de fracasso vão ressurgindo (por mais que o ano tenha sido maravilhoso), porque ao vivenciarem aquele clima de prova, a muvuca de pessoas com camisas de cursinho, todos aqueles “nerds” reunidos no mesmo lugar, com a mesma finalidade, rememoram os tempos de reprovação, até as sensações de medo e falta de preparo (mesmo num ano de muito estudo), aquelas pessoas aparentam estar mais preparadas e ter mais repertório. Eu só melhorei esses pontos no momento em que parei de olhar para os outros e me centrei no meu desenvolvimento. Me adotando como referencial.

• Persistir nos mesmos métodos que não te fizeram passar…

Também já cometi esse erro.
Ilustro isso com uma frase célebre de Albert Einstein: “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.”
Às vezes nos sentimos seguros demais pra querer mudar. A mudança é algo que atemoriza, por gerar a insegurança de tal ato dar muito certo, ou completamente errado. 

Exorbitantemente enxergamos apenas a possibilidade da falha. Persisti nesse erro quando optei fazer o mesmo cursinho pela terceira vez, pelo fato de me sentir bem naquele lugar. Por ter crescido nos dois anos anteriores. E achar que seria igual…
Aos poucos isso foi se revelando uma decisão muito equivocada. Porque justamente nesse terceiro ano, tive uma queda em meu desempenho. Foi doloroso regredir. E por qual motivo isso aconteceu? Cheguei no pico da minha curva. E inevitavelmente cairia. Se quisesse subir mais, precisaria mudar a variável que controla meu ritmo de crescimento, e a efetividade deste. Eis que alterei o coeficiente angular dos meus estudos, que nada mais era que o método utilizado. E ousei por optar pela mudança como via de regra. Se não tivesse feito isso, o resultado poderia ser ainda mais catastrófico. E foi nesse momento que transformei meu lema de vida num termo que li em “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, cheguei a escrever sobre isso: “Tempora mutantur”.

• Achar que já domina os conteúdos…

Acho que esse é um erro comum de quem é veterano de cursinho e adentra em mais um ano prestando. Eu também cometi esse erro.
Houve um momento em que me sentia com tanto domínio dos assuntos, que pensava ser inútil “perder tempo” assistindo aula. Me sentia enfadado com as aulas e já previa tudo o que o professor iria dizer, ou demonstrar. Erro letal. Eu simplesmente decorei as aulas, mas, não entendi a profundidade daquilo.
Nesse ponto que descobri meu potencial para estudar sozinho, pois faltava e matava algumas aulas para estudar em casa ou na sala de estudos. Me senti encorajado a abandonar o presencial no ano seguinte (veja que nem tudo acaba sendo ruim na reprovação). Porém, sofri danos severos do próprio golpe de me sabotar com a ideia de só precisar “lapidar” algumas coisas e que já estava na dianteira da “fila” imaginária do vestibular.
Nessa reta final (larguei o cursinho faltando um mês para as provas) optei focar só em exercícios e provas antigas.  Nesse momento de teste, caí das “nuvens” e notei não estar  tão bem como pensava que estava. Me perdoem, mas usarei novamente “Memórias Póstumas de Brás Cubas” para ilustrar essa quebra de perspectiva, pois a frase se encaixa perfeitamente com esse momento de realidade: “Não te irrites se te pagarem mal um benefício: antes cair das nuvens, que de um terceiro andar.” (concordo com Machado… rs).
Conforme ía fazendo as provas antigas, me sentia ainda mais decepcionado por ter me superestimado e pra piorar, não daria tempo de recuperar o prejuízo da densidade daqueles conteúdos.
Lembro que muita coisa veio somar negativamente nesse ano, já comentei dos meus problemas pessoais em outras postagens, foi um ano literalmente complicado e de perda familiar. Só depois disso que tive coragem de começar do zero num novo método e com uma nova filosofia, repensei minha vida e apliquei no ano seguinte, esse foi um acerto.

• Negligenciar problemas psicológicos e emocionais em prol da rotina do vestibular…

Já comentei sobre esse erro. Eu acertei na questão de mudar meu método de estudos, repensar meus passos e optar por estudar sozinho. Entretanto, pela série de problemas que passei anteriormente, acabei deixando de lado muitos problemas gerados pelo caos que vivi no pior ano da minha vida (2016). Um ano de perda…  Após o novo princípio, acabei não trabalhando as consequências afetivas do rompimento que tive em minha estrutura familiar. O que eu fiz? Simplesmente, engatei a marcha vestibular e ignorei tudo o que estava a volta. Inclusive, meus sentimentos e abalos.
Chegou no dia da Fuvest, principalmente, e tive um início de crise de ansiedade, senti um breve momento de pânico e me desesperei por tudo o que estava acontecendo ali. Olhei as questões desconexas (em minha mente) e perdi muitos minutos sem conseguir respirar e focar nas coisas que eu tinha estudado. É como se eu não tivesse entrado na prova. Eu simplesmente estava com um frio na barriga, com a respiração descompassada e com o cérebro a mil, sem conseguir puxar e encadear as coisas que treinei. Só melhorei depois de inspirar e expirar profundamente, até neutralizar o efeito angustiante daquele momento. Eis que depois de sair da prova percebi que não passaria. Terminei com bastante dificuldade. Não em relação aos conteúdos, mas, em me manter concentrado. Resolvi isso só no ano seguinte (ano passado) quando passei a não negligenciar esse lado fundamental da vida. 

Algumas considerações 

Precisei detalhar bastante esses motivos que me fizeram voltar na “fila” do vestibular. São pontos cruciais e que podem trazer muito prejuízo para quem já tem algum tempo de preparo, ou até mesmo pra quem opta iniciar. Além disso, falta explanar algumas coisas que estou trabalhando nesse ano de 2019, diagnósticos prévios que já observei que poderiam trazer prejuízos na qualidade dos meus estudos, mas que já estou aplicando uma solução de reparo no início para evitar problemas futuros.

Por mais consistente que seja o psicológico de alguém resiliente, em algum momento na solidão do lugar em que presenciou – talvez –  anos de luta e superação, os sentimentos de tristeza e decepção vão surgir.

Pra quem nunca prestou vestibular, isso é imperceptível. Todavia, quem já sentiu na pele o pesadelo de ver todos adiante, e se ver na condição de ter que recolher os cacos para mais um ano, tem que aprender a lidar com esse sentimento, porque ele não vai se ausentar por muito tempo. Eu estou trabalhando isso através da blindagem de alguns focos que tragam esses pensamentos. Vou falar sobre isso ao longo desse desfecho. 

Infelizmente, alguns de nós não resistem e pela pressão social, familiar e própria, optam por iniciar outra graduação. Abrindo uma porta que em muitos casos, torna-se definitiva, enterrando de vez os resquícios da medicina, como uma vida que não pôde acontecer. Eis que a medicina morre para essas pessoas, e para parte delas, nasce a frustração que será companhia para o resto de suas vidas.
Essa crueldade  se chama “vestibular de medicina”. Quem não conhecia antes dessa leitura, passa a ter um pouco da dimensão disso, o ingresso ao curso mais concorrido do Brasil, que abre vãos entre pessoas realizadas, pessoas não realizadas, e pessoas realizadas e não realizadas. Como assim, Alê? Bom as “pessoas realizadas e não realizadas” é um paradoxo até que recorrente, muita gente consegue e cursa medicina, sente-se realizada por ter cursado e se formado, mas fez isso por status, apenas pelo dinheiro, ou simplesmente por pressão familiar, ou por outros motivos não listados, fato é que o vestibular é um evento cruel. Que independente da nossa fúria, crítica e questionamentos, não vai mudar tão cedo.
Sonhos que antes eram lindos e pueris, tornam-se truncados, autodestrutivos ou quase impossíveis assim que aquele que sonha adentra na realidade da busca pela medicina. Alguns dão a feliz sorte de terminarem esse processo complicado antes de sentirem os impactos. A maioria, não passa pelo mesmo processo. E é muito compreensivo que muita gente desista. Porque é exorbitantemente difícil se manter motivado depois de tantos obstáculos. Porque esse processo pode trazer mais perdas do que conquistas. As renúncias que te fizeram estar aqui lendo esse texto, fizeram-te mudar muito… E matar parte da sua existência anterior, sem considerar se era uma parte boa ou ruim… 

• O que eu disse que estou trabalhando em mim nesse ano?

Não vou te prender por mais tempo de leitura, mil perdões por ser descontroladamente amante de compartilhar minhas experiências.
Vamos lá…

Nesse tempo de preparo fazemos muitas amizades e conhecemos muitas pessoas que objetivam o mesmo sonho que o nosso. Isso é algo positivo, pois há a troca de experiências e inevitável enriquecimento sociocultural. Todavia, é consequente que o tempo de aprovação seja diferente na maioria dos casos. E que nos encontramos em momentos difusos nesse processo. Portanto, presenciaremos pessoas próximas conseguindo passar. E é humanamente compreensível que tenhamos aquela ponta de decepção com nós mesmos. Eu não vou negar que senti isso esse ano. Me senti feliz pelo resultado, mas, decepcionado por achar que poderia mais, por saber exatamente como me preparei em todos os eixos e ter que me pôr novamente na situação de vestibulando. É incômodo ficar preso, estagnado, e ter que fazer planos para o cursinho que farei esse ano. Isso se funde complexamente ao sentimento bom de estar lutando pelo meu sonho, algo que já é raro, visto que poucas pessoas têm oportunidades nesse país. Ainda tenho amigos e conhecidos com mais ou menos tempo que eu prestando. E presenciei parte sendo aprovada. O que era previsível de acontecer em algum momento. E eu fico feliz que isso tenha acontecido, por acompanhar. Mas, não sou tolo de dizer que isso não fez com que eu me sentisse um pouco pressionado. Não por ninguém, mas por mim mesmo. Misturou-se um pouco de decepção, com uma sensação de que eu tinha condições de conseguir os poucos pontos que faltaram para passar.
É difícil dizer isso, até porque no momento em que você decide se dar mais um ano, tudo aquilo é uma parte sincera que vai lutar pelos pontos que faltaram. Só que faltando um dia para iniciar meus estudos, é impossível não dar esse desânimo, ao pegar minha mente pensando nas pessoas que deram adeus à tudo isso e cair a ficha de que amanhã volto à rotina desgastante do vestibular para posteriormente passar por isso tudo de novo, todo esse processo mentalmente desgastante de fazer as provas e aguardar os resultados que parecem nunca chegar! É bom ter esse blog, porque me sinto bem ao dizer isso. Tenho certeza que muitos que estão lendo, passaram (ou passam) por isso, mesmo que não comentem. Nossa sensação é recíproca.


• O que fiz para trabalhar isso?

O principal foi ter dado um tempo nas coisas que estavam aguçando minha ansiedade, visto que nesse período vemos as pessoas passando e nós, por mais que tenhamos nos esforçado de forma sobre-humana, temos que enfrentar mais uma dura matrícula no cursinho.
Se você deduziu que meu isolamento é em parte por causa disso, inferiu certo. Desativei minhas redes sociais para me blindar mentalmente de tudo o que me dê essa sensação angustiante de não ter conseguido, e pra não ter que receber mensagens desagradáveis perguntando se passei (como se não tivéssemos ciência de que nosso nome é vasculhado no google para ver se passamos). Ter feito isso me dá a sensação de que só alguns meses me separam da minha vaga na Faculdade de Medicina (pouquíssimos, comparados com os anos que se passaram).

Por mais duro que possa parecer, ter admitido honestamente que isso estava me fazendo mal foi o primeiro passo para voltar a respirar e ter paz para dar a cartada final. Me blindar mentalmente foi uma decisão pensada e que já traz bons frutos de paz e sanidade para seguir.
Outra coisa… Canalizar o gostinho de que faltou pouco me motiva a estudar focado e com alta performance, como se eu sentisse que é o último ato em busca da medicina e por isso, devesse dar uma ênfase e sabor especial, porque não verei mais essas paredes com fórmulas, anotações e rabiscos de todo gênero. É como se meu instinto me dissesse (por mais que a razão comande minhas ações) que estou no final de um processo, e preciso aguentar só esse ano.
É aí que surge uma força extra que pensei que já estava sucumbindo. É a sobrevida que faltava para dar o ultimato. Foi exatamente essa sensação que me fez optar por estudar mais esse ano.

Considerações finais

Então, gente… É isso!
Peço humildemente que entendam que essa é a minha acepção de um processo ininterrupto de aprendizagem. Estou metamorfoseando para que o próximo passo seja continuado na Faculdade de Medicina. Mas, assim que passar, não significa que estarei mais sábio, nem, tampouco, mais ingênuo que agora. Só que terei mais campos de aprendizado. A vida é uma oportunidade para aprender. E para mim só se finda, quando achamos que já aprendemos tudo e que não há mais o que saber. Mesmo que biologicamente vivos, não estamos existindo com vitalidade. E esse limbo é uma morte precoce e deprimente. 
Desejo um ano maravilhoso de estudos à todos! E pensem profundamente nas coisas que foram pautadas nessa postagem. Que resolvi criar com máxima transparência, porque sei que muitos estão passando por isso. Ainda tenho muito o que aprender, o que buscar e o que crescer, mas, posso afirmar convictamente, que a única regra dessa voracidade com que os tempos mudam, é que a dúvida permanece a existir. E as certezas, cada vez sucumbem mais.
Abraços! E mantenham-se firmes! Amanhã começo meu derradeiro ciclo, vamos que o Jaleco está nos esperando!!
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O que me motivou a continuar tentando Medicina? (Tente outra vez!)

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Em 2018, é nesse lugar que quero estar!!

Já dizia o amado Raul Seixas, na sua canção antológica “Tente outra vez”. Nunca essa breve frase fez tanto sentido como na vida de quem luta por algo grandioso, assim como nós, vestibulandos de medicina. Daí, Renato Russo complementa o “tente outra vez”, com: “quem acredita sempre alcança”. Antes de ser vestibulando, na minha fase de inexistência de consciência de qual vida gostaria de viver, quando não acreditava em mim e nem que meu futuro poderia ser modificado para o que eu quisesse com as ações do agora, eu ouvia essas canções com apatia, sem nenhuma empatia. Entretanto, na vida, ou a gente “milagrosamente” apanha e descobre qual o melhor caminho e, por conseguinte, obtém opções da “felicidade”, ou alguém aparece para nos dizer que é possível ser médico, que não é só o filho do rico que nasceu com dotes intelectuais extraterrestres, e, por isso, está nas melhores universidades públicas do país, sendo ele o único capaz de se tornar um médico. Esses mitos são derrubados depois das primeiras barreiras vencidas. Saber da existência do vestibular. Após o processo árduo da descoberta, depois de ter dissipado parte da sua existência se preparando para o mercado de trabalho, conformando-se com o inefável pensamento propagado por gerações, de que precisamos ser a mão de obra desqualificada que é explorada, e que de forma análoga à escravidão, tem sua existência sem consciência de si própria. Uma passagem de olhos vedados. Sem saber que as opções não são aquelas impostas, mas as que você, através da possibilidade de discernimento, pode dizer: serei médico! Eis o direito do livre arbítrio, que teoricamente é bonito, não fossem os empecilhos já referidos nesse texto. Bom! Chega de tanto pessimismo… rs  Já sabemos não de tempos atuais que tudo está errado na educação e na equidade desta nesse país.  Sem mais delongas; sobre tentar outra vez… 

Ao final da postagem, você, Leitor, poderá dizer nos comentários, caso não seja seu primeiro ano: qual a motivação que te fez tentar de novo?

No meu caso é simples, não desisto da única escolha que foi puramente decidida por mim, não teve nenhuma influência, ninguém disse que deveria ser médico, pelo contrário, todos diziam coisas péssimas, que me faziam querer desistir – inicialmente -, e até me inferiorizavam mais, com coisas referidas em linhas anteriores, porque não sou de uma família tradicional da elite brasileira. Mas, hoje, graças a ignorar tudo o que me foi dito e buscar o conhecimento, faço parte, assim como você, Leitor, da – infelizmente -, minoritária elite pensante desse país. Ann??! Como assim, elite pensante?! Você se acha, cara! Ei… Se você está tentando medicina e tem acesso às fontes de conhecimento, se estuda e tem oportunidade de se preparar, de lutar para aprender e está aprendendo… Saiba que você é minoria sim. Então, precisa fazer algo com sua oportunidade. Precisa efetivar isso, agir com mais seriedade, ter mais vontade! Ano passado tive minha maior provação, de que a vida, essa que vivemos entorpecidos pelos livros, pelas coleções dos cursinhos, pelas listas intermináveis de questões difíceis… Apesar de saber que a morte é o único fim que não se pode negar a existência, é o término de nossa passagem em um curto período de atividade. Nunca pensei nisso antes de ter visto alguém que para mim – mesmo sabendo da efemeridade da vida – era eterno. Depois de saber que por toda parte que correr nesse planeta finito, nunca mais encontrarei meu avô, nunca mais terei o abraço dele, não mais ouvirei sua voz me chamando, não terei os conselhos que ele sempre me dava, não terei com quem compartilhar a alegria de passar, é como numa letra de uma banda que muitos possuem preconceito, do Fresno, “não há ninguém aqui pra você provar que existe”… Sei que é forte isso, e que melhorei muito. Mas, esse trecho nas proximidades do ocorrido, exemplifica com perfeição o que eu estava sentindo e que só agora vocês sabem do que foi esse impacto em minha vida. Depois ter passado por esse ocorrido, sinto que o Alexandre que vos escreve, passou por uma metamorfose, a versão de agora pensa mais nas pessoas que ficaram, estuda com muito mais seriedade, já que não pode desperdiçar o tempo curto que tem aqui, e quer muito fazer algo grandioso nessa vida. Deixar um legado à sua existência. Lembre-se, não estamos aqui para ficar. Então, quando der aquela vontade de parar de estudar, de que você não tem forças… Estudar é menos doloroso que passar uma vida inteira (a única vida que você tem) desperdiçando tempo fazendo o que os outros querem que você faça. Hoje tenho o apoio das pessoas que ficaram, com o estudo sério, sei que conseguirei efetivar esse ano, já que nos últimos anos, apesar de estudar bastante, eu não estava conectado pela força da seriedade. Era guiado pela motivação de um aventureiro que “testa” situações, que vai avançando, sem cravar a certeza do êxito, guiado pelo acaso. Hoje não, vejo esse ano como único. Não me imagino planejando nada pra 2018 que não tenha relação direta com o início da Faculdade de Medicina na USP (de preferência). A vida não pode ser desperdiçada pelo acaso. É isso que me fez continuar… De todos os anos que presto vestibular, nunca tive nada como isso… Que me dissesse “você não teve seriedade nos anos anteriores, por esse motivo, perdeu a oportunidade de já ter iniciado a faculdade”. Todos nós fazemos o nosso tempo na nossa realização, tudo depende da sua vontade e da sua filosofia, de estar certo de que vai dar certo e fazer acontecer. Porque, quando você começa a estudar e pensar “ano que vem estudo mais”, você já está com a filosofia de quem vai reprovar. Era isso que me tirava a efetividade dos meus atos. A falta de seriedade com um sonho… Não basta ter vontade, confiança e planejamento… Se não houver seriedade com seu sonho, com você, com a sua curta existência. Tudo isso me fez ver esse ano como único, e me fez tomar a coragem que nunca tive, de saber dizer “não”, de evitar os excessos, de estar do lado de quem só terei oportunidade de ver por mais alguns anos, pois as pessoas, infelizmente, morrem. Então, aproveite as pessoas que estão com você! Ame sua mãe, seu pai, seu avô, sua avó, seu irmão, sua irmã, seu tio, sua tia, seu primo, sua prima, seu melhor amigo ou amiga, seus colegas. Ame as pessoas!! Elas, quando partem, fazem uma falta imensa. Sei que você está preocupado com a sua aprovação, mas, não se prive de amor. Nós, humanos, não fomos feitos para sermos isentos de amor, e você, meu caro… Escolheu a medicina, precisará saber amar as pessoas, então, comece pelas que estão na sua vida, porque a pior coisa é procurar alguém e saber que ela não está de viagem e retornará semana que vem, é saber que ela nunca mais vai voltar… Dedique-se. Tenha seriedade e respeito pelo seu planejamento. Siga o que você quer fazer, e ouça a voz interna que grita “faça isso”, você precisa se ouvir, dar-se a oportunidade de ser feliz, porque você também partirá, e fazer isso deixando o seu legado, sendo honesto com você e dando-se alegria, não tem preço. Isso ninguém pode fazer por você, só você mesmo! Desculpem a densidade das palavras, exemplos, etc. Sempre fui franco com vocês e não privei nada. Mas, precisava de um tempo pra criar um texto sobre isso… Agora vocês sabem o porquê realmente meu plano vai dar certo. Não é pela planilha exagerada, afinal, a vida planilhada inexiste, por sua complexidade. Saibam que mudei bastante minha planilha. Sempre que percebi haver algum desequilíbrio ou algo que não estava funcionando. Agora é a sua vez, caso queira compartilhar o que te fez continuar tentando… Me diga nos comentários!! Então, por formalidade farei a pergunta… rs
E você? O que te fez continuar lutando pela Medicina?

Se puder, responta! Abraços e sucesso, doutores! Nos veremos nas Listas de 2018!!

(DIÁRIO) MARÇO DE 2017 – O que ando fazendo do meu conúbio com o vestibular?

PUBLICAÇÃO ||05 de Março de 2017 || ATUAL**

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Que coisa, heim gente? Eis que estou em meu primeiro diário de 2017! Olhem os meses passando… Lembro que em algum texto atrás vos disse que “um ano voa…”. E não é que isso está acontecendo de novo? Bom! O que ando fazendo da minha vida nesses dias que fiquei meio isolado do Blog. Vejamos… Além de ter posto meu plano de estudos em prática, fazendo várias adaptações e só conseguindo relativo êxito de um esboço fixo em meados de fevereiro, as matérias estão entrando e os registros de “fase concluída” sendo relatados na minha pasta de administração de estudos. Não vou lhes dizer que é alegria o tempo todo, porque já passei por estágios de matéria acumulada, principalmente, antes de pegar ritmo novamente. E muitas coisas que fiz no primeiro calendário que postei aqui no Blog, principalmente no que refere-se ao quadro de provas, tive que dar uma flexibilizada, e melhorar no quesito: distribuição de provas ao longo do ano. Foi uma dor de cabeça extra, mas quando você vai “tocando o barco” no seu roteiro, você vai percebendo o que está dando certo e o que está fazendo a maré se levantar lentamente contra a sua pessoa. Só que nesse momento você precisa utilizar a experiência dos erros para perceber que algo tem que ser feito, e não apenas perceber, senão não adianta de nada! E, daí, cometemos outro erro passado. Não.. Não.. Hoje sou um homem movido pela ação planejada e não pela ação imaginada! Pelos atos pensados, mas, executados! Sem nenhum medo. Os prejuízos podem ser trabalhados, mas o que importa no final não é só a parte. Mas, o todo. De que adianta subir um degrau e vibrar por isso, se você não continuar subindo e subindo, e subindo.. E se dando conta de que você já está perto do final. Então, o todo, o somatório das vitórias é muito importante, porque ele é tudo o que te fez ser o que és hoje! É como vejo. Por isso, mudanças são necessárias sempre que seu instinto e seus resultados dizem que é preciso flexibilizar algo. E minha vida? Só estudos? Não.. Não… Eu não vou dizer pra vocês que sou o “senho baladeiro”, aliás, sou um “furão..”. kkkkk. Furei muito com meus amigos, sou aquele cara que vai desistindo de sair gradativamente, até porque não gosto de sair. Mas, aprendi que o verbo “viver”, não é somente, sair e forçar o divertimento (se isso para você não é divertimento). Viver é fazer o que te faz bem. O que tira a sua sobrecarga, o que gera força motriz pra você atropelar os obstáculos. Eu converso com minha mãe, amo falar com ela até de Futebol!! Vejam, ela ama Futebol, o nosso Corinthians. Eu gosto de ler sobre futebol também, pra ter argumentos com ela… kkkkkkkk E além disso, amo meus irmãos, minha família. Jogo video game também nos finais de semana. O velho “rachão” de futebol com meus irmãos. Aquela briga pra ver quem ganha os campeonatos e quem é o primeiro lugar… Olha o espírito do vestibular em lugares que você nem imaginava… kkkkkkk. Bom, além disso, todo final de semana durmo na casa da minha vó. Lá a gente conversa até tarde, bebo aquele maravilhoso e revitalizador café com leite da vovó na xícara feita sob medida para o meu conforto psicológico kkkkkk, assisto filmes até tarde com meu irmão, e converso muito com minha avó! Ela agora está dormindo mais tarde. Amo minha veinha!! Perdi meu avô, mas onde quer que ele esteja, está feliz em nos ver todos juntos, vivendo. Ele sempre foi alegre e  não ia querer ver só melancolia. Sempre bate aquela tristeza às vezes, é inevitável. Mas, quando isso acontece, nada melhor que curtir a presença daqueles que importam para a gente e que ainda fazem parte desse plano. Esse ano estou com poucos amigos presentes, só os remanescentes que me aturaram… kkkkkk. Todos eles focados no vestibular. Então, já dá pra ver. Converso todo dia com um amigo meu, mas é aquilo.. Falamos uns minutos, nos motivamos, e damos aquele “agora foca aí velho! quero ver você aprovado ano que vem heim, vai estudar!!!”. Todos encarnados. E isso resume a minha ausência. Ah! Estava tendo pouca evolução na academia! kkkkk Então, replanejei isso também, estou malhando em casa. E nas minhas férias (mês que vem) pretendo dar uma intensivada só pra  perder uma barriguinha de herança do sedentarismo… kkkkkkk. Quero correr no parque. Vou ver se consigo convencer minha mãe de ir comigo! Sobre as redes sociais… Dei uma isolada. Eu entro sempre que dá vontade no Facebook (ultimamente, ando muito sem vontade de facebook), só quando dá vontade de postar uma letra do Chico e fazer monólogos sobre essa letra kkkkkk, ou até mesmo postar uma reflexão. Sempre que vem. De tudo, não necessariamente de vestibular… Bom… Perdi meu celular ontem e estou sem WhatsApp, e vejam! Eu só estava entrando no Whats das 21 às 0h30. Que era meu tempo de redes sociais. E muitas vezes nem lembrava de ligar o celular… Então, decidi que só pegarei outro no final do ano. Assim, sem WhatsApp, já me livro da necessidade de ter um horário pra entrar num aplicativo que estava quase esquecido… kkkkkk. E acho que é só isso… Desculpa a informalidade, meu Diário; só queria ser mais próximo de você e de quem o lê. Já que as dissertações já exigem minha atenção gramatical. Não quero mecanizar isso aqui não… kkkkk Chega de vestibular, aqui é pra respirar. Então… Vou nessa!! Estava com saudades. Em breve postarei de novo. Aguardem! rs

ESTUDANDO SOZINHO: A SAGA INICIOU. Deixarei minha organização detalhada para vocês!

Então, desculpem o título longo e até sem grande criatividade… rs  Precisava ser objetivo e claro no que quero transmitir aqui. Esses dias de adaptação foram difíceis… Edita planilha, refaz calendário, repõe aula, altera calendário, repensa metodologia… Sério! Quebrei a cabeça, tentei muitas coisas, mas finalmente! Finalmente!!! Cheguei no apogeu da minha organização. Sério! Fiz uma organização tão “burocrática” e ao mesmo tempo, tão sincera, que tenho absoluta certeza de que nenhum cursinho, nem o mais “pica” fará algo tão engenhoso para mim. Não é hipérbole. Estou sendo franco! Iniciei meus estudos a pouco seguindo meu calendário definitivo, tenho notado que ter deixado um dia para descanso, e ter priorizado sanidade e foco naquilo que deixei de lado, será o ponto final dessa história. O que me trará definitivamente essa aprovação. Com solidez de conhecimento, com equilíbrio emocional e com muita saúde! Demorei para criar essa postagem, até porque precisava pôr em prática os ajustes que fiz. Não se assustem com meu calendário, nem com meu cronograma, eles foram feitos sob medida para mim, mas para ajudar vocês, deixei a planilha livre e editável. Assim, se não der para seguir isso, vocês podem alterar e adaptar às suas necessidades!! Então, vamos lá…
Antes, disponibilizo aqui o Link de download da pasta zipada com todos os arquivos para organização: Monitoramento de Rendimento

O que há nesse arquivo? Bom… Tenho certeza que vai auxiliar demais quem estudará sozinho. Vamos lá…

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O primeiro de todos é o cronograma de estudos semanais, nele deixei o domingo livre para descanso, na sexta e no sábado (caso haja necessidade) tirarei algum atraso. Mas, com o calendário que fiz, não será necessário, já que deixei ele bem gradativo e com pouco conteúdo por dia, apenas 1 capítulo por dia da matéria estudada. Além disso, são 3 horas livres para cada matéria (termino muitas bem antes), e nas sobras, descansarei. O que ajuda bastante na qualidade é que esse ano estudarei 50 minutos e pararei 10 minutos para descanso ou mudar o ambiente. Assim, mantenho a produtividade até o final do expediente de estudos. Não se assustem com os dias de prova! Eu já fazia muitas provas aqui no serviço (é bem parado). O único problema é que não era planejado.

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Junto desse calendário, vem essa planilha de controle das minhas horas. Nada muito burocrático, apenas um roteiro para que aos poucos eu me acostume à essa nova rotina “para não correr o risco de me perder”. Não fiquem pasmos com os “Exercícios Físicos” listados serem apenas 10 min. Eu faço uma atividade mais intensa. Que dura menos tempo e auxilia a queimar mais caloria de forma mais eficiente. Quem quiser, no YouTube tem vários instrutores que falam sobre isso, sobre otimizar seus exercícios físicos sem grande sofrimento. Aumentando a intensidade e economizando tempo! Já faço os exercícios de Segunda a Domingo (apesar de não ter incluído domingo aí por ser meu dia de folga).

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Essa é a parte mais engenhosa do meu trabalho! E que me fez suar e perder horas pensando no meu ano de 2017! Pra não desperdiçar o tempo que terei para estudar. O famoso Calendário! Muita gente pode ficar assustada ao ver isso. Mas, não fiquem! Não olhem a quantidade, olhem a qualidade! Ele é organizado de um modo que os estudos fiquem mais claros e que você consiga agendar os dias que não foram finalizados! Como é recém feito, não atualizei aí para vocês. Mas, quando vocês finalizarem é só colocar lá “finalizado”, ou o que preferirem. Já deixei até um exemplo de matéria agendada para outro dia. Isso facilita muito! Saber de todo o seu ano, quais os dias você terá determinadas matérias, quando serão os simulados, etc. Vejam os outros ciclos dessa planilha:
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E a parte final, das revisões:
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Tudo para facilitar a visualização dos seus estudos! Só lembrem de adaptar às suas condições! Dá um trabalho, mas compensa! Desse modo, você fica livre de desperdiçar o tempo de otimização procurando roteiros sem nem saber se você conseguirá cumprir o ano todo ou se você conseguirá fazer sua revisão final. Fujam de coisas incertas! Tem que saber administrar seu tempo produtivo, não importa se são 15 horas, 8 ouras ou até 3 horas. Tudo depende da sua organização, isso facilita o agendamento dos seus descansos!!

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Na pasta também deixei esse roteiro (de todas as disciplinas), as apostilas do Objetivo são divididas em Frentes e Capítulos! Assim, caso vocês não tenham a apostila, mas queiram os roteiros, já tem tudinho lá! É só aproveitar.

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Esse foi o mais difícil… Fiz essa planilha com dois amigos meus, trabalhamos duro! Ela segue o roteiro das apostilas do Objetivo. Quem não for utilizar a coleção do Objetivo, pode alterar os nomes e editar as fórmulas dos conteúdos extras (a parte mais difícil) kkkkkkkkk. O bom dessa planilha é que além de dar o apontamento em porcentagem, pra agilizar o processo, ela ainda gera um gráfico para você ter um comparativo! Isso é maravilhoso e otimiza muito o nosso escasso tempo!!

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Quem pensa que o monitoramento parou nas questões por assunto, está enganado! Você precisa saber como está indo nas provas. Essa ainda foi mais difícil que a planilha de matérias, mas ficou muito organizada. Isso vai deixar tudo mais claro! Recomendo que quando forem fazer prova, baixem um cronômetro com apito final. No Google Play tem muitos, pra vocês ficarem mais ágeis na resolução de provas! Façam muitas provas, sério, pois é o que vai determinar quem passa e quem não consegue ir além. Porque ter agilidade te faz ganhar muitas questões e para isso é preciso treinar muito. Então, boa sorte! rs

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Isso é o que vai aparecer dentro da pasta que vocês irão baixar! Boa sorte!
Esse é o meu esquema e a minha forma de otimizar e flexibilizar meus estudos a ponto de ir além do que os cursinhos me oferecem. Quem estiver em dúvida sobre como verei aulas, assinarei Stoodi (Principalmente, para ter minhas redações corrigidas), Biologia Total (não existe opção melhor, o Jubilut manda muito bem!), e caso necessite de algo a mais… O YouTube está repleto de Professores maravilhosos com aulas ricas em conteúdo! O Projeto Medicina, Rumo Militar, e vários professores possuem listas maravilhosas de exercícios, além de aplicativos geradores de provas e questões! (EstudaVest, Studos Vestibular, etc). O De graça no YouTube existem ótimos canais, como o “Canal Física” do Professor  Boaro, como o “Matemática Show” do Abraão (tem até aula de cálculo I e cálculo II)… rs  Química, tem muita coisa… “Química em Ação”, alguns vídeos do “Aprender Aulas” (esse tem todas as matérias). Na boa… Tem muita coisa, não dá para entrar em desespero por falta de material… Tendo uma boa organização, e uma determinação dos materiais que usarão, já era! Vocês irão muito além! Meu esquema é bem simples! Assisto aula, faço anotações específicas só do que acho necessário anotar e depois parto para os exercícios! Muitos exercícios, poucos básicos, muitos médios, e uma quantidade adequada de avançados. Sempre lembrando das revisões! Não perco muito tempo com teoria escrita, só recomendo isso quando realmente for necessário (geralmente em Humanas e Literatura), nas provas, após finalizá-las, corrijo com a resolução comentada e aprendo na própria resolução o que errei, dificilmente preciso reiniciar a teoria. Então é isso, gente! Qualquer dúvida é só digitar nos comentários! E já deixo de antemão que não posso fazer nenhuma planilha mais, porque agora já iniciei e montar um calendário leva muito tempo e ninguém melhor pra conhecer nossa rotina e nossas carências que nós mesmos! Mas, posso recomendar uma coisa na hora que vocês forem adaptar o calendário e as outras planilhas! Sejam sinceros! Não adianta fazer algo que vocês só seguirão na primeira semana! Pensem no cansaço que surge. Peguem leve! O que importa não é quantidade, mas qualidade. E além de qualidade, o importante é a rotina fiel. Ter uma grade fixa (como os cursinhos fazem) te coloca muito à frente dos outros (desde que você siga). Sério! Estudar sozinho te gera muito tempo de estudos. E te deixa mais leve, com muita tranquilidade, sem medo de ter uma folga semanal para desapegar e dormir muito!! kkkkk  Uma dica que vi maravilhosa! Inicie devagar e caminhe devagar (para quem estuda só), porque mantendo esse ritmo até o final do ano (o que é possível fazer sem se atrasar), vocês chegarão na prova descansados mentalmente e fisicamente, enquanto a maioria dos vestibulandos chegarão verdadeiros zumbis, caindo aos pedaços! Digo isso por experiência própria. Acreditem! Perdi várias questões esse ano por preguiça de ler, de resolver… E gente.. Eu conhecia os assuntos, dominava. Acertava muito. Mas, eu cansei. E isso aconteceu porque impus o ritmo completamente errado! Não cometam esse erro. É isso!! Boa sorte, bons estudos.. E vamos nessa! Ah.. Reativei meu Facebook. Vi que não havia a necessidade de desativar. É só não cometer excessos e respeitar sua privacidade. Foco gente!! Vamos nessa, próxima parada: MEDICINA!!!

Dificuldade, cansaço, procrastinação… Bora vencer tudo isso?!

Antes de iniciar a postagem, veja essa imagem e imagine o seu rosto pintado, com essa vibração de ter deixado todo peso do cursinho para trás, e com competência, ter conquistado a sua vaga!
aprovado
Bom, gente… Demorei pra postar algo para vocês, porque as coisas andam complicadas, estou estudando como nunca… Além disso, sábado fiquei muito tempo pra pensar no que escrever e não tive criatividade pra nada, acreditam?!!  (risos).
Mas, vendo algumas mensagens que recebi e até mesmo o meu convívio no cursinho, acompanhando a evolução e involução de muitas pessoas, precisava tocar nesse assunto que afeta imensamente a vida dos Vestibulandos de Medicina, sabe por que? Por um simples motivo: nos propusemos fazer um ano diferente, dar tudo de nós mesmos! E nessa pegada de forçar, começar com todo gás, cansamos rápido… E corremos o risco de regredir de tal modo, a ponto de desanimar, abrir mão de tudo no primeiro obstáculo ou matéria “cascuda” que aparece e daí temos um choque de realidade e o maldito pensamento que involuntariamente nos atormenta:”tive facilidade nas outras coisas por serem assuntos básicos, agora que tudo está mais difícil estou com medo, não consigo caminhar, porque isso já é o assunto do vestibular”. Calma gente! Inspire… Conte lentamente até dez, e expire… Repita isso de cinco a dez vezes, sempre que bater o nervoso, ou todo dia (se for possível). Se não for, já é suficiente que seja sempre que bater o nervoso. Lembre-se, começamos com uma promessa! Levar o ano com dedicação, aplicação e entrega até o final do ano, quando iremos cumprir a nossa meta! Pra cravar nosso nome na Lista dos nossos sonhos. Muitos estão ficando pelo caminho, isso é triste de se pensar. Para pessoas egoístas, “são concorrentes a menos”, mas, saiba… Esse “concorrente a menos” poderia ser eu, você e qualquer pessoa por “n” motivos. Uma coisa triste que direi.. Não conheci essa aluna. Vi no facebook da minha amiga e em nota do cursinho “MedEnsina”, uma aluna que queria muito Medicina, nova, muito mais nova que eu… Cheia de sonhos, de vitalidade e que todos gostavam. Dedicada.. Louca para conseguir uma vaga no curso de Medicina. Ela faleceu esses dias, motivo? Infecção generalizada. Fez uma cirurgia simples, mas, não pôde concluir um sonho que pra todos nós parece algo até óbvio. Pensamos: “se eu continuo persistindo, consigo!” Sim, isso é fato, claro que conseguimos! Só que tudo pode acontecer… Então vibre todos os dias por acordar, pois você está vivo! Nós estamos vivos, então devemos agradecer a oportunidade que temos, por termos vida, e lutar pelo nosso sonho. Por isso, nunca vibre com a desistência de alguém, só dê o seu máximo pra só depender do seu potencial, da sua luta, da sua entrega! Só você pode atingir o que um dia já foi “inatingível”. Então, levante a cabeça, vença seu obstáculo diário. A nossa aprovação virá do somatório das nossas vitórias diárias sobre os nossos “demônios internos”(procrastinação, medo, ansiedade, angústia, depressão, preguiça, dificuldade, etc)… Todos nós passamos por isso. Eu passo por isso todos os dias.. Levantar exausto, dormir de 3h30 à 4 horas por dia, colocar um sorriso no rosto e enfrentar meus monstros internos, driblar a pressão de estar num ano decisivo onde todos afirmam que minha vaga já é certa, e sempre pensar que não há nada concretizado, me dedicando ao máximo, como se fosse meu primeiro ano de cursinho… Mesmo assim, ajudo as pessoas, tiro dúvidas de quem está começando no cursinho, me desdobro, e ainda faço os meus tarefas. Tudo isso é difícil, mas se eu que trabalho de madrugada, estudo, não durmo quase nada, consigo.. Vocês também conseguem! Vamos aproveitar nossa oportunidade, se estamos vivos, é porque nossa missão não chegou ao fim. Então; vamos gritar com todo vigor e euforia: “Eu estou vivo!!” Se você está com conteúdo atrasado (quase todo mundo normal está), faça seus tarefas do dia, “aula dada, aula estudada”, e quando sobrar tempo, será o momento certo de tirar o atraso! Porque, sempre sobra tempo. E digo mais, se está chateado com resultados dos simulados, não se engane! Simulado só serve pra melhorar suas estratégias em prova, ter a vivência de uma prova onde todos querem tirar notas boas (competição), você deve fazer todos os simulados que puder! Só que na real? O que vai te fazer passar será sua dedicação tendo um dia por semana pra resolver provas antigas, pois, desse modo, você força muito os conteúdos que o seu vestibular cobra, podendo ser flexível nos seus estudos, e mais eficiente no que deve forçar mais o aprofundamento. É o que estou fazendo! É o que aumentou meu desempenho nas provas da Fuvest. Resolver provas antigas. E claro, muita Redação!
Nada está perdido! Estamos em maio (o mês mais deprimente do cursinho – para todos), então, minha dica: seja controlado, administre sua produtividade, tenha um dia, ou algumas horas da semana ou final de semana pra vadiagem, pra não pensar em nada e só descansar (pra ter um ritmo forte nos estudos e chegar vivo nas provas do fim de ano), seja frio e calculista, não se deixe ser “puxado” pelo mar de negatividade, mantenha-se firme, estudando e pensando nos anos maravilhosos que te esperam na Faculdade de Medicina! Abraços caros, até nosso próximo assunto que surgirá naturalmente… rs

Vamos à luta!!
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