Acreditar não é suficiente…

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“Quanto mais nos elevamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar”  Friedrich Nietzsche

Lembro ainda hoje quando decidi fazer medicina. Passados alguns dias da catarse que tive, fui pesquisar mais a fundo a ideia de abrir mão de uma história que poderia ter se tornado real, mas, não necessariamente era a realidade que eu queria vivenciar.
Para quem acompanha o Blog há alguns anos a referência é mais clara. Entretanto, aos recentes leitores, explanarei… Não serei tão específico com datas, até porque minha memória é tão sólida quanto a possibilidade de entrar duas vezes no mesmo rio (Heráclito daria risada dessa piada 😂). Deixando meus péssimos trocadilhos de lado, foi assim…
No ano em que estava prestes a me formar como Técnico de Enfermagem, fiquei balançado com algumas histórias que li a respeito de pessoas que tinham profissões renomadas e que abriram mão de todo o prestígio que tinham (conheço gente bem sucedida que largou tudo), para entrar nesse mundo louco de vestibulares. Até esse momento tudo era apenas um sonho, um belo e maravilhoso sonho (eu ainda tinha uma visão bem pueril do vestibular de medicina, não havia conhecido seus espinhos mais intimamente), estava prestes a entrar de cabeça na busca desse sonho.
O catalizador que faltava para acelerar o processo só veio após a maior experiência que tive – até hoje – e que me fez perceber que meu sonho era, com efeito, medicina. Isso ocorreu numa visita que fiz em um Hospital durante o estágio. Até aí, tudo normal. Era só mais um dia de prática de enfermagem. Porém, como tínhamos poucos pacientes, sobrou bastante tempo para circular no Centro Cirúrgico. E de repente, nossa professora disse que conseguiu com um responsável que permitisse que nós assistíssemos a uma cirurgia ortopédica, os médicos estavam na metade da cirurgia, já tinha algumas horas. Era um procedimento no fêmur, para colocar pino e placa. (qualquer incoerência, perdoem-me! O desejo é me tornar médico, ainda não sou um…). Nunca antes do ocorrido tive uma experiência tão íntima com a medicina. Por isso, tive uma catarse. Inicialmente, quando anunciaram a oportunidade, fiquei com medo de desmoronar todo o resquício de sonho que estava alimentando internamente. Mas, definitivamente, após esse dia, nunca mais fui o mesmo! Foi uma experiência determinante para que me tornasse o vestibulando aguerrido de hoje. O tempo? Ele passa para qualquer um. É impetuoso. Sei que já faz alguns anos que estou nessa luta. Porém, no mesmo dia em que assisti esse procedimento, decidi que seria médico. E minha promessa foi: estudar até passar. Para que descumprí-la? Só por causa do capricho de quem enxerga o tempo numa perspectiva individual e ínfima? A experiência desses anos espinhosos me fez criar uma blindagem contra as pressões sociais que vivemos, que tentam criar uma reificação total das coisas, isso inclui até mesmo a reificação do ser humano nos moldes e pressas do mercado. Aprazivelmente, meu único intuito é: passar no meu tempo.

Mas, afinal…
O que eu quis dizer com “acreditar não é suficiente” ?

Não é tão simples como parece. Algum leitor mais desatento pensaria que perdeu todo seu tempo chegando até aqui, para ler o óbvio. E fecharia a página enfurecido pelos minutos que serão descontados dos cálculos das questões de refração. Mas, assim como a refração não é tão óbvia aos nossos olhos e por isso existem equações que nos fazem compreender melhor esse espinho – para alguns – (hoje estou impossível 😂²), títulos aparentemente óbvios podem ser mais profundos do que esperávamos. Esse é um exemplo.

Justificando…

Quando estamos estudando para um curso tão concorrido como medicina, acabamos irresistivelmente indo atrás de fontes motivacionais para nos inundar de “vontade de potência“. E é algo que de fato ajuda. Agora… E quando você está tão exaurido, enfadado do tempo em que presta vestibular ou até da rotina desgastante, que você não sente motivação com qualquer fonte motivacional? Já chegaram nesse extremo? Eu cheguei. E o que foi preciso fazer para continuar focado nos estudos? Na Grécia Antiga, muito antes de qualquer doutrinação, Aristóteles dizia: “A virtude consiste em saber encontrar o meio termo entre dois extremos.” Isso significa que viver em um dos extremos, pode ter o peso da autodestruição. A prudência é o caminho da realização equilibrada, é exatamente o que comecei a entender depois de secar minhas fontes. Não adianta passar em medicina sem condições físicas ou psíquicas para cursar.
Se motivar demais não traz resultados concretos. Assim como viver uma vida sem nenhum significado. É simples atingir a nossa prudência. Basta atender as nossas necessidades como indivíduos, sem nos deixar corromper pelo sentimento de fugacidade que as pessoas nesse mundo contemporâneo respiram. Isso retoma a ideia que elucidei sobre reificação, que é viver num mundo dominado pela ideia de consumo, a ponto de reificar tudo aos moldes do mercado, os afetos, as pessoas e a ideia de tempo…

Como busquei conhecer a minha prudência?

Antes, justificando o termo “minha prudência”, quero me referir desse jeito porque  concerne ao meu equilíbrio, não é o seu. Meus extremos são diferentes dos seus. Por isso, cada um precisa tentar encontrar os próprios e centralizá-los, de modo que as vicissitudes sejam suprimidas, mas, sem auto-repressão. Sei que é complexo, todavia, no fundo vocês entenderam o que quis dizer.
A princípio, não é sempre que me sinto bem. Isso faz parte do jogo. Contudo, sei lidar com meus momentos de fraqueza. E não deixo de vivê-los. Até porque torcer para a vida passar apenas aos bons momentos é, simplesmente, não viver. Pois os momentos ruins são muito mais duradouros, e não preciso ir muito longe para encontrar exemplos. Faz parte dessa nossa natureza perturbada que já brotou na terra sem saber “O que sou?”, “De onde vim?”, “Para onde vou?”, “O que é que estou fazendo aqui?”, temos sempre mais indefinições, do que respostas.
Sei que para alguns não fará sentido, porém, quem está levando isso a sério, quem tem contato com o conhecimento de uma forma íntima e não apenas automática com um fim exclusivo de aprovação… Quem consegue sentir o que está estudando e entender que todo conhecimento faz parte de um processo de aprimoramento e compartilhamento entre seres humanos para que pudéssemos sair do estado de Natureza, para que atingíssemos avanços significativos que melhoram nosso IDH, que reduzem nossa mortalidade infantil, que aumentam nossa expectativa de vida, que reduzem significativamente a fome global (apesar de algumas controvérsias), melhoramos muito devido esse aprimoramento intelectivo e capacidade de cooperar. Então, é o mínimo que posso me dispor a fazer. Aprender! Por mais que eu sinta dificuldade (todos nós sentimos), independente de precisar repensar meus métodos sistematicamente, minha forma de produzir conhecimento, minha forma de pensar… Independente dessas instabilidades e inconstâncias, faço o máximo esforço para aprender melhor. Não apenas decorar as coisas. Aprender e entender tudo o que me cerca. Se querem que compartilhe algo que traga a importância de aprender, e não apenas decorar, elucidarei. Tenho um amigo que fazia cursinho comigo e que hoje faz Medicina na UFRGS, nos comunicamos na medida do possível com alguma frequência. Ele disse algo que guardei e que considero positivo no meu método de estudos. Ele contou que levou tempo para passar, mas que fez de tudo para aprender verdadeiramente o máximo que podia, sem ficar apenas decorando as coisas. Ele queria de fato ter conhecimento para uma profissão tão exigente e importante como a nossa. E isso fez muita diferença na vida estudantil dele na Faculdade de Medicina, pois muitas pessoas do curso adotaram o método mais imediatista, e hoje encontram extrema dificuldade para acompanhar, se adaptar ao conteúdo denso e a buscar uma forma mais eficiente de estudar (coisa que poderia ser planejada enquanto vestibulando, mesmo que levasse mais alguns anos), tanto é que ele foi um dos poucos da turma que tirou uma nota bem alta numa prova difícil. Isso ele aprendeu enquanto estava no vestibular. Essa forma insistente de aprender, de buscar os ápices dos métodos que são eficazes nas suas características de aprendizado. Já antecipo que manterei esse amigo em anonimato, mas ele tem um papel muito positivo na minha preparação. Agradecerei bastante quando atingir meu objetivo.

Considerações finais

Se pudesse resumir tudo em uma única frase, seria numa máxima socrática (que tantas vezes já utilizei): “Conheça-te a ti mesmo”. E isso possibilitaria uma ponte com o conhecimento aristotélico e sua prudência, visando encontrar o seu equilíbrio através do autoconhecimento e do autoquestionamento. Se estiveres pensando que isso tudo é algo que se encontra nos livros de auto-ajuda (que ajudam alguns escritores a terem uma vida mais aprazível 😂³), estás nimiamente enganado. Isso não é receita desses livros (com todo respeito aos respectivos autores). É experiência de quem sente essa luta difícil na pele e precisa de subterfúgios para conseguir estudar todos os dias. Desse modo, levando em consideração os itens supracitados, já é mais que provável dar um salto qualitativo na situação de estudante. O conhecimento tem que ser levado a sério, porque não teremos as menores condições de sermos bons médicos, se não tivermos condições intelectivas de diagnosticar nossos pacientes, e não digo apenas uma avaliação física. Falo de uma observação profunda, do estado bio-psico-social do indivíduo. Infelizmente muita gente consegue passar apenas com conhecimentos aplicados em áreas exatas, mas, o médico não opera uma máquina. Ele precisa conhecer seu paciente, logo, precisa ter conhecimentos em Sociologia, Antropologia, Pscicologia e Filosofia, por mais simplistas que sejam, é preciso pensar nesse aspecto amplo, não apenas na parte prática. Sei que é exigir muito, entretanto, confiamos nosso bem mais precioso aos médicos, nada pode substituir isso, absolutamente, nada se sobrepôs a importância da vida. Se não fosse a importância da vida, não estaríamos nesse diálogo, não haveria uma preocupação em prolongar a existência humana, não existiriam cientistas preocupados com reprogramação genética, com pesquisas médicas na área de oncologia, com buscas cada vez mais vorazes em órgãos biônicos mais eficientes, em lugares com condições favoráveis ao desenvolvimento da vida, a literatura não se preocuparia com assuntos que adaptem o intelecto do indivíduo às mudanças que virão, etc… Não é preciso ser tão empenhado para perceber que a ciência se preocupa com a nossa longevidade e, sobretudo, com a vida. Sei que o mercado acabou criando interesses paralelos e de certa forma direcionando as pesquisas, entretanto, para que haja mercado, é preciso que haja consumidores. E para haver consumidores, é preciso que nossa espécie esteja viva.

Muito obrigado por ter chegado até aqui!
Agora me diga: o que você espera da sua vida nos próximos anos? Não precisa ser apenas “passar no vestibular”, vá além! Se tiver algum projeto, perspectivas, etc.. Compartilhe! E, novamente, obrigado pela leitura! ❤ 😘

  

11 comentários em “Acreditar não é suficiente…

  1. Sou médico, minha filha também, a princípio, pretendia ser, porém acabou se interessando por tecnologia. Dei graças a Deus, centenas de escolas formam milhares de médicos todos os dias… O governo e a sociedade não dão a mínima para a qualidade de formação, impera a lei de capitalista onde a saúde virou uma mercadoria, regateia-se desconto de uma micharia de 15 reais num exame não importa onde, poucos se preocupam de fato. Logo será insuportável ser médico… Ela pensa que o mehor é escolher algo na qual possa ter um vida digna de acordo com as reais possibilidades. Sinceramente, não sei se a Medicina como profissão de hoje para diante compensara todo seu esforço.

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    1. Eu também não sei, cesar. Por isso, prefiro arriscar. Em todas as profissões existem diversos riscos, estou disposto a isso. Entretanto, só pelo fato de estar fazendo o que realmente quero, já me sinto satisfeito. Essa contemporaneidade capitalista que visa o lucro e barateia tudo, até os profissionais, é lastimável. Infelizmente fazemos parte desse sistema. Nesse quesito não há muito o que fazer. Apesar da medicina ter alguns prejuízos por conta disso, na pior das hipóteses, ainda é uma realidade melhor do que a que vivo. Se fosse apenas por isso, para mim já teria grande valia. O útil se junta ao agradável, e estou confiante de que fiz a minha melhor escolha, então, vale a pena insistir.

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  2. Olá, Alexandre
    Eu que te acompanho há tanto tempo, consigo perceber seu crescimento. Seus textos estão cada vez mais mais profundos, hoje você transmite uma sabedoria que foi conquistada com todos esses anos de estudos.
    Tudo isso se somará a tua formação na vida acadêmica. Você se tornará um profissional com uma grande capacidade humana de enxergar o outro, com uma grande competência para avaliar as diversas situações, e encontrar soluções para os problemas vivenciados no dia a dia da vida de um médico.
    Continue na sua caminhada, que você está próximo da linha de chegada.

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    1. Muito obrigado, Sandra!! O importante no final é ter aprofundamento para conseguir lidar com a quantidade imensa de conhecimentos que serão necessários. E para não ser alguém que leva as coisas “com a barriga” na própria medicina, preciso entrar com plenas condições de me envolver com projetos importantes na Universidade, porque quando surgirem oportunidades, tenho que estar preparado. Sei que aparenta um pouco de euforia, mas digo isso na mais plena consciência das minhas possibilidades, sei que é possível atingir o que busco na medicina. Não ser mais do mesmo, é ser diferente. Manter esse espírito, independente das situações tristes que irão surgir. O importante é que estarei fazendo o que sempre quis, e isso já é motivo de não deixar o desânimo me sucumbir.

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  3. Alexandre,
    Exatamente, isso tudo que você diz é que será o diferencial em um bom profissional.
    Nosso país está passando por uma crise que atinge todas as áreas, e todas as profissões estão passando por esse momento de dificuldade e desvalorização.
    Acredito que somente conseguirão se estabelecer aqueles que fizerem escolhas pela vocação. Estes sim irão tornar grande profissionais.

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  4. Oi Alexandre! Belo texto, nessa época do ano começar bater um cansaço psicológico, parece que prova está tão perto e no mesmo tempo tão longe rs. Mas, eu penso que nesses 4 meses para prova é fundamental dá nosso força maior porque é o que irá fazer a diferença no final do ano. Eu estou muito cansada também. estou estudando de seg á sáb desde 29 de janeiro quando começou o cursinho do stoodi rs. Mas, nesse ano estou bem confiante terminarei todo os assuntos em setembro e outubro farei um ótima revisão de tudo. Melhorei bastante em redação e principalmente meu maior desafio de todos tempos entende a matemática cobrada no Enem kkkk. Mas, eu estou indo firme e foco nessa jornada de vestibulando. Um abraço ❤

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  5. Abraço, Catiane!! ❤
    Estou com uma sensação parecida. Ao mesmo tempo em que ainda existe tempo a ser consumido, estamos muito próximos das provas. Estou equilibrando as coisas. Faço dois turnos de estudos, e ao final de semana, uma prova e num dos finais de semana, revisão. Estou tentando ir mais tranquilo, sem exigir muito. Até porque preciso muito mais de sanidade e tranquilidade no momento da prova, do que bitolar em conteúdo. Aprendi muita coisa até esse ponto em que estamos. Também iniciei o Stoodi esse ano. Mas, estou estudando desde dezembro do ano passado. Eu tinha feito revisão de dezembro até meados do início do ano. E depois de revisar assuntos específicos, iniciei o plano do Stoodi. Estou adorando. Ano passado bitolei tanto em planilha que não consegui aprofundar muito as coisas, minha intenção era fechar assuntos. Esse ano estou mais tranquilo, porque sei que vai dar tempo de terminar tudo. Mas, como vi que não daria para fazer revisão, já iniciei as revisões desse ano antecipadamente. Assim, dou uma relembrada no que vi desde o início do ano, focado em exercícios… Enquanto estudo o conteúdo programático. Melhorei bastante nas provas. Tanto é que pela primeira vez fiz no primeiro dia de um simulado do Enem 75 acertos. Ainda acho pouco, dá para melhorar. Mas, já é significativo, considerando que no segundo dia estou ficando acima das minhas médias anteriores. Agora é focar para ir tranquilo e firme. Bons estudos!!

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  6. Oi,Ale!posso te chamar assim?é que já sigo seu blog a tanto tempo que me sinto sua amiga haha.Então,eu também prestei vestibular de medicina por muitos anos assim como vc,fiz provas até ano passado o ano que meu estudo desandou total porque eu já estava desgastada mesmo ,já tinha chegado num limite que nenhum conteúdo motivacional adiantava,mas ler esse seu texto hoje me fez pensar que não estou sozinha,que às vezes chegamos a esse extremo mesmo e que ainda assim podemos continuar tentando,claro! com a devida responsabilidade com a nossa saúde mental,hoje não faço mais as provas.Dei um tempo.Porque tive que seguir um outro caminho,mas não desisti e esse seu conteúdo me faz não perder as esperanças.Obrigada!te desejo tudo de bom e que sua aprovação chegue logo,vai chegar!bjs

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    1. Oi Michelle!! Tudo bem? Então, foi muito bom ler seu depoimento, porque realmente, todos os extremos são prejudiciais. Eu acabei percebendo isso. Hoje exijo menos de mim. Não me preocupo com o tempo ocioso que faço coisas não correlatas aos estudos. Eu preciso também viver as experiências prazerosas que eu quero da minha vida. Não apenas o que sou obrigado. As obrigações existem, mas nós precisamos atender as nossas necessidades. Às vezes precisamos parar e respirar. É normal. E você não está errada por fazer isso. Dê o seu tempo, retome seu espírito, limpe sua alma… Viva novas experiências. E quando se sentir pronta, entre com tudo e sabendo dos seus limites, respeitando-os. Você está se atendendo. Nós precisamos nos ouvir. Às vezes só precisávamos nos atender para poder atingir nossos sonhos. Pode me chamar de Ale sim! Aliás, é assim que meus íntimos me chamam. Considere-se íntima também! Já que você lê e sabe das minhas experiências mais pessoais, inclusive, meus sentimentos são postados aqui. Então, sinta-se a vontade! Espero em breve receber um comentário seu dizendo que está pronta. Mas, não se cobre. Respira, reflita, recarregue suas energias internas. E quando estiver pronta, vai ser um privilégio para Medicina te ter. Beijos e sucesso ❤

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