WILSON JUNIOR – APROVADO |BC&T – ENGENHARIA AEROESPACIAL – UFABC|

Salve, caros! Hoje decidi cumprir uma promessa que fiz com meu amigo ainda no cursinho. Disse que quando ele passasse, o entrevistaria para o Blog.
Isso aconteceu, e eu quase descumpri minha promessa! (risos)
Espero que sirva de inspiração para muitos de vocês. Ele não queria Medicina, mas, o que sempre me inspirou nele foi a vontade de aprender e desvendar o universo. Além de ter uma história de luta e superação assim como nós, em que abdicou de muitas coisas para se realizar. Isso serve de exemplo para não acharmos que a luta só existe quando alguém presta medicina. Todos que lutam por educação nesse país, são inspirações num momento tão conturbado, e com toda certeza, fazem parte do que há de melhor no desenvolvimento humano contínuo, pois deixarão seu legado para as gerações futuras.   
Aos que estão indecisos na área das exatas, talvez essa seja a oportunidade de esclarecer muitas dúvidas! Quem já está convicto que quer medicina, agarre o ímpeto e a energia dessa entrevista, infle o fôlego e continue focado na luta.

Sem mais delongas, vamos à leitura…

  • Quem é Wilson Junior e o que está fazendo atualmente?

O Wilson Junior é como todo jovem sonhador, teimoso, insistente, com muita vontade de realizar cada sonho. Fiel seguidor da filosofia “sempre grato, mas, nunca satisfeito” e também alguém que não só venceu, mas, vence suas limitações todos os dias.
Atualmente eu sou aluno de Bacharelado em Ciência e Tecnologias na Universidade Federal do ABC, com ênfase/especialização em Engenharia Aeroespacial.

  • Qual sua sensação ao se deparar com a realidade do vestibular? Sentiu dificuldade no início?

O meu primeiro contato com o vestibular foi em 2012, naquela época havia 2 anos que tinha saído do ensino médio, não tinha muita noção do que era realmente o vestibular e fiz o ENEM totalmente despreparado, não havia cobrança e eu nem sabia o que queria naquele momento.

Em 2015 quando iniciei a minha jornada no vestibular. E já me deparei com um obstáculo gigantesco: a realidade do cursinho. Fazia 5 anos que estava longe da escola, alem disso, escola publica, dessa forma, eu realmente não sabia nada, nada mesmo!

O primeiro contato com as questões foi horrível, raramente fazia 3 exercícios por modulo sem ficar horas quebrando a cabeça, a dificuldade era imensa e isso me deixava muito para baixo, alem disso, tinha que conciliar a rotina de estudos com o trabalho, fora a defasagem, tinha que trabalhar para manter o cursinho, o que aumentava a tensão e a responsabilidade de me preparar para o vestibular. 

  • Quanto tempo de preparo até a aprovação? Quais foram os maiores desafios nessa etapa?

Foram 3 anos de preparação, de muito estudo e dedicação. Tive inúmeros desafios, conciliar trabalho e estudo foi um dos maiores, dormia muito pouco, no total eram 4 horas por noite. Naquela época o cursinho mais próximo ficava a 4 cidades de onde resido, eram 3 horas de transporte publico todos os dias, meu cansaço era imenso.
Alem disso, tinha a questão financeira, as vezes a conta não batia e isso refletia diretamente no meu desempenho.

Outro desafio que tive foi aprender tudo do zero, sonhava com uma profissão que exige muito conhecimento e maturidade em conceitos complexos na área de exatas, e eu não tinha noção nenhuma de nada, mal sabia manusear as equações, foi muito difícil aprender tudo em pouco tempo, sem contar o pouco tempo que tinha disponível para isso.

  •   Resuma seus anos de cursinho e diga quais as estratégias que mais deram certo para você se tornar um estudante de alta performance.

Meus anos de cursinho se resumem em muito autoconhecimento, eu sempre fui muito intenso em tudo, e isso em alguns quesitos que ditam um estudante de alta performance nem sempre é positivo.

Nos dois primeiros ano eu trabalhei. O primeiro ano foi aquele famoso passeio no cursinho, por mais que eu me dedicasse, eu tinha muita coisa para aprender, eu basicamente tive o primeiro contato com todo o conteúdo, era muita coisa para absorver. O segundo ano, com um pouco mais de maturidade e conteúdo eu tive um pouco mais de aproveitamento, aprofundei conceitos e foquei no que não tinha aprendido, porém, ainda havia muita coisa para aprender. Meus resultados foram melhores, mas, não o suficiente para ser aprovado. Já no terceiro ano, foi o ano de consolidação e também de maior aprendizado.

Minhas estratégias variavam de acordo com minha necessidade, uma que me ajudou muito para absorver conteúdos mais complexos foi focar em questões de segunda fase, aquelas bem conceituais, além de organizar as idéias ao escrever, eu absorvia mais conteúdo e buscava sempre implementar informações que me dariam o diferencial em uma prova escrita, embora não fosse o meu foco. Isso me dava agilidade nas questões de múltiplas escolha.
Outra que me ajudou muito foi direcionar minha energia e ser o mais organizado possível. Todo dia tinha metas a cumprir, “preciso aprender esse conteúdo, fazer uma quantidade X de exercícios de tal assunto, fazer uma redação, ler noticias”, etc. Isso me ajudou muito com os conteúdos, na revisão e por incrível que pareça, ainda sobrava  tempo para tirar um descanso. O que foi primordial para esse ano em questão; aprender a descansar é de suma importância para se dar bem nos vestibulares.

  •  Como era para você saber que teria que estudar mais um ano por não ter atingido seu objetivo? Como lidava com o fracasso?

O primeiro NÃO foi dolorido, eu não tinha muita noção do quanto estava despreparado para atingir meus objetivos. Tinha me esforçado muito para não ter chegado nem perto da vaga e isso é muito difícil de absorver. Todas as expectativas para uma nova etapa e de repente você descobre que não deu certo, como disse, foi dolorido.

Nessa ocasião eu fiquei muito mal, fiquei uma semana sem praticamente falar com ninguém sobre a reprovação, até que finalmente me abri para minha mãe, ela sempre foi o meu maior pilar nessa etapa, coletei aquela esperança e me recuperei da queda.

O segundo NÃO foi o mais difícil para mim, naquele ano em especial, tive problemas de saúde, quase morri, literalmente! Tinha sido um ano de muito sacrifício, muita dedicação, minha saúde mental e física estavam esgotadas e acreditava muito que daria certo, mas não deu.
Nesse ano em especial, tive que tomar uma decisão: continuar trabalhando ou ir buscar o sonho, em pleno ano de crise política e econômica, sair de um emprego que tinha estabilidade e ir para uma sala de cursinho sem nenhuma garantia. Esse era o preço de continuar buscando meu sonho.

Além de todos esses problemas, vi pessoas importantes para mim serem aprovadas, que estavam ali comigo sempre, por um lado fiquei muito feliz por vê-las dando um passo à frente. Por outro lado, não estar com eles foi muito difícil. Em ambas as ocasiões eu me permiti sofrer, aprendi muito a respeitar meu tempo e duas coisas marcaram muito a minha volta por cima, uma delas foi minha mãe, que sempre esteve ao meu lado, ela sempre acreditou muito em mim. Me lembro de quando contei para ela sobre a minha segunda reprovação e a decisão de largar o emprego, ela olhou para mim e disse que para construir foguetes, eu ainda teria que encarar coisas mais difíceis do que isso, e não é que ela estava certa? Hahaha Aquilo me deu muita força e continuei.

Outro fato marcante foi um trecho de “Quando me amei de verdade”, que dizia: “Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Hoje chamo isso de… Amadurecimento.”, era tudo o que eu precisava naquele momento.

  •  Qual foi sua postura nos estudos no ano em que você foi aprovado? Diria que seu fator determinante da aprovação foi qual?

Eu não tinha outra opção a não ser me entregar totalmente ao meu sonho, acreditar que seria o ultimo ano de vestibular e que ao final deste, estaria de cabeça erguida independente do resultado.

A minha postura e também o fator primordial para a minha aprovação foi ter como lema e identidade: “Aonde minha inteligência não atingir, chegarei com meu esforço!”
Eu levo isso até hoje, não só em relação à minha vida acadêmica, mas em todos os âmbitos desta.

  •  Como foi finalmente ver seu nome na lista de aprovados? Você estava em que lugar, quem te informou?

Especialmente nesse ultimo ano de preparação, eu realmente me entreguei a causa, acordava as 6 da manhã todos os dias e ficava até as 21h estudando, só não estudava mais por causa da locomoção que tinha da minha casa até o cursinho, eram 4 horas de transporte publico (lia as obras obrigatórias e me atualizava nesse meio tempo, claro! (Haha) Fora os anos anteriores de dedicação e sacrifícios que tive que fazer para estar ali. Cada um sente na proporção da importância que aquilo é para você… Vamos à narração desse dia…
 – Foi numa segunda-feira de manhã, que saiu o resultado. Eu estava em casa, mais especificamente dando F5 a cada segundo na pagina do SISU hahaha, quando finalmente, liberaram as notas e me veio, imediatamente, aquela sensação que não consigo descrever em palavras. Sentei na minha cama e olhei para a minha escrivaninha. Naquele momento veio um flashback de tudo que havia encarado para chegar onde havia acabado de chegar, todos os dias que acordei às 6h para estudar, tudo, e o único sentimento que predominou naquele momento foi GRATIDÃO por não ter desistido! Sabe quando você olha para o espelho e sente orgulho do que vê, pois então, foi exatamente essa a sensação.
28378089_1686966798029741_6446442187284046994_n

  •  Se seu “eu” atual tivesse o poder de intervir em seu “eu” passado durante o processo de vestibulando, você daria algum conselho para ele?

Sim, sim!

Continue, não olhe para trás, acredite no seu potencial, tudo o que está acontecendo, está te fazendo crescer, por mais que esteja difícil conciliar tudo, o seu “eu” de amanha será muito grato à você por não ter desistido. Conecte os pontos!

  •  Você já pensou em desistir?

Nunca, por mais que eu tivesse exausto, sem condições de seguir, sempre optei por acreditar no melhor para mim. Quando aprendemos isso, a não aceitar qualquer coisa da vida, a lutar pelos seus ideais, em qualquer sinal de cansaço, aprendemos a respirar fundo e descansar.
Como disse Renato Russo em uma de suas canções “Mas é claro que o sol vai voltar amanha, mais uma vez, eu sei…quem acredita sempre alcança!”.

  •  Aos leitores que estão indecisos entre seguir o curso de Engenharia ou Medicina, o que você pode dizer sobre seu curso que traria mais esclarecimento para que eles pudessem tomar uma decisão mais consciente?

Ambas as áreas exigem extrema dedicação, lidamos com variáveis que podemos e não podemos controlar. Na engenharia sempre buscamos o melhor resultado, a otimização e a inovação, se você leitor(a) é uma pessoa que se identifica com desafios tecnológicos, resolução de problemas, desde o mais simples até os mais complexos, gosta muito da área de exatas em geral, tem um perfil mais analítico, mais “racional” dos fatos, engenharia é uma área interessante a se seguir. Na UFABC em especial, estamos o tempo todo lidando com a interdisciplinaridade, esse é basicamente o perfil de um engenheiro do século 21, não somente nas áreas de tecnologia de ponta, mas no contexto geral. A inovação esta aí, a cada dia que passa estamos mais próximos de atingir patamares maiores de tecnologia, inteligência artificial, viagens interplanetárias, etc, a lista é longa. O mercado é amplo, mas extremamente concorrido, se optarem pelas engenharias, estejam aptos a terem diferenciais. Como diz Elon Musk em sua biografia, “estamos estagnados em determinadas áreas, saturando outras, precisamos diversificar.”

 

  •  Sobre as suas perspectivas da vida universitária, elas se frustraram? Ou você está fascinado com esse mundo que se abriu?

A universidade abre muita oportunidade, não somente profissional, mas de crescimento pessoal. Culturas, pensamentos, pessoas incríveis que buscam dialogar suas diferenças, é realmente um ambiente rico em diversidade que nos provoca à sair o tempo todo da nossa zona de conforto. Claro, se você tiver um mindset de crescimento e realmente aproveitar cada segundo. Eu particularmente estou em um lugar que realmente é a minha “casa”, gosto de ser desafiado o tempo todo, a estar sempre aprendendo algo novo, por mais que seja intenso, cansativo, todas as oportunidades que surgem te fazem crescer. Alem disso, muitos ideais que buscamos estão sempre em pauta dentro do ambiente universitário, é realmente incrível fazer parte disso tudo.
g

  •  Poderia falar um pouco sobre sua faculdade e seus projetos acadêmicos?

A UFABC é uma universidade com o perfil diferente do padrão, a começar pela interdisciplinaridade. Sobre o viés das ciências exatas e biológicas, temos uma base muito complexa que contêm eixos diferentes, ciências naturais, humanas, computação, etc.
Isso diversifica e correlaciona as áreas entre si, ao mesmo tempo que exige que um aluno de biológicas saiba de programação, um estudante de engenharia deve saber sobre a sociedade fora da perspectiva “exatóide”. Isso diferencia os alunos que vão cada vez mais se destacando no mercado devido a rotina que é imposta dentro da universidade, sem contar as inúmeras oportunidades que a própria instituição oferece.

Faço parte da UFABC Rocket Design, uma das principais equipes de competição da UFABC no setor aeroespacial.
Projetamos e fazemos foguetes para competições universitárias no Brasil e fora. O atual projeto da equipe se baseia em duas competições, o festival brasileiro de mini foguetes com os projetos Porã e Bacuri e o maior projeto da equipe hoje, o projeto Angra, o qual irá fazer parte da principal competição universitária de foguetes do mundo, a Spaceport America cup, nos Estados Unidos, em junho. Até então, a equipe é minha principal atividade na universidade. Fora da vida acadêmica, futuramente já tenho em mente os próximos passos na graduação como iniciação cientifica, congressos, etc.
IMG-20190407-WA0024

  •  Saindo de perspectivas passadas ou futuras, o que você diria hoje para si, após todas as conquistas que já alcançou e sobre os projetos que iniciou?

Gratidão. Eu acredito que antes de qualquer outro sentimento, ser grato por tudo é o mais importante, desde os momentos ruins até os melhores. Não foi fácil conquistar a vaga, estar onde estou agora me custou muito sacrifício e me fez crescer e ter a perspectiva que tenho hoje.
Orgulho, por ter sempre buscado o melhor para mim, estar na universidade, na equipe e poder fazer parte de coisas grandes são minhas maiores vitórias e claro, sonhar cada vez mais alto e continuar ligando os pontos, no final, tudo se encaixa.

  •  O que te faz acordar todos os dias disposto a fazer o que você faz? Qual a força motriz da sua vida?

Propósito. Sempre acreditei que um ser humano que tem um propósito, tem tudo.
O futuro pertence a àqueles que ousam buscar seus sonhos, independente de profissão, quando você tem algo à cumprir, você sempre tem um lugar para ir.

Como eu disse anteriormente, fazer parte da equipe, conhecer pessoas incríveis não só do Brasil, mas do mundo inteiro, trabalhar duro para se auto-desenvolver e consequentemente desenvolver a ciência brasileira e ter sempre em mente uma direção, são alguns dos pilares da minha força motriz. Isso em uma perspectiva individual, no coletivo, sou de origem simples.
No lugar que moro há inúmeros jovens que crescem acreditando que uma vida sem oportunidades é a única opção. Sair de onde saio todos os dias e estar aonde estou hoje, com muito esforço e dedicação, mostrar pra eles que é possível, e ver que eles estão começando a acreditar na vida, pra mim é uma das minhas maiores conquistas e o que me faz levantar todos os dias com o máximo de energia possível.

  •  O que você gostaria de dizer aos os leitores/vestibulandos do Blog?

Aos leitores e vestibulandos que estão nesse momento tão intenso, tão incerto da vida de vocês, eu gostaria de dizer para não desistirem.
Quando sonhamos, independente da profissão, toda visualização de futuro torna-se parte de nós, de quem somos. Toda vez que você luta por isso, você esta lutando por você, hoje exclusivamente, amanha pelas pessoas mais próximas. Dificuldades, obstáculos, medo, cansaço, sempre existirão e farão parte da nossa rotina, mas quando se há clareza do que você quer, de onde você quer chegar, isso se torna o seu escudo para sempre seguir em frente.
Não há conquista sem lutas e sacrifícios, mas a recompensa por toda essa trajetória não tem preço. Respire fundo, conecte-se com seus sonhos, com você e tenha em mente que seu esforço chegará onde sua inteligência não atinge. Espero ter contribuído com aquele “gás” que é tão importante para continuar se dedicando e finalmente chegar aonde cada um de vocês almejam estar.

Espaço para divulgações:

A UFABC Rocket design tem um sonho muito grande que é participar da Spaceport America Cup, umas das competições mais importantes no ambiente universitário no setor aeroespacial do mundo, com nosso foguete Angra. Estamos a todo vapor e ansiosos para esse momento, vamos representar não somente a universidade, mas o Brasil nesse evento que conta com as melhores universidades do mundo no setor.
Além do alto nível de complexidade da competição e do gabaritado publico participante, no qual estamos trabalhando duro para chegarmos com tudo e conquistar o melhor resultado (A equipe já participou da competição e ficou em 5° lugar com o projeto Tupã), temos um grande obstáculo à vencer (e vamos) que é o financeiro. Infelizmente não temos total suporte da universidade devido às limitações da mesma em relação ao orçamento, mas estamos numa campanha de arrecadação de recurso, fazendo a famosa “vakinha” para atingirmos esse objetivo e fazer nosso foguete rasgar o céu dos Estados Unidos. Ajude-nos à ir para a competição, é só entrar no link abaixo e doar. Compartilhe também!
O link da vakinha, site da competição, instagram e facebook da equipe e o meu instagram estão nos links abaixo:

Link Vakinha: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/494421

Facebook equipe: https://www.facebook.com/ufabcrocketdesign/

Instagram equipe: https://www.instagram.com/ufabcrocketdesign/?hl=pt-br

Site Spaceport: https://www.spaceportamericacup.com/

Instagram pessoal: https://www.instagram.com/wilsonjr93/?hl=pt-br 


Agora sou eu, gente! O Alê.
Espero que vocês tenham gostado da leitura. Eu me orgulho muito do Wilson, tinha deixado para ler a entrevista quando fosse postar, porque é um momento único de rememorar o tempo em que fizemos cursinho juntos. E aproveito para enfatizar, quem puder, ajude! Seja como for, compartilhando ou no auxílio financeiro. Sabemos como o incentivo à educação é dificultoso nesse país. E temos tudo para conquistas científicas, por mais que nossos governantes não estejam interessados na nossa ascensão intelectual.
Abraços e foco no Jaleco!👨‍⚕👩‍⚕