DIÁRIO – Reflexões (Fevereiro)

PUBLICAÇÃO ||01 de Fevereiro de 2016 || ATUAL** (antecipado)

Olá, Diário! Sei que andei um pouco ocupado, mas precisava publicar, pois tenho a necessidade de contar como andaram meus dias, o que me distanciou um pouco de várias pessoas, e até mesmo do Blog. Foram contratempos, indecisões, decisões, reflexões, e lá vamos nós…
Então, meus contratempos não seriam desculpa para nada, mas quando se tratava do meu futuro como Médico, foi preciso tempo para refletir, reavaliar algumas decisões e dar o voto final em como será minha estratégia para esse ano. Talvez, eu estivesse sendo travado pelos últimos resultados que faltavam, estava aguardando Famerp e Unifesp. Nas duas não passei, Unifesp não deu. Famerp estou na Lista de Espera. Pelo ProUni passei na minha segunda opção em Enfermagem na Faculdade de Medicina do ABC, mas não farei a matrícula. E no Sisu, Lista de Espera… Mas, nada disso me afeta! Apenas estava me segurando de tomar decisões definitivas e nada paliativas. Hoje tomei a decisão definitiva de como irei agir; fui contra algumas coisas que havia decidido no “ápice” das emoções no início de Janeiro e hoje quem entrou em ação foi a minha razão. Mas, antes de dizer qual foi minha decisão, irei comentar um pouco sobre o que me levou à ela…
Era um dia claro de sol… (pode ficar tranquilo, pouparei-lhe destes detalhes rs) Bom, tive um mês um pouco agitado e angustiado por aguardar resultados, não gosto de esperar o resultado das provas que faço.. É a parte mais sofrida! Enquanto aguardava tudo isso, refletia, preparava meus roteiros, decidia se faria cursinho ou se estudaria sozinho, e, por puro “heroísmo” (apesar de saber que sou capaz disso), decidi estudar sozinho. Só que não estava fazendo a escolha racionalmente. Quando você faz suas reflexões emocionalmente, é legal.. Demonstra que você considera relações afetivas, que você é corajoso, e, várias outras coisas, mas quando é só por emoção, você esquece de “passar o pente fino” pra extrair os reais problemas e suas ações para vencê-los. Eu precisava ter certeza de que realmente REPROVEI esse ano, para tomar a decisão mais certa, mais pensada e mais incisiva. E tive essa certeza no meu último resultado. Mas, não estou desanimado por isso, todo o meu trajeto foi minuciosamente calculado, aperfeiçoado, refletido. Não vejo como um problema reprovar, o único problema que me entristeceria de verdade e digo isso com profundidade, seria REGREDIR… Mas, felizmente passei longe disso! Eu PROGREDI. E por este motivo, acabo caindo no real motivo desta postagem. Eu decidi que estou num crescimento progressivo e mudar a estratégia seria arriscado, fugiria do meu planejamento. Não que eu seja incapaz, já que deixei todo meu planejamento antecipado caso não fizesse cursinho. Sou muito estratégico. É que outros fatores demonstram que pra mim a melhor opção será fazer cursinho. É meu último ano prestando (não por desistir) é que chega um momento nos cálculos, nos gráficos de produtividade, que você vê que a próxima vez se mantiver as metas e o ritmo, você baterá seu resultado e mais um progresso mantido, conseguirá passar. Estes progressos, essa evolução só começou a dar resultados mais concretos no cursinho, no Objetivo. Sei que alguns professores da Internet, ou orientadores dizem que é legal mudar de ambiente, mas, no Objetivo me sinto bem, consigo render monstruosamente e satisfatoriamente bem, conheço as estratégias, sei o que fazer e só me preocupo com uma coisa lá: ESTUDAR. Acabo de entrar naquela tal dica do “ambiente de estudo”, estou rendendo muito por isso. Tive as maiores pontuações com relação ao ano passado que já não foi ruim, se continuar com essa pegada em 2017 estarei na Lista de Aprovados. Não tenho mais os problemas antigos de “tenho que aprender isso dessa vez”, “tô precisando de mais conteúdo”, não que eu esteja sendo “desumilde”, Diário. É que não estou com defasagens, só preciso de uns ajustes no que não fui bem, mas meu real problema é o velho “controle do tempo”, sei que é estranho alguém que estuda há um tempo falar de tempo em prova. Mas, acreditem! Tempo é fundamental. Não adianta saber tudo, se você não conseguir administrar o tempo por questão. Então o meu plano de ação para este ano está relacionado unicamente a fazer todas as questões dos tarefas, dos simulados e das provas antigas, desde o início, focando nos três minutos por questão. É possível fazer isso, se eu me acostumar e martelar nisso no cursinho, minha produtividade aumentará e restará tempo para tudo. Fora que fiz uma coisa um pouco “burra”, já que eu treinei da forma certa, acabei fazendo algumas questões difíceis antes só porque dominava o assunto, questões que acertei, mas que levaram boa parte do meu tempo na prova…rs Então, minha meta esse ano para ser aprovado é: controle do tempo! Desde o início. Nas redações fui bem em todas, com notas bem altas. Isso me deixou contente.

Para finalizar esse desabafo, preciso dizer que no dia 15 de Fevereiro entrarei de férias do serviço, e só conseguirei voltar a publicar e responder comentários do Blog à partir do dia 16 de Março. Então, desejo um começo de ano forte e muito bem planejado, com boas decisões e que todos que estiverem lendo esse diário saibam: cada um tem um planejamento específico, pois somos singulares, “temos nosso próprio tempo”, e precisamos sempre mirar o nosso alvo máximo, a Medicina. Lembrem-se; há vidas que dependem da nossa formação, nossos futuros pacientes terão sorte de ter pessoas como nós na vida deles. Não se deixem contaminar pelos profissionais ruins, tentem sempre lembrar do que já passamos enquanto vestibulandos e quando formos “balançados” por situações conflitantes quando formos Médicos, lembremos firmemente do que futuramente iremos dizer em alto tom:

Juramento de Hipócrates:

“Eu, solenemente, juro consagrar minha vida a serviço da Humanidade.
Darei como reconhecimento a meus mestres, meu respeito e minha gratidão.
Praticarei a minha profissão com consciência e dignidade.
A saúde dos meus pacientes será a minha primeira preocupação.
Respeitarei os segredos a mim confiados.
Manterei, a todo custo, no máximo possível, a honra e a tradição da profissão
médica.
Meus colegas serão meus irmãos.
Não permitirei que concepções religiosas, nacionais, raciais, partidárias ou sociais intervenham entre meu dever e meus pacientes.
Manterei o mais alto respeito pela vida humana, desde sua concepção.
Mesmo sob ameaça, não usarei meu conhecimento médico em princípios contrários às leis da natureza.
Faço estas promessas, solene e livremente, pela minha própria honra.”

avances
A Medicina e um caminho lindo nos aguarda…



 

DEPOIMENTO (RENÚNCIAS PELA MEDICINA)- Bruna Borges

Antes de publicar o Depoimento da Bruna, gostaria de dizer que essa mensagem me deu a ideia de criar essa área fixada no Blog “Renúncias pela Medicina”, pra motivar quem ama e ainda está indeciso ou bloqueado pelo medo de enfrentar os problemas externos e lutar por seu sonho.
Esse novo espaço do Blog será um espaço de interação com os membros, onde pretendo publicar os depoimentos que os Vestibulandos de Medicina me enviarem e solicitarem que sirva de exemplo pra motivar os nossos leitores, a nossa legião de futuros médicos. Os locais para envio dos depoimentos serão pelo meu E-mail (alexandre.alvees@hotmail.com), por comentários, desde que haja requisição de publicação (pedir que eu publique), ou até por mensagem na página do Facebook ou meu próprio Perfil do Facebook.
A pergunta à ser respondida para publicação dos depoimentos é a seguinte: qual foi sua renúncia para lutar pela Medicina?
sdsdsw

Sem mais delongas, vamos ao depoimento da Bruna Borges…

Bem, desde os meus 9 anos eu tinha certeza de que caminharia pelo lado da ciência. Era a minha matéria preferida no 4º ano do fundamental, e tinha certeza de que JAMAIS caminharia pelas exatas, a que mais odiava. No 5º (antiga quarta série) ficou claro para mim que a saúde seria o meu caminho. Amava estudar o corpo humano, era meu fascínio, minha vida, tudo o que mais me causava admiração no mundo todo! Possuía um dicionário com um mini atlas do corpo humano nas primeiras páginas. Lia e relia aqueles dados inúmeras vezes, principalmente quando se tratava do coração, a obra prima de Deus na minha opinião. Ele caprichou quando fez essa maravilha rsrsrs
Quando saí da escola municipal e fui para a rede estadual, no 6º ano, o primeiro livro que peguei na biblioteca foi sobre o Corpo Humano, tinha tudo bem resumido. Li por prazer, não porque era a matéria da escola, mas li porque era o que gostava, aliás, amava. E amo até hoje.

Biologia sempre foi minha matéria preferida, memorizava (e memorizo até hoje) tudo com muita facilidade, o que não exigia estudo em casa, minhas notas sempre foram altas, era uma das nerds da turma e a querida dos professores, justamente por ser esforçada e dedicada. Contudo, nunca tive o hábito de reler matérias em casa, de estudar em casa, e disso me arrependo MUITO, pois hoje sofro demais por ter esquecido de muita coisa da área de EXATAS e estar “penando” para reaprender tudo que não dei a devida atenção.

Embora sempre tivesse a ideia de cursar Medicina de forma madura, passei por momentos de dúvidas e, justamente por gostar de outras profissões, fiquei muito indecisa durante toda a minha caminhada na escola. Por um bom tempo teimava que seria bióloga, e a minha própria professora de Biologia me dizia: não faça isso, você é tão inteligente, nasceu pra fazer Medicina!
Mas eu era teimosa, e sou até hoje. E muitas vezes persisto no erro, mesmo sabendo que está errado e, sinceramente, não sei explicar o motivo.

Já pensei também em fazer jornalismo, porque AMO DEMAIS FUTEBOL. Mas nada que durasse muito tempo ou me deixasse louca de amor.

Mas a Medicina sempre esteve ali, no meu coração e na voz dos meus amigos e familiares, que viviam falando na minha cabeça: faça Medicina, faça Medicina, faça Medicina…

Comecei a prestar o ENEM em 2011 como treineira. Em 2013, no terceiro ano, fiz pra valer. Mas minha nota não deu, é claro. Apesar de ser aplicada, não fiz um mínimo de esforço para estudar em casa e ter a bênção de ser aprovada em Medicina. Nesse tempo, optei por dois cursos, Farmácia e Bioquímica. No SISU do segundo semestre de 2014 passei em Bioquímica na UFSJ. Mas não fui pois iniciaria cursinho pré ENEM para Medicina (pelo menos era a ideia inicial). Ainda bem que não desisti do cursinho para ir pra faculdade, pois bioquímica é PURO CÁLCULO, e eu não suportaria isso, eles tem até o cálculo 3!

Pois bem, iniciei meu cursinho e lá fiz muitas amizades, duas inclusive MUITO ESPECIAIS e que me apoiam sempre. Por três meses estudei todos os dias numa cidade vizinha, saía de casa às 17:00 e voltava meia noite. Conheci um rapaz que hoje estuda Engenharia de Produção no IFMG, e que tem um irmão que estuda Farmácia na UFSJ. Por gostar muito de química e TUDO o que envolve medicamentos, por certo tempo fiquei ALUCINADA, FASCINADA por Farmácia. E como sempre tive muitos receios quanto à Medicina (duração do curso, dificuldade pra passar, vida dura, medo de não conseguir, falta de acreditar em mim mesma etc…) joguei a Medicina pro alto e pus na cabeça que Farmácia era a a minha vida. Muitos colegas de curso me questionaram. Lembro-me de uma das aulas de Biologia, que o meu professor descreveu uma enfermidade e, depois de analisar, concluí que se trataria de um CHOQUE HIPOVOLÊMICO. Meu professor ficou surpreso quando “dei o diagnóstico” correto (ahahaha) e todos me olharam com aquela cara: é DOUTORA! Não que tenha sido algo estupendo, mas já havia lido inúmeros artigos sobre estado de choque e sabia do que se tratava, coisa que a sala inteira não sabia. Li sobre choques porque gosto, porque amo, não porque o professor me pediu.

Pois bem, passei em Farmácia na UFSJ e iniciei os estudos no começo de 2015. Contudo, o pior aconteceu. Desenvolvi TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada) enquanto estava na faculdade. Acordava de madrugada tendo crises de pânico, jurando que ia morrer e não suportava NADA que afetasse minhas emoções. Fiquei transtornada. Meu rendimento em Química, apesar de amar a matéria, era horrível. Me frustrei inteiramente na prova. O que me consolava era a Anatomia. Fui super bem na prova, adorava as aulas, amava as segundas e terças porque tinha aula de Anato. Quase implorava pra que a professora permitisse que eu ao menos encostasse no cadáver. Pra mim era um sonho estudar Anatomia, algo surreal, sem explicação. E foi a Anatomia que me fez a pergunta: por que você desistiu da Medicina? Se você estivesse estudando para ser doutora ia fazer muito mais do que só olhar pra um cadáver! Você poderia salvar uma vida!
Vi que por mais que teimasse, por mais que gostasse de Química, não nasci para fazer cálculos, calcular o mol, as gramas, a quantidade de matéria ou balancear equações para o resto da vida. Minha habilidade está nas mãos (uma das minhas preferências é a cirurgia, especialmente a cardíaca) e não em calcular!
Também na faculdade, morria de “inveja” ao ver os estudantes de Medicina. Tinha inveja da grade deles. Dos livros deles. Das blusas deles. Do jaleco deles. DE TUDO DELES! Um dia, no xerox, uma moça se posicionou ao meu lado e pôs um livro de cirurgia bem na minha frente. Pensei: podia ser você estudando esse livro. Mas não, você vai estudar os livros de Química! É isso o que você quer?
Fiquei apenas um mês na faculdade. Saí para me tratar, tomei antidepressivo e ansiolíticos, além de fazer terapia com a psicóloga. Fiquei frustrada, e ainda teimei que queria ser Farmacêutica. Que era o meu sonho e que havia nascido para isso. Que engano. Não menosprezo os farmacêuticos, pelo contrário, OS ADMIRO! E acho que todos deveriam respeitar, o curso NÃO É FÁCIL, não é qualquer um que consegue concluí-lo! Gente, Farmacêutico TAMBÉM É PROFISSIONAL DE SAÚDE, respeitem!

Enfim, mantendo a ideia de ser Farmacêutica, estudei e me preparei razoavelmente para o Enem 2015. Fiz minha oração (como de costume) antes da prova e disse a Deus: Senhor, me ajude, quero ser farmacêutica!
Logo após o Enem fiquei louca para iniciar um curso de Atenção Farmacêutica que conheci no grupo IPED. Fiz 50% do curso e até estava gostando. Mas, no curso, sempre falavam dos médicos. O que o médico vai fazer, só o médico pode dar o diagnóstico, só o médico pode prescrever tratamento, só o médico pode fazer isso, só o MÉDICO PODE FAZER AQUILO… Isso foi me deixando louca, maluca, martelava na minha cabeça e aquela Medicina tão escondidinha no meu coração empurrava qualquer outro curso que tentasse se sobrepor a ela. Não me restava outra alternativa além de admitir que algumas coisas não podem ser mudadas.

Conversei com minhas amigas, minha mãe e familiares, e por fim decidi jogar qualquer dúvida ou interferência “pra lá” e nunca mais desistir da Medicina. Pouco importa a duração do curso, pouco importa se vai ser difícil, pouco importa se vou ter que renunciar a isso ou aquilo, pouco importa se vou sofrer, pouco importa tudo! O que importa mesmo é a MEDICINA!

Minha nota no ENEM foi suficiente para Farmácia, mas passou longe de me garantir em Medicina.

Após essa decisão fiz um curso, que concluí, sobre Urgência e Emergência, também no grupo IPED. Certeza é o que não falta, Medicina é a coisa mais linda do mundo!

Estou me preparando desde Dezembro (2015) para o Enem 2016. Minha mãe assinou o Descomplica Vip (acesso a todos os conteúdos e especialmente ao plano MEDICINA PARA OS FORTES), montei meu cronograma de estudos baseado em um dos que peguei por aqui no Diário do VDM e estou no aguardo do resultado de uma prova, para ganhar desconto num cursinho da cidade que começa em fevereiro e vai até o Enem. Montei meu cantinho, bem verdinho (verde é a cor da Medicina haha) para aumentar minha motivação. Meu despertador me acorda às 07:00 com um belo VAI ESTUDAR, DOUTORA!!!, tudo com o intuito de realmente ficar com sangue no olho (kkkkkk) e conseguir uma futura aprovação!

Sei que não vai ser fácil, que vai doer, que vou sofrer, chorar, me sentir sozinha, nervosa, e muitos não vão entender. Mas o que importa é que a única certeza que tenho no meu coração é maior que tudo isso! O medo vai bater à porta, as dúvidas irão voltar, as dificuldades vão tentar me desmotivar, mas tenho fé que Deus irá me suster e que eu vou chegar lá!

Bem, esse é meu depoimento. Tenho 20 anos, farei 21 em outubro e no mínimo me formarei em Medicina com 27 anos. Muitos outros sonhos terão que ficar pra depois, mas esses podem ser adiados, a Medicina NÃO MAIS!

Espero do fundo do meu coração que cada VDM acredite em si próprio e tenha ciência de que não existe um mais inteligente que o outro, existe aquele que se esforça, que se dedica, que estuda! Ninguém nasce sabendo de nada! ESFORÇO É A PALAVRA CHAVE!

Um dia vai valer a pena cada lágrima, pois dentro de alguns anos terei o meu jaleco, minha roupa de médica, roupa própria pra cirurgia, meu esteto, meu esfigmomanômetro, meu CRM, meu carimbo! Vou sentir cheiro de hospital todo o dia e tê-lo como minha casa. Vou salvar vidas. Morro, mas não abro mão de ser Médica!

Agora sou eu pessoal (Alexandre) rs

Espero que a publicação tenha os motivado e encorajado quem ainda anda em conflitos, pelo menos “plantado” uma semente no coração de quem ainda está balançado por esta ideia, criei esse espaço por isso! Eu “germinei” a semente que um Estudante de Medicina plantou, ele publicou o depoimento numa Página de Medicina, e fez tantas loucuras, foi tão corajoso… E lutou pelo sonho dele com “unhas e dentes”, essa coragem me inspirou, e me fez ficar muito reflexivo. Quando assisti a Cirurgia Ortopédica no Centro Cirúrgico, esse “balançado” transformou-se em completa decisão. Quando nosso sonho é esse não adianta, tudo nos encaminha de “frente a frente” com ele. Ele nos persegue, nos encontra e insiste para que nós sejamos fortes e tomemos a decisão de escolhê-lo, de nos escolher! Porque, ser feliz é fazer o que sempre sonhou, e lutar pode demorar. Mas, desistir é o único fracasso sem reparos. Só vence quem persiste. Se tem que parar para pensar? Pare. Mas, não desista.

PAPO COM CLEYTON IGNACIO, ESTUDANTE DE MEDICINA DA UFCSPA

Salve, caros Leitores do Blog!! Demorei, mas eu voltei… Cheio de novidades e com a inauguração de uma área especial (PAPO COM O APROVADO) para quem precisa ter provas de que é possível realizar um sonho! O entrevistado de hoje é meu amigo e fez cursinho comigo em 2014, Cleyton Ignacio que será nosso entrevistado,  aprovado em Medicina em três grandes Universidades,  optou pelo seu sonho na UFCSPA. Por conseguinte, ele irá inaugurar essa novidade na página!  Então, chega de delongas… Vamos ao momento mais esperado! Vamos à entrevista…

Quem é Cleyton Ignacio? 

Quem sou eu? Hahah, apenas mais um cara comum… Não tenho muito o que dizer, 21 anos, natural de Mauá e estudante de Medicina. Hoje morando em Porto Alegre e estudando na UFCSPA, e que no momento pensa em fazer Neurologia (mas até o fim do curso acho que vou mudar a escolha, hahah). Fico feliz por ter sido convidado a participar dessa entrevista e espero que as dicas que eu vou dar ao decorrer das perguntas ajudem, não só aos vestibulandos, como também aos futuros calouros, e também deixo meu facebook disponível pra quem quiser tirar qualquer dúvida.
Falar um pouco sobre o curso… Posso dizer que foi incrível, é algo que não dá pra explicar: o fato de ter que conciliar os estudos, a limpeza da casa, a roupa limpa, a comida pronta, era uma aventura – a qual se tornava impossível em semanas de prova. Não vou dizer que é fácil, o curso tem uma carga horaria bem pesada, foram 11 matérias, mais as matérias optativas e aulas de ligas. Mas o pessoal sempre se ajudava, postavam resumos, tirávamos duvidas em grupos do whats, o que ajudava bastante. O primeiro ano é baseado em 3 pilares: anatomia, bioquímica e citologia que são matérias básicas que se complementam, tentando explicar o funcionamento do corpo humano. É bastante conteúdo (principalmente em anatomia) que é dividido em áreas para facilitar o aprendizado.O curso exige que o estudante tenha tido 300 pontos complementares, que serão dados através de horas de atividades extras: matérias optativas, aulas de ligas, participar de ligas, dar monitoria de alguma matéria, etc. (A liga acadêmica é uma entidade criada e organizada por acadêmicos, professores e profissionais para complementar a formação acadêmica por meio de atividades que atendam os princípios do tripé universitário de ensino, pesquisa e extensão). No começo é difícil, o ritmo da faculdade é outro do que estávamos acostumados, e a mudança de estado dificultou ainda mais. Mas com o passar do tempo dá pra se organizar e fazer tudo que tem que fazer.
No que diz respeito a faculdade, é a melhor universidade do Rio Grande do Sul e a terceira melhor do país em cursos de graduação, de acordo com o MEC, e na classificação geral a UFCSPA é a segunda melhor universidade do Estado e a 14ª em nível nacional. Mas, mais do que esses números, tem um complexo hospitalar imenso formado por 7 hospitais: Santa Clara (destaca-se a assistência clínica e cirúrgica em cardiologia, cirurgia geral e cardiovascular); São Francisco (área da cardiologia intervencionista e cirurgia de coronária); São José (neurologia e neurocirurgia); Pavilhão Pereira Filho (Pneumologia clínica, cirurgia torácica e radiologia do tórax); Santa Rita (especializado em oncologia); Hospital da Criança Santo Antônio (especializado em pediatria); Dom Vicente Scherer (centro de transplantes); Além disso a estrutura da faculdade, laboratórios, são incríveis, tudo novo e de última geração. As aulas de anatomia práticas vão bem a fundo, e temos contato com o corpo humano desde a primeira área. É fascinante.

Porque você escolheu Medicina? Quanto tempo de cursinho e o que isso acrescentou em sua vida?

Ainda durante o ensino médio, quando todos falavam os caminhos que queriam seguir eu, sem nenhum recurso fiquei bem relutante em escolher Medicina, sempre me identifiquei com as humanas, a mudança que a área representava para mim, mas eu queria mais, queria ir ‘lá’ e fazer algo que causasse uma mudança efetiva, queria fazer a diferença na vida de alguém e, mais do que isso, fazer a diferença na minha. Ao terminar o Ensino Médio consegui um serviço em um cursinho, que como “pagamento” deixava eu assistir as aulas; o fato de eu ter entrado na metade do ano e ter que trabalhar, dificultou muito, só fiz enem aquele ano por fazer. No ano seguinte eu consegui um trabalho “melhor”. Era de telemarketing e só das 18H às 23H, o restante do dia ficava no cursinho, entrava as 7H e nada me fazia parar, foram 4 longos meses, até que minha família conseguiu arcar com as despesas. Naquele ano sentia-me mais preparado, apostei todas as cartas que tinha, prestei 12 vestibulares, particular, pública, estava confiante… Mas foi necessário mais 1 ano.
Foi só ai que eu percebi o que eu tinha passado para chegar ali, e vi que em momento algum eu escolhi a Medicina, mas eu tive a sorte dela me escolher. Hoje eu vejo que foi a partir daquela “escolha” que minha vida mudou muito. Acrescentou? Sim! Responsabilidade. Me ensinou o valor de correr atrás dos nossos sonhos, de não desistir, apesar de tudo convergir à isso.

Como você se sentia diante da reprovação?

Da primeira vez não me importei, inclusive foi muito bom pois não estava nem um pouco preparado para a faculdade, não dominava a matéria básica do Ensino Médio e não tinha disciplina alguma, não sei se teria suportado a intensa rotina da faculdade se tivesse entrado tão despreparado daquela forma. Da segunda vez, entretanto, foi bem traumático, não por mim, mas pensava principalmente nos meus pais, eles haviam feito de tudo para conseguir custear os meus estudos, e a única coisa que eu conseguia sentir é que eu havia os desapontado. Apesar de nunca haver nenhuma cobrança desse tipo por parte deles, eu me cobrava muito nesse sentido, o dinheiro que eles haviam gastado de vestibulares, tudo. Em segundo lugar, lembrava da minha situação, sentia-me bem preparado para ingressar, mas a faculdade não tinha espaço para mim, era uma situação que me chateava, mas em momento algum desanimava, pelo contrário, só me fortalecia.

Como você se preparou no ano em que foi aprovado?

Eu tive um primeiro ano de cursinho muito proveitoso, resolvi todos os exercícios das apostilas do Objetivo, tentava deixar toda a matéria em dia, ia sempre ao plantão de dúvida, tinham amigos que me ajudavam muito, mas era tudo um aprendizado, era a primeira vez que eu me deparava com aquele conteúdo, a dificuldade era inevitável. No segundo ano, foi diferente, foi mais uma revisão, comecei com tudo, mais do que isso, no primeiro semestre conciliei exercícios físicos ao estudo, o que me ajudou a manter a calma, era das 7H às 19H no cursinho, e às 20H ia à academia. Ficava no cursinho o dia todo, não assistia todas aulas, mas mantinha todos os conteúdos de todas as matérias em dia. Outra coisa que me ajudava muito era ensinar aos outros, quando alguém perguntava eu me prontificava a ajudar, tanto alunos, como os próprios professores. Em humanas eu anotava TUDO, não perdia nada para depois poder entender como aconteceu determinada situação, como se desenvolveu até chegar ali, as datas que me confundiam mais eu escrevia várias vezes. Em exatas tinha que resolver os exercícios, só aí você aprendia casos específicos, e de tanto fazer você precisava mais de formulas, lendo o enunciado você já via o que ele te dava e o que ele queria, se tornava automático, assim também ocorria com redação, o segredo era prática. Tentava fazer 1 por semana, se não desse, eu fazia 2 na semana seguinte, levava o tempo que precisava, riscava o rascunho inteirinho, mudava tudo… para então levar 4. Mas não me desanimava, pratiquei ate começar a tirar 10. Em biologia o segredo era fazer esquemas, tinha muita coisa pra decorar e fazer esquemas coloridos e tentar entender e memorizar ajudava muito.
No segundo semestre eu não consegui mais conciliar com atividade física, os professores estavam atrasados na matéria, e eu tive que correr atrás do conteúdo por conta própria, então não ficava quase em aulas mais, estudava muito sozinho, e ia aos plantões. Duas semanas antes do Enem eu já havia terminado tudo e então comecei a resolver as provas dos anos anteriores. Resolvi todas desde 2009 (ano em que havia mudado o formato da prova) e fiz isso com as demais provas, na semana da Unicamp resolvia todas as provas anteriores, umas 2 por dia, na da unesp a mesma coisa e na Fuvest a mesma coisa, tudo isso, tentando conciliar com as apostilas de revisão do Objetivo. Fiz isso até final de dezembro que foi a minha última prova. Depois do ano novo voltava a rotina, em janeiro ainda faltavam 2 provas e estudei até o último momento que eu pude. Nada conseguiria me parar.

Quais eram suas maiores dificuldades no cursinho e o que você fazia para superá-las?

Ahhh…o cursinho, que lugar louco e deslumbrante era aquele, cheguei lá sem saber nada, e não minto ao dizer que tive dificuldade em tudo. Para quem se encontra na mesma situação, eu tentava acompanhar sempre os professores, mas é obvio que não dava tempo, e eu tentava correr atrás nos finais de semana. Acho que o grande segredo foi tentar resolver todos os exercícios: pra exatas não tem outro jeito. RESOLVAM TODOS. Minha maior dificuldade era na física, a mecânica me bateu muito, fui muito ao plantão, olhei muito as resoluções, e tentava ver a resolução até entender, se não ia plantão. Outra que me tirou muito o sono foi a geografia, história eu amava, não era um problema para mim, mas a geografia, odiava ficar decorando as características dos relevos, onde estão os minérios, quem exporta o que, em que era geológica aconteceu o que. Até hoje tenho alguns rabiscos desses na minha parede, toda riscada com várias informações. Química eu achava difícil, mas à partir do momento em que eu sentei para estudar eu aprendi com bastante facilidade, adoro estequiometria até hoje. Acho que o grande segredo é a persistência. Não conseguiu? Tenta de novo. Perguntou e não entendeu? Pergunta de novo. Enchia o saco de todos os plantonistas, tinha o whats deles, e mandava pergunta sempre, haha.

Havia alguma inspiração nos momentos de tristeza?

Eu tinha alguns amigos que foram aprovados e pensava: “se eles conseguiram, por que não eu?”. Minha real motivação era quando eu ia ao hospital, aquele cheiro me acalmava, gostava daquele lugar, olhava para as pessoas e imaginava o que será que havia ocorrido para ela estar naquela situação, eu me importava com todo aquele cenário. Ver o médico então era ótimo, sempre simpático, e me imaginava naquela situação como algo impossível. Mas quando eu realmente estava abatido, não pensava em outra coisa a não ser nos meus pais, o que eles estavam passando para me manter ali, trabalhando muito e então, via como minha obrigação ser aprovado porque eles já davam o máximo que podiam para realizar esse sonho, eu também tinha que dar tudo de mim. Levantava a cabeça, enchia o copo de café, pegava o lápis e ia.

COMO FOI SER APROVADO?

As lágrimas são inevitáveis. Dá um aperto no coração e você sente um alívio imenso. Você não sabe o que fazer, se corre, se grita, que chora, se conta pra todo mundo. Por alguns instantes só existe você no mundo, algo que parecia impossível começou a tornar-se realidade. Você fecha os olhos e sorri, e vê que tudo pelo que passou VALEU A PENA. É uma sensação de algo finalizado, apesar de ser apenas o início de tudo, você sente-se agradecido e realizado. É algo indescritível, mas que faz o cursinho parecer nada. Após isso, coloca os pés no chão novamente e já começa a preparar-se para essa mudança de vida, na maioria das vezes de casa, e toda aquela burocracia. Todos te acham o máximo, mas não sabem o quanto você lutou por aquilo. Você vai ser médico. O sonho está mais próximo da realidade do que nunca.
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Como é a sua rotina hoje na Faculdade de Medicina?

A rotina é bem intensa, é das 8h às 15h, e às vezes até ah 17h, e você chega em casa exausto. Com o passar do tempo você vai conseguindo conciliar, e adicionando coisas extras a sua grade de horários (matérias eletivas, aulas de liga). Nem sempre conseguimos estudar a matéria do dia, no dia, eu, por exemplo, chegava cansado depois de passar o dia na faculdade, ai ia arrumar a casa, cozinhar, lavar a louça, tomar banho, quando ia ver já era umas 9h da noite e, quando precisava, ficava estudando até umas 2h, porque se deixasse tudo pra semana da prova, me ferra muito.
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Como foi seu primeiro ano na Faculdade de Medicina?

Esse ano foi bem complicado, principalmente, pela mudança. Iniciei o ano morando com alguns colegas da faculdade, mas com o passar do tempo a convivência não deu certo e acabei ficando sem um lugar para ficar, bem em época de provas, o que atrapalhou bastante meus estudos. As primeiras provas eu não havia ido muito bem, só sabia estudar para o vestibular, no ensino médio eu praticamente não tinha provas, não sabia como era estudar para uma prova, e acabei devendo nota, depois, ao ficar sem casa, fui mal novamente, devendo mais nota. No segundo semestre, agora morando sozinho, pude me dedicar muito mais aos estudos e recuperar as notas que eu havia perdido. Por isso uma dica que eu dou: conheçam as pessoas antes de aceitarem dividir uma casa. Morar com um completo desconhecido pode dar muito problema.


Na Medicina, teve algum momento em que você se desanimou ou sentiu dificuldades? O que fez para superar isso?

Sim, diversas vezes, e não tenho vergonha de admitir. No final do ano você já está exausto, com os nervos à flor da pele, estressado, e o pior de tudo… sente-se sempre sozinho. Mas você não está sozinho, seus colegas agora são sua família, a família que você escolheu. Você conta sempre com eles, pra explicação, resumo, conseguir algum livro, alguma apostila e, o mais importante, quando você sente-se sozinho lá está ele para te dar apoio. Outra coisa que  ajudava era fazer academia, mas algo que não consegui conciliar com os estudos no segundo semestre. Às vezes a rotina muito exaustiva te deixa destruído, mas as festas servem para você poder descansar a mente, mesmo que o corpo fique mais cansado, às vezes é bom ir.
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Você sente saudades da sua família e amigos? O que faz para suprir essa saudade?

Sim, com o passar do tempo a saudade só aumenta, você fica sempre naquele silêncio, e sente falta da sua mãe gritando, ou dos seus irmãos te enchendo. Não dá para explicar esse sentimento de solidão, mas você tem um foco e nada irá te deter. Os meios de comunicação ajudam a realizar videoconferências, conversar por mensagens, áudios, mas nada compara-se à presença. Os amigos de verdade permanecem mesmo em semanas sem nos conversarmos, de vez em quando um ou outro aparece para perguntar como estou, como está a faculdade. Mas a saudade mesmo só matamos nas férias, época de reencontrar a família e os amigos, e recarregar as energias paras passar mais um período longo longe.

Que mensagem você pode deixar aos Vestibulandos de Medicina do Blog?

Assim como me disseram uma vez, gostaria de dizer-lhes de todo o coração, se vocês tiverem ido mal esse ano e estiverem pensando em colocar outo curso, tanto no sisu, quanto no prouni, só porque não aguentam mais cursinho, se acham que estão velhos, se querem ir logo para a faculdade, pensem bem. Essa é uma decisão para a vida, daqui a alguns anos vocês irão olhar para trás e pensarão “mas e se eu tivesse tentado de novo… e se…” só que aí sim poderá ser tarde, talvez você não tenha mais seus pais para te ajudar. Você não está velho, passará no momento certo, se não deu certo essa vez, veja o que você está errando. Tente. Arrisque. Dê o máximo de si, você não vai se arrepender, apesar de todos os problemas, esse é o melhor lugar do mundo, se é aqui que você quer estar. NÃO DESISTAM NUNCA.

ABRAÇOS,

Cleyton Ignacio

DIÁRIO – JANEIRO DE 2016

Primeiramente…
FELIZ 2016 VDM’s!!!
O Blog já foi atualizado, e, as novidades serão publicadas em breve. Então, vamos ao primeiro desabafo do Diário… rs

PUBLICAÇÃO ||02 de Janeiro de 2016 || ATUAL**

Olá, Diário!
Estou contente por chegarmos em Janeiro de 2016 firmes e sem abrir mão deste Projeto. Tenho muitas coisas para este ano, inclusive uma entrevista que fiz com um amigo meu que passou no início de 2015. Ele teve seu primeiro ano na Medicina e está eufórico para dizer como foi, e, claro! Dar o depoimento de sua aprovação com perguntas que eu como VDM fiz questão de elaborar. Recebi uma carta do ETAPA, fiz a prova de bolsa deles, se a bolsa for total ou uma porcentagem bem grande eu farei… Mas, se não for o que espero continuarei estudando sozinho. Estou rendendo bastante, enquanto aguardo os resultados. Outra coisa! Sempre achei séries médicas algo “clichê”, e por esse motivo, tinha um pouco de preconceito, achava a Medicina muito distante disso… Cara! Tomei um tapa na cara… (risos) Na verdade existem séries clichês sim, mas você precisa saber escolher e ter noção de qual delas te motiva! Eu estou assistindo “Grey’s Anatomy”, nunca pensei que me motivaria tanto a ponto de ficar louco para iniciar logo meu curso de Medicina. Sou feliz por essa escolha. Essa série utilizarei diariamente como motivação! Hã?! Como assim? Bom! Eu tenho em meu cronograma um tempo de motivação antes de começar a estudar, uns 40 minutos… Grey’s Anatomy dura isso. Então, assisto um episódio, e inicio eufórico meus estudos sabendo o que me aguarda pela frente! Nunca digo isso, mas meu sonho na Medicina “dito” sempre foi Infectologia, mas o que me fez tomar a decisão de ser Médico foi uma Cirurgia Ortopédica, não estou dizendo que quero ser ortopedista! Quero ser Cirurgião. Tenho afinidade por Neurocirurgia e por Cirurgia Cardíaca… Mas, vamos aguardar o curso! E que 2016 seja um ano maravilhoso! Passei ele segurando meu Estetoscópio. Sempre passo a virada de Jaleco, porém não deu essa virada… Entretanto! Minha foto segurando o Estetoscópio está aí:

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O sonho vai acontecer!

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