Você já fez a RETROSPECTIVA dos seus anos de LUTA? REFLITA

Sem título
Alusão ao Blog que me inspirou a criar o meu e que me motivou bastante no início de tudo, em meados de 2014. Frase aludida “Estação Vestibular: próxima parada: Medicina!


DIÁRIO || 31 de Dezembro de 2018 || ATUAL*  

Querido diário, eis que me encontro na madrugada do último dia do ano de 2018, no trabalho.
Esse foi mais um ano exaustivo de conciliação entre trabalho, estudos e afetos. Afetos são bem vindos, não se assuste! Entretanto, às vezes só queremos ficar só com nossos pensamentos. Hoje tenho tal oportunidade, e estava aqui refletindo sobre o monte de perrengues que passei para que chegasse nesse dia ou já cursando medicina ou então firme com o pensamento na aprovação.
Foi muito difícil chegar aqui e sacrificar muitas coisas para continuar lutando por isso. É no mínimo razoável imaginar que eu tenha perdido muito para ganhar nesse jogo insensato que se chama vestibular de medicina. Amigos? Perdi tantos que nem sei se posso utilizar esse tratamento para estes que deveriam entender essa fase conturbada. Aqueles que tentam entrar acabam vendo que não é simples ter minha atenção. Não que eu seja uma pessoa difícil, ou até mesmo desatenciosa… É que não me sinto tão a vontade para me abrir com as pessoas. Esse é o ambiente que consigo fazer isso de uma forma menos truncada. Alguns amigos relutantes continuam comigo, valorizo muito eles. Principalmente por entenderem essa fase complicada e todos os meus desequilíbrios (rsrsrs). Muitos deles ainda estão nessa luta, então é plausível que compreendam. Mas, de tudo isso… A pessoa mais importante nesse contexto, foi aquela que menos acreditou em algum momento dessa fase que essa conquista fosse possível. Não por ser uma pessoa que quisesse o pior pra mim, mas, certamente, por proteção. Para que eu não me machucasse com o que viria vorazmente tentar me ferir de todas as formas. As cicatrizes de qualquer batalha são inevitáveis. Contudo, só de estar lutando e desafiando o que a maioria nem sequer tem interesse ou oportunidade, já é estimulante para buscar se superar a cada vitória ou fracasso.
Percebendo meu empenho nesses anos, essa pessoa (já direi quem é rsrs) acabou sendo contagiada por esse sonho, e foi determinante pra que eu não abandonasse tudo nos momentos mais delicados dessa trajetória. E hoje é meu principal estímulo para querer ser aquilo que sempre almejei: me tornar um ser humano cada vez melhor. E não é preciso se tornar médico para isso. Essa pessoa que me dá forças vitais para enfrentar tudo é minha mãe. Ela ocupou um espaço de vazio, tristeza, angústia e até um prelúdio de depressão, quando perdi meu avô em 2016. Eu não sou muito de me abrir sobre essas coisas, mas, indubitavelmente, a melhor escolha que fiz em minha preparação foi a de ficar próximo da minha família (em especial, da minha mãe), que fez com que eu não tivesse entrado numa bola de neve de todas as coisas ruins que pudessem acontecer. Ainda tenho alguns resquícios dessa luta feroz contra o peso da existência. De vez em quando ainda tenho algumas crises de pânico, não quero sair com ninguém e me sinto desconfortável com alguns compromissos que mudem muito minha rotina… Até a vontade que tinha de ver um filme, por exemplo, por puro prazer de me prender naquela trama, foi algo que tive de reaprender gradualmente a fazer, especialmente nos dois últimos anos. É óbvio que existem coisas que ficarão até o final da minha vida. Como a ansiedade, as crises existenciais, o sofrimento pós algum trauma, como o caso das perdas que ainda terei. Estou sempre em transformação. A melhor ilustração disso é a frase em latim que li no livro “Memórias Póstumas de Brás Cubas” do Machado de Assis: “Tempora mutantur”. Estou em constante mudança, os tempos mudam e eu mudo com o tempo. Todos os dias luto para me reconstruir e desconstruir as rochas corrosivas para que até o findar dessa existência, eu seja alguém que no final diga: “não sei o que vem pela frente, talvez o céu, certamente o nada. Entretanto, valeu a pena ter sido matéria que criou misteriosamente consciência da própria existência. Obrigado “deus?”, obrigado “cosmos?”, não tenho certeza à quem devo agradecer, minha única certeza é: valeu a pena coexistir com todos aqueles que foram cruciais para me tornar esse homem. Não somos nada quando pensamos que não precisamos de ajuda, ou quando pensamos que já sabemos de tudo. Está perto de partir! E só posso dizer isto ao desconhecido: muito obrigado!”

Até breve, diário. Foi um ano difícil, de muitos desafios… Com muitos aprendizados e muitos erros. De muitas alegrias e muitas tristezas. De muitos saltos de fervor e de risos, e de muitas noites silenciosas com lágrimas coléricas e cansadas… Isso é viver. Não omitir nada para si. Permito-me, inclusive, discordar da máxima de Schopenhauer “viver é sofrer” (sem considerar aprofundamentos filosóficos, apenas a máxima), pelo simples fato de que realmente você vive intensamente quando sofre, por não ocultar de si o próprio sofrimento. Muitas pessoas não fazem isso, querem parecer felizes o tempo todo: só estão adiando o sofrimento para algo ainda maior e mais doloroso. O motivo da minha singela discordância, é que também existem momentos tão intensamente maravilhosos, com tanta maestria, que basta alguns minutos ou segundos de uma sensação pueril, pra você esquecer de todas aquelas horas de tristeza que já te esperam de “braços abertos” num futuro remorso, mas, com momentos de imensa catarse. É inevitável fugir desse pêndulo existencial. Portanto, digo: não viva apenas a alegria. Não force uma felicidade aparente. Isso pesa em algum momento, principalmente quando a plateia não te observa… Muita coisa boa sai dos momentos tristes. E muita coisa ruim pode ser produzida com repressão da tristeza para manutenção de uma felicidade líquida; é mister que ninguém é feliz o tempo todo. Apenas seja um SER HUMANO. E se permita TODOS OS MOMENTOS!
Que 2019 seja um ano de realização e de muita coisa boa! Muito obrigado, diário. Espero mudar o nome do Blog para algo que aluda à “estudante de medicina”. E vamos metamorfoseando, que o futuro chega num sopro!

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SALDO DAS PROVAS DE 2018 e DIÁRIO

DIÁRIO || 21 de Dezembro de 2018 ||

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Querido diário, não posso negar que estou cansado. Não como estava no início desse ano, ali eu estava exausto… Nesse momento o cansaço é mais um desgaste que propriamente fruto da rotina exaustiva. Os vestibulares acabaram. UFAAAAA!!!! Não aguentava mais! Fiz o que pude… Extraí o que consegui nas provas que prestei. E o saldo? Tá curioso pelo saldo, seu diário curioso! uahsuashuahsa Bom, não foram todos os que esperava, mas, melhorei demasiadamente em alguns aspectos. Vou contar um pouco como fui em ordem crescente de desempenho…

FUVEST:
 fiz a prova virado pois trabalho de madrugada, e nesse dia não pude trocar minha escala por estar com descanso semanal remunerado. O RH não permitiu a troca, resultado? Dormi no máximo 2h para essa prova. Confesso que senti muito ódio, porém, lembrei que na maioria das provas dos anos anteriores, não pude descansar bem. O que fiz? Fui lindamente fazer a prova. Meu desempenho foi relativamente bom para minha categoria. Esse foi o primeiro ano com a segmentação das vagas e com a ausência do bônus que “maquiava” as notas. PPI+EP deu uma nota de corte de 58 acertos. Fiz 52. Não foi fácil ver isso, pois sei que se tivesse descansado bem teria atingido isso tranquilamente. Lembro que na prova estava cansado pra desenvolver alguns raciocínios mais complexos, o que me fez perder questões importantes. A soma do que errei de coisas que domino, é consideravelmente superior ao que precisava. Míseros 6 pontos. Sim, sim… Algum espertinho de ampla concorrência pode ficar pasmo com meu desempenho. Mas, lembre-se… Não concorro por ampla. Portanto, ela não é parâmetro para minha preparação. Contudo, sei que daria pra ter feito mais de 60 nessa prova, até pelo fato de ter feito 63 na última prova que resolvi em casa. Foi bem decepcionante, tive que me corroer durante a semana com raiva de mim, porque poderia ter faltado, seria apenas uma advertência. Mas, não consegui… E fui fazer a prova virado.

UNICAMP: acho que de todas as provas que fiz, foi a mais fácil e agradável no aspecto geral, apesar de não ter convertido isso em números. Consegui gabaritar Física e errei só uma questão de Português sem nem ter tocado nas obras. Entretanto, conhecia a história e contexto de quase todas. O que me ajudou demasiadamente foi ter lido bastante esse ano, e ter treinado algumas provas com formato similar. Não cheguei a resolver nenhuma prova da Unicamp, porque direcionei muito para o Enem e para a Unifesp nesse período. Acertei 52 questões com algum espanto… Pela forma como estava fazendo a prova, esperava mais. Depois que corrigi vi que perdi algumas questões por desatenção. Vale enfatizar que a última vez que havia prestado Unicamp presencial foi em 2016. Não fui para a segunda fase.

UNESP: achei essa prova mais exigente que os anos anteriores, não prestava Unesp do final do ano desde 2015, esse ano fiz cinco a menos que na Unesp do meio do ano (fiz 60), e esperava mais. Nessa prova me surpreendi com a facilidade que tive com Português e com as questões de Humanas (apesar de estarem bem difíceis), errei muito na parte que a prova pegou pesado em questões interdisciplinares, mais pela falta de tempo que pela falta de hábito. Devo confessar que não treinei provas específicas para UNESP também por falta de tempo. Treinei só no início do ano para UNESP do meio do ano, entretanto, é notório que a prova estava muito mais fácil. Nessa prova de fim de ano ela engrossou a dosagem. Já esperava. Acertei 55 questões nessa prova, mas, não me frustrei, porque ao corrigir vi que também errei algumas questões por desatenção, outras, por falta de tempo. É algo que posso corrigir caso tenha que prestar de novo. Seria pior se fosse por falta de conteúdo, porque daria mais trabalho.

ENEM: eis a prova que mais me preparei esse ano. Posso dizer que senti muita dificuldade no primeiro dia, especialmente, em Linguagens, por ter sobrado pouco tempo, pois Humanas precisei recorrer muito mais aos conteúdos aprendidos associados à uma interpretação mais apurada e desgastante. Resultado? Ultrapassei o tempo que geralmente separo para esse conteúdo. O máximo que tolero é 2h, fiz em 2h20, aproximadamente. Tive que correr mais pra arrancar e compensar em Linguagens, creio que até por esse motivo não consegui detalhar tanto algumas coisas. Considero que a prova de Linguagens foi a mais difícil do dia, pelo simples fato de ter feito de uma só vez e ao corrigir ir abaixo do mínimo que sempre faço. Meu critério para avaliar o grau de dificuldade das provas é esse: só após corrigir. Daí tenho uma dimensão do quão difícil está, até porque eu vario pouco meu rendimento. Humanas fiz 36 acertos e Linguagens 27, ou seja, no primeiro dia acertei 63 questões. Me frustrei com Linguagens, mas, às vezes penso que saí no lucro. Vi pessoas com desempenho anual melhor que o meu, irem pior… Então, aliviei e pesei algumas consequências. Certamente, a TRI esse ano vai ser atípica, tal como foi a queda de acertos nessa área. Creio que com menos acertos, você já atinja pontuações iguais à mais acertos do ano passado. No aspecto geral, essa prova do primeiro dia foi consideravelmente mais difícil e exigia mais atenção e conteúdo que a prova do ano passado.
No segundo dia, achei que Naturezas estava bem difícil, todavia, não tanto quanto a prova do ano passado. Isso se aplica à Matemática. Ambas estavam mais fáceis que as provas do ano passado, entretanto, pra resolver era preciso treino, atenção e repertório teórico. Quem caiu de paraquedas nesse Enem, tal como no ano passado, se deu muito mal. Mesmo com o acréscimo de trinta minutos ao segundo dia, faltou tempo. Isso porque Natureza exigiu um consumo alto do tempo. Porém, matemática não ficou atrás, então, não tinha saída. Seja por qual matéria você tenha optado por começar, você já consumia boa parte do seu tempo, deixando o tempo para próxima prova comprometido. Natureza fiquei frustrado, pois esperava mais. Pelo menos trinta acertos. Fiz 26 questões; em Matemática acertei menos ainda, porém, como havia separado as questões em grau de dificuldade, pude dissipar mais do tempo remanescente nas questões fáceis. Consequência disso? Apesar de acertar pouco, tive notória coerência. Ano passado fui totalmente incoerente. Então, pra quem tem que lidar com essa questão de tempo, aconselho muito que acostumem a separar antes as questões de matemática (pelo menos) por grau de dificuldade. Acertei 16 questões de matemática. (11 fáceis, 3 médias e 2 difíceis), isso considerando a atribuição que diferentes professores de matemática deram.
Gostei bastante da minha redação no primeiro dia. Esse ano trabalhei bastante redação no aspecto formal, porque o repertório teórico varia conforme o tema. Ou seja, não tenho repertório fixo, portanto, não possuo modelos mentais pra temas específicos. Tudo depende do tema. Seleciono o repertório na hora. Porém, o que me deu tranquilidade foi ter exatamente o esqueleto principal, inclusive os conectivos mais usados, tudo adequado, cada parágrafo estruturado mentalmente. Isso ajudou a ter tranquilidade, mesmo com um tema pouco tangível (mesmo que fácil). Era preciso conseguir pôr as ideias com coerência e coesão. O Stoodi é bem rigoroso nas correções, me deu uma nota 800, porém, ano passado eles me deram uma média baixa, e o Enem me deu uma nota bem maior. Creio que não será diferente esse ano. As pessoas que mostrei me deram mais de 900, e foram bem rigorosas também. Eu, avaliando minha redação, como trabalho pra pontuar o máximo em cada competência, creio que dê no mínimo 900, comparando com outras redações que fiz ao longo do ano. Agora só me resta aguardar.
No todo, fiz 105 questões. Poderia ter feito bem mais, tinha condições pra isso. Tive algumas variações de rendimento durante a prova, cansaço e um princípio de ansiedade, precisei sair da sala algumas vezes pra lavar o rosto, respirar e focar naquele dia. Como concorro por cotas raciais, renda e escola pública, ainda creio que estou na disputa, especialmente pelo peso da redação e de outros conteúdos. Em relação ao ano passado, subi cinco questões. Foi bom fazer progresso, mas, sei exatamente que poderia bem mais. A questão de não poder dormir bem a noite pesa, tive que fazer malabarismos nas minhas escalas para conseguir fazer os dois dias descansado. E não posso negar que estou ansioso para ver meus resultados. O que posso antecipar é que de LONGE, esse foi meu ano de maior coerência nessa prova. Fui muito organizado quanto a prioridade de questões fáceis, quanto à administração e superação das adversidades durante a prova.

UNIFESP: eis a prova que não criei nenhuma expectativa, apesar de ter treinado bem ela. Eu particularmente sinto mais prazer em fazer provas escritas, contudo, a única oportunidade que tive até agora, foi nessa prova. Não fui para a segunda fase da Fuvest, creio que esse ano teria bastante chance de passar, porque me preparei. Minha maior adversidade sempre foram as provas de múltipla escolha, porque a abordagem é diferente do meu perfil. Sem delongas… No primeiro dia da Unifesp sempre sou derrubado pelo Inglês, como é de conhecimento da maioria das pessoas, alunos de rede pública não aprendem inglês. Verb to be é o C%#$… Não vou falar nada. Eu nesses tempos não tive oportunidade de estudar inglês de forma autodidata. Nem pagar um curso, porque é caro demais e também não daria tempo. Visto que intercalei estudos e trabalho nesse tempo todo. Porém, já tenho planos para iniciar ano que vem, independente de passar ou não. Já tenho tudo planejado. No primeiro dia de prova acertei 23 questões de Português das 30, e só fiz 5 questões das 10 de Inglês. Com muito esforço… uhaushaushuasha
No todo, fiz 28 acertos na prova objetiva, de 45 possíveis. Não atingi minha meta, porém, fui melhor que ano passado. E minha categoria tem uma nota menor. O que reduz um pouco o impacto. Todavia, na Redação eu chutei o pau da barraca. O tema foi sobre “eutanásia”, me sobressaí. Lendo minha redação, considerei ela ainda melhor que a do Enem, e existe uma possibilidade alta de passar consideravelmente dos 40 pontos que era a meta inicial. Pra quem não sabe, a redação vale 50 pontos no máximo. Ano passado fiz uma redação bem mediana comparada com minhas redações, e fiz uma pontuação de 38,636. Exatamente isso. E já é considerável. Esse ano não me surpreenderia se desse 45 pontos. Foi realmente minha melhor redação do ano, comparando com tudo o que escrevi. Eu estava inspirado e o tema foi o mesmo que trabalhei no cursinho com um professor de redação. Eu usei quase todos os argumentos que ele passou. Trabalhei até com as ideias do existencialismo do filósofo Jean-Paul Sartre. Foi lindo de ler… rsrs
Ano passado, mesmo com uma média de acertos bem abaixo do que fiz esse ano e com essa nota de redação, atingi 66,667 pontos na prova do primeiro dia.
No segundo dia, eis o grande desafio: prova inteirinha escrita. Mudei meu método de resolução, e isso me rendeu mais que dobrar meus acertos do ano passado. O que eu fiz? Uma coisa aparentemente óbvia, mas, que pessoas com T.O.C. têm muita resistência para aplicar: iniciei por TODOS OS ITENS FÁCEIS da prova. A maioria estava na letra A, alguns na letra B. Deu aquela vontade doida de fazer a questão inteira que eu sabia, mas, respirei fundo… E só apliquei o planejado. Terminei todos os itens fáceis em pouco tempo… Porém, bastante exausto e angustiado com a quantidade de questões que ainda tinha e bem mais puxadas. Só que surpreendentemente, essas questões geralmente são as que ferram o tempo das pessoas que fazem na ordem. Daí, bate o desespero e não sobra tempo de resolver muitas fáceis. Consequência? Elas percebem que conseguiriam resolver algumas questões que perderam. Mas, não tinham tempo. Essa estratégia foi extremamente eficiente. E me fez quase fechar a prova de Biologia, Química e Física, errei poucas coisas de alguns itens dessas questões. E ao corrigir a prova dava vontade de chorar de alegria quando via que resolvi exatamente igual aos professores dos cursinhos, e cheguei redondo nos resultados. Matemática foi a que menos acertei, porém, consegui ir melhor que ano passado. De longe… A primeira questão acertei inteira. E as outras questões acertei o primeiro item de algumas, e das outras algumas passagens da segunda. Isso já vai dar uma pontuação boa. Deixei pouquíssima coisa em branco. Pelo que me recordo, apenas três itens. Dois de matemática, e uma de química. Física e Biologia não ficou absolutamente nada em branco. Química só ficou porque enquanto eu estava fazendo a estrutura de uma molécula orgânica enorme, acabou o tempo e o examinador pediu as provas. Não deu pra finalizar. Questão inteira, nenhuma ficou em branco. Foi meu melhor desempenho desde que presto essa prova em 2014. Por isso sinto que se fosse para a segunda fase da Fuvest teria chances consideráveis de passar. Infelizmente isso não aconteceu… Mas, fazer o que…  Calculei minha nota na Unifesp pelo Enem, deu 58,333 pontos. Se eu fizer o que espero na redação e a nota da prova de conhecimentos específicos for o que imagino, é possível passar na primeira chamada, nem que seja na última vaga. Ou quem sabe, numa das listas de espera. Sei que esse ano essa foi, inacreditavelmente, minha melhor prova. Esperava que fosse só o Enem. Cheguei a ir para a prova da Unifesp cansado e sem muitas expectativas. Porém, como essa era minha última prova, gastei toda a energia que sobrou. Dei tudo o que podia. Agora só me resta aguardar. Minha categoria na Unifesp é cotas raciais, renda e escola pública. A nota final do último classificado ano passado na primeira chamada foi 68.724, se minha média realmente for o que imagino na redação e na prova, dá pra passar disso, ou chegar próximo. Mas, isso é só primeira chamada. Ano passado tiveram mais duas chamadas na minha categoria. E a nota decai consideravelmente… Espero que dê tudo certo, porque as chances são reais. Apesar do vestibular ser sempre essa caixinha de surpresas. Quem ficou em dúvida do arquivo que tirei essa nota, eis aqui: notas unifesp 2018

Então é isso, diário. Não fiz Famema e Famerp de última decisão. Estava esgotado e precisava fazer apenas o que aguentaria. Me empenhei muito nesse ano, fiz o que pude, não nego que esperava mais pelo meu desgaste. Porém, muitas variáveis entram no dia da prova. São muitas coisas que acontecem no momento da prova. Tem o desgaste mental, emocional, tem o calor infernal… kkkkk Quase vaporizei nesses dias de prova, especialmente na Unifesp. Que entrei encharcado de suor (desculpa por essa imagem kkkk). Mas, no final consegui finalizar as provas. E agora aguardarei minhas possibilidades. ProUni, Sisu e Unifesp. Depois criarei mais uma postagem falando de possíveis estratégias em caso de aprovação ou reprovação. Pesei tudo. Calculei todas as minhas probabilidades. E agora é esperar para reparar o imprevisível. Não estamos livres das eventualidades, por isso, nada em minha mentalidade está fechado. Sempre há espaços para qualquer variável nova… kkkkk
Gravarei novos vídeos no canal… E tenho outras coisas em mente. Informarei sempre nesse espaço. Não me preocupei com formalidades nesse espaço, porque é a parte mais tranquila de falar “olho no olho” com vocês. Sem nenhum eufemismo. Então é isso! Obrigado por tudo, 2018 foi um ano incrivelmente desgastante… Mas, valeu a pena! Depois comentem como foram os vestibulares de vocês sem nenhum receio de resultados, não se comparem comigo, nem com vocês de forma pretensiosa. Estamos no mesmo barco, mas, temos nossa singularidade. Só de ter se superado já é motivo de celebrar uma posição antiga derrotada. Sim… Já dizia nosso Leonardo… kkkkk “A fila anda”…
Abraços e BOAS FESTAS 😘❤

DIÁRIO – Junho de 2018 (o diário voltou…♥)

DIÁRIO || 22 de Junho de 2018 ||

Querido diário, sei que o abandonei por meses e quase desisti de compartilhar algo com você. Acredite… Estou cansado. Muito cansado mesmo… E sem ócio para devanear… Mas, continuo alimentando meu sonho diariamente. Consigo dormir bem, isso é ótimo. Contudo, meu desgaste é quase crônico. Um acúmulo que vem desde que comecei a levar a sério essa rotina de vestibular. É difícil ter sempre que direcionar sua vida aos estudos monótonos e generalistas do vestibular, gostaria muito de já estar começando a Faculdade de Medicina. Todos os dias imagino como vai ser libertador ver meu nome na Lista mais que esperada. Poder parar de estudar tudo direcionado ao vestibular. Tirar as algemas que impedem meu exercício como parte social importante. Acontece que essa vida é bem maluca. A cada ano percebo que muita coisa muda, que tudo se relativiza e que (das minhas últimas experiências) confiança nem sempre significa algo. Por isso, esse ano precisei dar um tempo de pessoalidades. Tentei manter apenas o lado funcional do Blog, com assuntos que não abarcassem tanto minhas aflições. Não pense que sou uma pessoa completamente sã. Todos os dias é uma superação nova. E isso se acumula quando bate o cansaço. A minha rotina desde 2014 tem sido essa: trabalho de madrugada (estudo no trabalho). Das 7h até as 16h (estudo em casa), das 16h às 21h30 durmo, depois tomo banho e vou trabalhar, daí em diante o ciclo se repete. Isso porque não estou falando do tempo que fiz cursinho e nem de quando tentei (mero mortal) ser atlético… (quanta inocência…kkkkkk)
Essa rotina sem muito acréscimo para lazer acaba desgastando a gente. E não tem muito como fugir disso, porque vestibular é assim: um cochilo no tempo e quando você vê a matéria está completamente fora de dia e o vestibular se aproximando freneticamente, querendo te dar um “abraço de estivador”, como canta Chico Buarque em “Hino de Duran” rsrs. E você, na maior inocência, pensa que vai terminar tudo e resolve acelerar e acaba não tendo tempo de aprofundar nada. Vestibular é assim. Tem que se manter concentrado desde o início do ano. Evitando ao máximo perder o foco ou “deixar a vida te levar”. Tem que continuar nadando, simplesmente. Sem pensar muito no processo de nadar, ou planejar como deveria nadar para ir mais rápido. É literalmente, nadar e nadar… Sem olhar para trás..rsrs  A não ser que seja preciso revisar um nado pouco sincronizado que não deu muito certo…rsrs Essas coisas podem acontecer, nesse caso é só manter o controle, reparar pontualmente, e continuar…
A única coisa boa nisso tudo é que não me cobro tanto como antes. Antigamente em qualquer intervalo que eu fazia ficava me martelando “deveria estar estudando”. Isso era horrível, porque nem nos momentos de descanso eu estava completamente descansando. Estava carregando um mundo de angústias numa corda e desequilibrando, prestes a cair… Sempre estava em dívida com a minha consciência; a coisa mudou. Não me cobro. Mas, os resquícios dessa loucura psicológica do passado não são facilmente reparados. É um tratamento a longo prazo. É como aquele empréstimo desnecessário que você fez apenas para consumir futilidades (que você nem tem mais), mas que para liquidar, você terá que passar por meses de privação. O importante é que eu aceitei que precisava pisar no freio. Se é que posso chamar isso de freio…rsrs Ah.. Vai… É um 1/2 Freio rsrs. Fato é que estou mais tranquilo. Entretanto, é inevitável bloquear por completo a angústia das incertezas. Mesmo que alguém com um discurso muito aprazível me diga para relaxar, descansar ou sair mais… O conflito não é do “eu” com o mundo. E sim do “eu” com o existir e ser finito. São muitos conflitos internos. E pra somar, ainda tem as incertezas que esse sistema capitalista nos imprime. Nunca há satisfação com nada. Você sempre precisa correr atrás de algo. Sempre tem que corrigir uma “imperfeição”, e por mais que seja alguém disposto a fugir disso, esse sistema nos afeta; em algum momento teremos que enfrentar essas situações, olhar no espelho e dizer: eu vou te vencer. Ainda bem que existem as mudanças. Não gostaria de conviver com meus “eu’s” passados, são todos chatos…rsrs Provavelmente meu “eu” futuro criticará de forma voraz meu “eu” deste presente.
Outra coisa que me impede de sair mais: tenho que ter tempo para resolver mais provas. Estou bem empolgado com a progressão que ando demonstrando em meus resultados. Ponderando como estou, as coisas estão se consolidando. Estou numa fase boa de crescimento gradual. Sem nada abrupto. Porque coisas abruptas são frágeis. Posso afirmar com convicção, porque já aconteceu de beirar 80 acertos numa prova, e em outra não chegar nem a 70. Um decréscimo de mais de dez pontos não é um saldo sólido, por isso, se Aristóteles me visse, diria para que eu buscasse a prudência. Para equilibrar as coisas. É o que estou buscando rsrs. E dando o prazo necessário para absorver os resultados e melhorar nas próximas provas. Sempre estabelecendo metas realistas. Entretanto, estando em junho… Não dá mais para sair num fluxo periódico. Até porque as matérias não tiram o atraso por si próprias (risos). Ou seja; o final de semana se tornou sagrado, até porque por mais que você tenha organização, a programação da semana consome muitas horas e, sendo assim, não é tão suficiente. Tenho que estudar em casa e no serviço para não piorar as coisas (risos). Tenho muita sorte de ter um trabalho em que eu possa estudar. Em que não tenha atividades, contando mais a presença. Isso é ótimo… 😀
Estou mantendo minha sanidade lendo, dormindo, assistindo coisas que gosto, tendo o apoio da minha mãe, fazendo o que me der vontade de fazer; exceto, saindo rsrs… Até que saí bem esse ano (bem mais que ano passado). Mas, nesse ponto em que estamos, já está mais difícil resolver esse impasse. No mais, é isso, diário. Não vou mais cair na hipocrisia de dizer que tudo está fácil, que estou empolgadíssimo para as provas e que vou passar dessa vez. Não direi isso, porque nada é certo sem ter acontecido. Porém, o que posso dizer é que existe a possibilidade real de conseguir realizar esse sonho agora, e é por isso que estou fazendo um esforço sobre-humano para antecipar o máximo que puder essa aprovação (de preferência para agora). Mas, não estou contaminado pelas cobranças externas e até internas. Felizmente essa parte da minha vida eu consegui controlar (mesmo que tardiamente). Estava com saudades de desabafar aqui… Porque é mais pessoal. Não preciso ficar editando texto, alterando fontes, fazendo isso, aquilo, etc… Aqui sou mais eu, sem edições, sem preocupações, sem ligar para julgamentos. E se surgirem… Dane-se.. Ando bem “foda-se” com isso…rsrs
É isso aí… Tchau, diário. Até a próxima.

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Essa foi a última foto registrada da minha última saída rsrs. FMUSP, dia 10/06/2018… Foi muito divertido e agregador!!


 

O planejamento que fiz no início do ano está dando certo? E a revisão? Fiz adaptações? Como andam os resultados?

Salve, caros! Aproveitei a folga dos estudos para trazer à lucidez algumas promessas que fiz no início do ano e dizer o que deu certo, o que precisei adaptar, e o meu atual saldo, se estou tendo bons resultados, se tive quedas e qual foi meu comportamento para contornar tudo isso; vamos lá…

Meu planejamento deu certo?

Bom, na maior parte sim. No início do ano nossa euforia é díspar das nossas limitações. Algumas coisas pensei que dariam extremamente certo, não deram, e precisei utilizar a experiência para contornar a frustração e não deixar meu ânimo decair, e, por conseguinte, não cair numa “bola de neve” de marasmo e falta de estímulo para estudar. O que deu errado? De forma objetiva, a distribuição de provas nos respectivos dias não surtiu o efeito esperado. E fiquei muito decepcionado na minha primeira prova, por ter ficado abaixo da meta. Só que após corrigir e refletir sobre o resultado, vi que estava desgastado. O resultado não era por falta de conhecimento, mas sim pelo excesso de cobrança, pela negação das minhas limitações, por não ter dado uma pausa adequada para descansar a mente. Então, decidi trabalhar alguns pontos, um deles foi ter colocado no calendário o começo mais tardio de algumas disciplinas, pra crescer gradualmente; poucos conteúdos iniciei em janeiro, e quando chegou em março, estava com quase todos os conteúdos encontrados. Alguns de vocês podem se perguntar: nossa! Você só pegou firme em todos os conteúdos em março? Como assim? E lhes respondo, sim! Porque vinha de uma ascendente muito grande e de um desgaste quase crônico, fora a frustração de ter reprovado… Então, minha conclusão foi que precisava repousar. Mas, sem abandonar tudo, porque isso me faria esquecer de alguns detalhes, e me daria insegurança em outros. Minha solução foi colocar duas matérias mais longas à partir de janeiro e em março, quase todas estavam lá. Depois complementei  em abril com as únicas que faltavam, que eram Artes e Filosofia. Essa estratégia foi para pegar ritmo gradativamente, para poder descansar bastante e não me cobrar tanto. Feito isso, em março já estava a todo vapor. Com a confiança renovada. Eis que fiz meu segundo (considero o primeiro) simulado, agora já mais descansado, no meu melhor estado. E vejam! Superei minha meta, e poderia – se não fosse a desatenção – ter acertado muito mais. E isso me animou demasiadamente. E foram entrando mais matérias. E as coisas começaram a fluir, porque respeitei meu corpo no momento certo e dei ar à minha mente. Essa atitude foi fundamental para estar no atual estado de espírito e ter adiantado muita coisa, para poder respirar, e ter tempo livre para aproveitar o melhor da finitude… 

Como estão as coisas? Já estamos em Julho…

Depois da notícia de sexta, em êxtase…
Agora tenho duas formas de entrar na Medicina da USP. Antes tinha um pouco de autocobrança para ir à segunda fase da Fuvest, não que não tenha hoje, mas tirei um peso de 1.10^99 newtons das costas. Agora tenho duas chances em um ano de entrar na FMUSP. Graças a adesão das 50 vagas ao ENEM, para incorporar o SISU. Isso foi a coisa mais maravilhosa que sempre sonhei que acontecesse e aconteceu. Agora ganhei um fôlego extra para condicionar o ENEM com o mesmo grau de importância que condiciono a Fuvest. Mas, falando do mês de julho. Estou muito contente. Quando canso, sei que não vou render, então, descanso bastante e depois retomo os estudos com uma disposição ímpar. E nesse ritmo consegui adiantar muita coisa, e acreditem… O conteúdo de Física fluiu tão bem esse ano, que só falta Ondulatória para finalizar. A previsão era fechar Física no máximo na primeira semana de outubro. E finalizei quase tudo em julho. E iniciarei ondulatória na segunda-feira. Antes que surja a indagação de como eu faço pra não esquecer os conteúdos e conseguir assimilar tudo tão rápido.. Eu estudo nos meus picos energéticos, nas maiores disposições, e isso só ocorre porque optei abdicar de fazer cursinho nesse ano. E desde então, consigo conciliar muito bem estudo e descanso, gerando equilíbrio e potencializando meu rendimento e desempenho. Isso é fabuloso. Mas, claro… Tem dia que durmo o dia todo, até a hora de ir pro serviço de madrugada (risos), lá estudo alguma coisa, e em casa estudo mais de 10 horas complementadas com as 5 horas do serviço – estudo lá – … Naturalmente.. Só flui… Não é um empecilho pra mim. É a minha forma de me autogerir, pelo autoconhecimento. E não é necessário que fiquem embasbacados com meu jeito de estudar, isso não afeta em nada minha saúde, porque descanso muito bem. É difícil entender as “extravagâncias” do outro, quando esse não é a gente… Mas, é assim que funciona para mim. Essa forma de estudar estranha, é o que traz equilíbrio pra mim (risos).

Revisão, como faço?

É, sei que ficou estranho o método de revisão da minha primeira planilha; quando você está em ano de vestibular, no clímax e anticlímax com as suas imperfeições, e quer fazer o que nosso organismo se esforça ao máximo para manter-nos saudáveis (homeostase), as mudanças são necessárias! Tanto é que um novo mantra que direciona meu pensamento e minhas ações é termo em latim que li no livro “Memórias Póstumas de Brás Cubas” do Machado, nos últimos capítulos, “Tempora mutantur” (os tempos mudam). Uma das poucas verdades absolutas e irrefutáveis, diz respeito às mudanças causadas pelo tempo. Os tempos realmente mudam. Você não é como era no dia anterior. Você matou seu “Eu” passado, e é um novo Ser. Somos seres em constante metamorfose. E até quando partirmos, nossa matéria se transformará. Então, quem sou eu pra ter medo ou pra evitar a mudança? Nada melhor que seguir aquela “voz interna” que diz:”você precisa fazer isso”, “se continuar fazendo dessa forma, chegará no final do ano sem ter atingido sua meta”. Então, o que mudei? Minhas revisões hoje não constam na planilha. Eu simplesmente faço um esforço pra adiantar a parte teórica com aplicações pontuais, pois, depois me sobra muito tempo pra fazer revisão toda semana. Darei um exemplo. Eu finalizei o conteúdo de Mecânica Clássica adiantado, era para finalizar em outubro, finalizei antes do início de julho. O que faço pra não esquecer e não perder a prática? Vamos lá: nas horas que estaria vendo um novo conteúdo – o que adiantei -, eu faço listas do que já estudei. De tudo! Faço uns três exercícios de cada conteúdo estudado, até o último visto. Todos nivelados, básico – revisão de conceitos -, médio – densidade teórica – e difícil – aprofundamento do conhecimento, ver até onde consigo chegar -. E faço isso sempre. Toda semana. Farei até o último dia de preparação para o vestibular. E se encontrar mais complementos para meus métodos, seguirei e testarei. Afinal… Tempora mutantur…

Eis um exemplo de revisão em exercícios de Inequação Polinomial do 2º Grau.
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Você tem conteúdos em atraso?

Seria mentira se dissesse que não. Alguns conteúdos me permito atrasar. Até porque sei que dará tempo de finalizá-los, ciente de que terei dias pra tirar o atraso. Esses conteúdos são os mais chatinhos, que estudo mais gradualmente, que não assimilo com tanta velocidade, e repito várias vezes pra cada vez ter mais solidez na assimilação. Um exemplo é a Gramática. Se querem outro… Alguns tópicos de Geografia. Como são coisas mais complicadas de interiorizar, é necessário permitir-se um contato mais ponderado desses assuntos. Não atrasei muita coisa. Só que acelero só assuntos mais fáceis destes. Não tem como ser um “robozinho”, fechar cada bloquinho com a certeza de que nunca vai errar mais aquilo… Se fosse assim, seria maravilhoso. Mas, não é.. rs Então, nos viramos com a nossa humanidade. 

E a planilha? Você registra os conteúdos que fez?

Sim. Registro todos. Essa parte não tem como não ser burocrático. É o meu rendimento que está registrado, e um filtro interessante pra saber o que preciso aprofundar, e qual a linha seguir sem se perder. Então, é relevante registrar as conclusões, pra saber com exatidão, quais os assuntos que farei listas de revisão. Uma coisa bem prática que utilizo fora dessa organização metódica, é quando tenho tempo livre e nada pra fazer, pra otimizar o tempo e matar o “tédio”, pensar em partes dos conteúdos de exatas que não me sinto tão seguro, e fazer exercícios daquilo. Sério… Não consigo ficar parado. Só paro de vez quando estou dormindo. Fazer exercícios é maravilhoso. Além de te dar segurança, te poupa muito tempo em revisões específicas. Pra tentar abarcar o máximo de conteúdos úteis e que a maioria das pessoas erram.. E que podem fazer diferença nos desempates! Você precisa se ver como alguém que sempre pode melhorar. Que nunca será completo, e sempre buscará o conhecimento que te falta. Isso não te permite a acomodação. E é um passo importante para o repertório necessário da vida universitária.

Exemplo da planilha de organização preenchida com as atividades que fiz, não tentem decifrar, pois é uma distribuição conforme as minhas necessidades, mas, por curiosidade, dou como exemplo 6 – Fís_1_1 (Dia 6 – Física Pasta 1 – Bloco 1). Daí, abarca os conteúdos que organizei de modo que ficasse mais proveitoso meu rendimento e minhas necessidades. 
asasasssssssssssssssssssssssss

Considerações Finais

Eu só desejo à todos muito sucesso na preparação. Muito obrigado pela mensagem, por toda a repercussão do Blog que está beirando o primeiro milhão de visitas. Vocês são o motivo de continuar com esse Projeto. Vocês que, assim como eu, acreditam no futuro, querem mudanças, querem sempre atingir o máximo de evolução como pessoa. Espero com meus sinceros desejos que consigam suas vagas. Porque é assim que a Medicina fará a diferença. Tendo consciência e preocupação com as pessoas, desde a vida como vestibulando. Sem egoísmo, mas, longe de ser o ser mais altruísta do mundo, só fazendo a nossa parte, sem querer prejudicar os outros. É possível passar e torcer para seu amigo passar, ajudando-o quando requisitado. Tenho amigos que prestam Medicina que estão comigo até hoje, mantenho o contato com todos. E torço pra alcançarmos a realização juntos, no mesmo lugar – de preferência -, porque são amizades que aconteceram num momento de autodescoberta.. E que agora fazem parte da minha vida. E torço por essas pessoas. Assim, como torço por vocês! Foco, força e caFÉ!

(DIÁRIO) MARÇO DE 2017 – O que ando fazendo do meu conúbio com o vestibular?

PUBLICAÇÃO ||05 de Março de 2017 || ATUAL**

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Que coisa, heim gente? Eis que estou em meu primeiro diário de 2017! Olhem os meses passando… Lembro que em algum texto atrás vos disse que “um ano voa…”. E não é que isso está acontecendo de novo? Bom! O que ando fazendo da minha vida nesses dias que fiquei meio isolado do Blog. Vejamos… Além de ter posto meu plano de estudos em prática, fazendo várias adaptações e só conseguindo relativo êxito de um esboço fixo em meados de fevereiro, as matérias estão entrando e os registros de “fase concluída” sendo relatados na minha pasta de administração de estudos. Não vou lhes dizer que é alegria o tempo todo, porque já passei por estágios de matéria acumulada, principalmente, antes de pegar ritmo novamente. E muitas coisas que fiz no primeiro calendário que postei aqui no Blog, principalmente no que refere-se ao quadro de provas, tive que dar uma flexibilizada, e melhorar no quesito: distribuição de provas ao longo do ano. Foi uma dor de cabeça extra, mas quando você vai “tocando o barco” no seu roteiro, você vai percebendo o que está dando certo e o que está fazendo a maré se levantar lentamente contra a sua pessoa. Só que nesse momento você precisa utilizar a experiência dos erros para perceber que algo tem que ser feito, e não apenas perceber, senão não adianta de nada! E, daí, cometemos outro erro passado. Não.. Não.. Hoje sou um homem movido pela ação planejada e não pela ação imaginada! Pelos atos pensados, mas, executados! Sem nenhum medo. Os prejuízos podem ser trabalhados, mas o que importa no final não é só a parte. Mas, o todo. De que adianta subir um degrau e vibrar por isso, se você não continuar subindo e subindo, e subindo.. E se dando conta de que você já está perto do final. Então, o todo, o somatório das vitórias é muito importante, porque ele é tudo o que te fez ser o que és hoje! É como vejo. Por isso, mudanças são necessárias sempre que seu instinto e seus resultados dizem que é preciso flexibilizar algo. E minha vida? Só estudos? Não.. Não… Eu não vou dizer pra vocês que sou o “senho baladeiro”, aliás, sou um “furão..”. kkkkk. Furei muito com meus amigos, sou aquele cara que vai desistindo de sair gradativamente, até porque não gosto de sair. Mas, aprendi que o verbo “viver”, não é somente, sair e forçar o divertimento (se isso para você não é divertimento). Viver é fazer o que te faz bem. O que tira a sua sobrecarga, o que gera força motriz pra você atropelar os obstáculos. Eu converso com minha mãe, amo falar com ela até de Futebol!! Vejam, ela ama Futebol, o nosso Corinthians. Eu gosto de ler sobre futebol também, pra ter argumentos com ela… kkkkkkkk E além disso, amo meus irmãos, minha família. Jogo video game também nos finais de semana. O velho “rachão” de futebol com meus irmãos. Aquela briga pra ver quem ganha os campeonatos e quem é o primeiro lugar… Olha o espírito do vestibular em lugares que você nem imaginava… kkkkkkk. Bom, além disso, todo final de semana durmo na casa da minha vó. Lá a gente conversa até tarde, bebo aquele maravilhoso e revitalizador café com leite da vovó na xícara feita sob medida para o meu conforto psicológico kkkkkk, assisto filmes até tarde com meu irmão, e converso muito com minha avó! Ela agora está dormindo mais tarde. Amo minha veinha!! Perdi meu avô, mas onde quer que ele esteja, está feliz em nos ver todos juntos, vivendo. Ele sempre foi alegre e  não ia querer ver só melancolia. Sempre bate aquela tristeza às vezes, é inevitável. Mas, quando isso acontece, nada melhor que curtir a presença daqueles que importam para a gente e que ainda fazem parte desse plano. Esse ano estou com poucos amigos presentes, só os remanescentes que me aturaram… kkkkkk. Todos eles focados no vestibular. Então, já dá pra ver. Converso todo dia com um amigo meu, mas é aquilo.. Falamos uns minutos, nos motivamos, e damos aquele “agora foca aí velho! quero ver você aprovado ano que vem heim, vai estudar!!!”. Todos encarnados. E isso resume a minha ausência. Ah! Estava tendo pouca evolução na academia! kkkkk Então, replanejei isso também, estou malhando em casa. E nas minhas férias (mês que vem) pretendo dar uma intensivada só pra  perder uma barriguinha de herança do sedentarismo… kkkkkkk. Quero correr no parque. Vou ver se consigo convencer minha mãe de ir comigo! Sobre as redes sociais… Dei uma isolada. Eu entro sempre que dá vontade no Facebook (ultimamente, ando muito sem vontade de facebook), só quando dá vontade de postar uma letra do Chico e fazer monólogos sobre essa letra kkkkkk, ou até mesmo postar uma reflexão. Sempre que vem. De tudo, não necessariamente de vestibular… Bom… Perdi meu celular ontem e estou sem WhatsApp, e vejam! Eu só estava entrando no Whats das 21 às 0h30. Que era meu tempo de redes sociais. E muitas vezes nem lembrava de ligar o celular… Então, decidi que só pegarei outro no final do ano. Assim, sem WhatsApp, já me livro da necessidade de ter um horário pra entrar num aplicativo que estava quase esquecido… kkkkkk. E acho que é só isso… Desculpa a informalidade, meu Diário; só queria ser mais próximo de você e de quem o lê. Já que as dissertações já exigem minha atenção gramatical. Não quero mecanizar isso aqui não… kkkkk Chega de vestibular, aqui é pra respirar. Então… Vou nessa!! Estava com saudades. Em breve postarei de novo. Aguardem! rs