Sugestão para reflexões filosóficas

Olá, caros! Tudo bem?
Então, trago uma sugestão para quem curte aprofundar a sensibilidade reflexiva, para quem não gosta de frivolidades e prefere sentir a complexidade da profundidade existencial.
Há algum tempo conheci um leitor e vestibulando de medicina, Andreone Teles Medrado, e desenvolvi uma amizade muito saudável com ele. Inclusive, domingo fizemos simulado da Fuvest no Etapa e ele conseguiu fazer o que nesse ano de 2018 (e quase todo 2017) ninguém fez: me fazer sair de casa e após a prova, andar bastante por São Paulo e aproveitar o Carpe diem (risos).
Partindo ao ponto, ele também escreve em um blog. A última postagem que fiz “O tempo não pode ser sua desculpa…”, surgiu de uma conversa que tivemos a respeito de um assunto extremamente complexo de ser discutido: o tempo. Ele me sugeriu que fizesse um texto a respeito disso. Já adianto que no blog dele os textos são filosóficos, para que vocês não fiquem curiosos, eis o link do blog: Devaneios Filosóficos.
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O que eu, Alexandre Alves Porfirio Vieira, posso dizer sobre Devaneios Filosóficos?
Bom, existe uma originalidade que é singularidade de cada autor, por exemplo, meu blog poderia ser escrito por qualquer outro vestibulando, mas, o que dá o toque e o sabor que cada leitor sente ao aprofundar meus textos, é meu modo de tecer, pensar e minha cosmovisão, que é algo singular. O autor em questão traz muitos pensamentos de um jeito bem particular. Um dos textos que adorei ler, até por ser fã fanático de Chico Buarque, trouxe um referencial diferente dos convencionais que já li, “Reflexões| A Banda – Chico Buarque“, houve uma análise dos versos com uma reflexão sob a ótica das experiências vividas pelo blogueiro, daí entra a parte singular e cria uma diversidade analítica. Minha visão sobre a letra era outra, por isso amo a pluralidade de cosmovisões. É por esse motivo que mantenho o Blog, por aprender com cada um aqui, pelas experiências que podemos trocar. É isso que sinto quando leio os textos do Andreone, além de ser muito bom falar sobre teorias filosóficas com ele (risos)². Curiosidade… Ele em especial me convenceu a não abandonar o meu blog esse ano, dá para conciliar tudo, além de que, esse contato com a escrita também me ajuda a fluir pensamentos e escrever melhor, algo que faz diferença quando elaboro textos para as provas que presto!
Retomando o assunto… Lá também existe uma infinidade de conteúdos abordados que são importantes não apenas para autorreflexão, mas para fluidez de pensamentos em assuntos do vestibular e que até auxiliam na produção textual, para uma redação crítica, longe dos clichês tão propagados por curiosos que não vivem o que é esse mundo de vestibulandos de medicina e da necessidade de ter profundidade. O ambiente é muito amplo, por exemplo, lá você encontra análises feitas sobre personagens mitológicos, estabelecendo uma analogia reflexiva com nosso contexto, relatos sociais, críticas sobre condições sociais e até reflexões literárias, como uma sobre a obra “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, o Andreone também ama Machado de Assis… (risos)³
Não sou de fazer recomendações do que eu não gosto. Tanto é que recebi propostas de monetização (inclusive de alguns cursinhos pré-vestibulares online que manterei em sigilo, mas que às vezes irritam pela invasão publicitária) para divulgar conteúdos que não fazem parte do que eu acredito, só porque o Blog atingiu um alcance grande dos vestibulandos de medicina. Jamais promoverei coisas que não acredito, ou não conheço.
Então, é isso. Espero que tenha ficado clara minha proposição. Iluminem-se de pensamentos, de questionamentos… Sejam pessoas incomodadas, inconformadas com a morbidez intelectual, com o enfado existencial. Queiram sempre ir além de simplesmente aceitar qualquer tipo de imposição. Só pelo fato de buscar visões diferentes e questionar, já não somos a imensidão alienada que caminha rumo à primeira opinião dominante e falaciosa (algo entristecedor).
Hoje é muito difícil encontrar alguém que reflete a finitude, que fala sobre assuntos complexos de abordar, até porque a supremacia prefere conceitos moldados, que funcionam como um alento superficial, imediato e que não representam a nossa resposta para as questões que surgem em nossa vida.
Fujam vorazmente da caverna! Aqui fora nós somos autônomos, não aceitamos coerções. E boas leituras! Devaneios Filosóficos está recheado de textos variados, com muita provocação, para te fazer sair cada vez mais da “caixinha”, e viajar nas possibilidades reflexivas, questionando ainda mais os discursos “dominantes”, sejam hiperbólicos ou eufêmicos. Nós desmantelamos todos eles…

O tempo não pode ser sua desculpa…

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Fala, caros! Tudo bem? Sei que disse que ficaria sem postar por aqui, mas é difícil ficar sem escrever, quando se ama a arte de tecer.. E dane-se quem pensa que sou uma pessoa apegada a regras coercitivas. Ou quem pensa que sou mais variável que a corrosão do tempo. Nós temos uma existência, justamente para cuidarmos dela até sua expiração. E cada existência é única, portanto, cada um tem o dever de cuidar da sua. Esse pedaço de realidade é individual. Entretanto, deixando de lado essa observação… Gostaria de prostrar uma reflexão para quem quiser pensar sobre. O título aparenta provocação, mas é uma realidade que muitos de nós acaba ignorando e tornando um vício que se sobrepõe às nossas fraquezas para atenuá-las. O tempo não pode ser desculpa para deixar de fazer algo. E essa reflexão se baseia em mim também, que muitas vezes quis mudar coisas na minha vida, com a premissa de que precisava evitar algo por não dar tempo, ou até mesmo para não perder tempo. Mas, isso foge do nosso controle. O tempo é cruel para todos nós. Ele passa, deixa suas marcas e nunca traz renovação. Ele dilacera nuances antigas e deixa novos rascunhos que futuramente serão dilacerados até que não sobre nada. Sei que aparenta pessimismo tal avaliação, mas, já dizia Machado de Assis no livro “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, num capítulo solto, a seguinte frase: “matamos o tempo; o tempo nos enterra”. É inegável que o tempo sempre irá vencer, e conforme ele passa, nós iremos perder e descer os degraus da vida… Ele continua passando sem parar na sua contagem eterna e voraz. Mas, nós não temos a imortalidade. E matar o tempo “fingir-se de neutro por longos anos – sendo eufêmico” é treinar a morte, que é algo inevitável. Por isso precisamos agir para viver. Para sentir a vida. E é para isso que precisamos aprender, errar, mudar, acertar e depois errar de novo, ganhar, perder… E assim vai, até o fim da efemeridade. Precisamos ter coragem e arriscar! Faz parte da vida. Ninguém aqui é perfeito, nunca será e terá uma infinidade de imperfeições à serem moldadas até a expiração. Então, nada nos dá o direito de apontar os defeitos dos outros, até porque já diz um clichê muito propagado de que algumas imperfeições são o reflexo do que fazemos inconscientemente; o outro me causa incômodo, porque ele é o espelho do que faço sem assumir convictamente para mim que aquele é meu reflexo. Então, tudo o que visa externar as imperfeições alheias é hipocrisia. Porque cada pessoa tem sua singularidade e precisa caminhar sozinho para “conhecer a si próprio”, uma das máximas socráticas; desse modo, quem somos nós para acelerar ou retardar um processo que não é nosso? Já disse… O tempo vai nos vencer. Isso é inato. Entretanto, não pode ser justificativa para nada que não esteja vinculado a viver… Porque ele vai passar. Então, viva no seu tempo, no seu ritmo… Se quiser correr, corra! Se quiser descansar, descanse! Se precisar pausar… Pause! Mas, o importante é você estar bem consigo e se esforçando para se conhecer e para não interferir na existência dos outros. É egoísmo querer viver ou coagir várias existências. No final, você não estará vivendo nada. E no fundo, não terá descoberto o êxtase do encontro com você mesmo. Quem é você? Será que está fazendo o que realmente quer? E por que corre tanto? É pra poupar tempo? É para passar o tempo? Mas, será que vale a pena correr tanto? Ou será que é apenas um sentimento coletivo de angústia por saber que não somos eternos? Não sei quais são suas respostas… Porém, sei que não ligo mais para o tempo. Ele não quer parar de passar e de levar tudo o que é meu. Só que não uso sua corrosão para justificar o que não deu certo, tampouco, para acelerar o que não se pode acelerar. Lembro-me sempre que o tempo não pode ser voltado ou avançado. Então, dessa vez… Vivo o agora, com a realidade do hoje, com as pessoas que amo hoje. Já errei muito, e não vou parar de errar. Pois, estou em construção e aceito as transformações. Só que hoje… Eu tenho tudo o que me faz bem, e não estou com pressa de perder tudo isso. As coisas vão acontecer no tempo certo… Só continue errando, acertando e tentando ainda mais… Porque tudo passa… Até os fracassos.