Reflexão sobre o que me fará passar dessa vez…

2015-02-18-14-46-32

Lembro como era tortuoso quando estava iniciando a luta pra passar no vestibular de medicina. Como era difícil ver tanta coisa que eu não fazia ideia da existência… Houve um tempo em que a reprovação vinha pra mim como uma “sentença” de que essa vaga nunca seria minha. Com o passar do tempo você percebe que deixou as oportunidades escaparem porque os erros do passado soam explícitos no seu presente… É mais fácil de enxergar como você era um “vacilão” depois de ter sido derrotado tantas vezes. Sei que meus textos sobre o decorrer de minha preparação estão menos frequentes, mas posso dizer que esse é mais um aprendizado com os tais erros referidos. Apesar de ser difícil não escrever; amo me expressar com palavras escritas, tecer um texto expressivo e que toque muitos que estão na mesma luta. Porém, até isso precisou ser ponderado…
Nesse momento, em pleno mês de Abril, passados alguns meses desde minhas últimas baixas, estou cá com a filosofia que mantém-se firme desde o dia em que decidi fazer esse sonho acontecer: não deixarei minha vaga gratuita pra quem não merece apossar-se dela. E partindo disso, não é difícil compreender minha evasão dos universos paralelos que anteriormente cultivei… Mas, posso dizer que de tudo que foi negativo nos últimos anos, uma coisa ganhou proporções estritamente positivas. E de todos os fracassos, eis que não tenho mais dificuldades em aprofundar meus conhecimentos. E cada ano que sofri com a reprovação, fortaleci o que já havia sedimentado e o que deixava de lado, inevitavelmente, foi trabalhado. E agora me vejo num ponto em que o maior enfoque é treinar exaustivamente as provas antigas que não conseguia resolver em anos retrógrados, seja por falta de profundidade ou até mesmo por falta de tempo, o que implica em baixa densidade no que precisava tê-la…
Quando digo que esse é meu ano, não estou querendo ser desumilde ou (como já fui um dia) otimista sem corresponder ao que me levaria à isso… Estou sendo pessimista, na verdade. Pois, depois de ter dissipado exacerbadamente tempo e energia propagando internamente o erro e aplicando-o da forma mais prejudicial e sistemática possível, vejo que consegui ganhar a densidade que tanto procurei. Mas, poderia ter atingido isso antes. Daí o motivo do pessimismo. Então vejo esse ano como o, finalmente, ano da minha vitória. Que já deveria ter acontecido. Mas pra sair desse clima de racionalidade imponderada; tudo tem seu tempo… Talvez, não era para ser naquele momento. Como na imprevisibilidade da vida, vai que algo dê errado esse ano… Mas, não deixarei isso acontecer, prefiro afastar pra bem longe essa hipótese; ainda mais depois de tudo o que passei pra chegar aqui com esse autoconhecimento e com o último estágio da minha preparação e que nunca antes me senti pronto como agora: a autossuficiência no aprendizado… Decidi não fazer cursinho por vontade própria. Enquanto muitas pessoas estavam procurando um cursinho eu estava elaborando o meu calendário, priorizando meus pontos fracos remanescentes e apanhando pra encaixar tudo de forma organizada e direcionada para as minhas necessidades, não deixando de lado nem o meu bem estar físico e emocional. E assim chego em Abril. Com esse saldo, com esse posicionamento e com as ações que trarão minha vaga em 2018. Pra mim! Pra quem merece estar naquele lugar maravilhoso, na Medicina da USP. Lugar onde foi dito para eu esquecer. Mas, que fingi esquecer, pra evitar debates desnecessários. A vontade é interna. E só você pode externar a realização. Quem diz o contrário, nunca te conheceu…

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