SOBRE O AUTOR E COMO FOI ESCOLHIDO PELA MEDICINA…

Olá, pessoal!! Alguns amigos meus solicitaram que eu fizesse essa postagem só para mostrar um pouco de mim e como fui escolhido pela Medicina, pois tinham amigos meus que eram leitores do Blog e nem sabiam que eu que escrevia (risos).
Tenho algumas postagens prontas para serem publicadas à véspera das provas!! Em breve chegará o grande dia para nós (os grandes dias, várias provas…).
Antes, aos que quiserem manter contato, fiz um INSTAGRAM para postar algumas fotos sobre meu dia, e, também meu FACEBOOK, pois faço vários textos e publico somente nele… Só me adicionar, eu sempre respondo – na medida do possível -, o pessoal… rs

A_MELHOR[1]

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Sem mais delongas, leiam tudo!! (kkk)
Bom, aos que não me conhecem não utilizarei anonimato.
Meu nome é Alexandre Alves Porfirio Vieira, tenho atuais  24 anos  (24/09/1991) fiz aniversário semana passada (risos), sou natural de Santo André-SP, onde desde 2011 me tornei Vestibulando de Medicina. Na realidade eu sempre soube que queria ser Médico, mas o medo de enfrentar meu maior inimigo afrontava qualquer resquício de insistência e, sobretudo, resistência. O grande inimigo ao qual me refiro, era eu mesmo.
Em meados de 2011, eu decidi que faria o curso Técnico de Enfermagem, queria ter contato com os pacientes e ter, talvez, a certeza de que era meu sonho ser médico, me testei. Na verdade, essa tentativa foi um pouco frustrante, não pela área, era maravilhosa, adorava ter contato com os pacientes, conversar com eles, saber um pouco da história de cada um deles. O que me frustrou na época é que tudo o que eu ía fazer era limitado, me questionavam por querer conversar com os pacientes, querer saber sobre a história e o que teria o levado aquela passagem no hospital. Essa insatisfação de “limitação”, por não poder me aprofundar em nada, até quando eu me aprofundava para os seminários, – por algumas pessoas -, eu era taxado de “imbecil”, “bajulador dos professores” ou até mesmo “desumilde”, pois eu gostava de perfeição, tudo tinha que ser bem aprofundado e eu sempre tinha que dar meu melhor, mesmo que “algumas pessoas” não quisessem se esforçar e não tivessem nenhuma perspectiva de melhorar como seres humanos.
Depois que concluí o “Técnico em Auxiliar de Enfermagem”, como está descrito em minha certificação, que durou 12 meses, eu deveria fazer uma espécie de especialização, ou complementação, que eram os oito meses de Técnico, estranho, o Técnico do Técnico, mas isso não vem ao caso. Então eu comecei o técnico, mas em fevereiro de 2012, numa página do Facebook, eu estava lendo e vendo as dificuldades de muitas pessoas, as renúncias, coisas realmente inimagináveis, pessoas que abandonaram tudo para buscar Medicina, exemplos de quem fez isso e hoje é feliz pela escolha, pois a aprovação foi o maior presente pela renúncia.
Depois disso vi que realmente eu deveria ser radical, demonstrar meu amor pela Medicina, abrir mão de tudo e buscá-la; foi então que eu saí antes de concluir o Técnico e fui muito afrontado pelos meus familiares, foi difícil, fui taxado de louco, maluco, diziam que eu estava com o futuro feito, pois era muito elogiado pelo meu esforço, eu era bom no que fazia.
COMO FOI MINHA RENÚNCIA?  LEIAM… É UM POUCO GRANDE…
MAS, AJUDARÁ ÀS VÉSPERAS DO NOSSO DESAFIO FINAL…

Em 2010 eu prestava provas inconscientemente, não tinha um norteamento, sabia que faria parte da saúde brasileira, entretanto, Medicina era muito para mim, “coisa de pobre” como meus avós, familiares e alguns amigos diziam. Eu, por não ter mínima maturidade, digeria bem esse veneno que só aumentava meu medo e o sentimento de incapacidade, não apenas por me ver incapaz para a Medicina, mas por não me ver capaz para nenhum curso e a cada “balde de água fria” nos conselhos de vida que eu recebia, eu me achava “burro”, incapaz, fraco e com o destino traçado: ter uma vida pataca, fracassada e estagnada, sendo escravo dos serviços desumanos e braçais, sem perspectiva, eu era o “pessimismo desnorteado”, não tinha exemplos de que é possível passar; hoje tenho vários, presenciei pessoas sendo aprovadas e acompanhei todo o sofrimento delas para essa conquista, coisa que naquele tempo para mim seria impossível, pessoas com uma vida difícil, dificuldades financeiras, trabalho, persistência e no final, gratificação e cumplicidade por ter vencido, o autorreconhecimento.
Após o período de muito desestímulo, prestei meu primeiro vestibular, – cheguei a fazer uns 5 meses de cursinho, mas desisti porque não conseguia resolver nenhum exercício -, realizei o ENEM, nunca havia pensado que numa prova dita como “fácil” por vários professores da época, poderia me desestimular tanto, eu  não sabia fazer nada, entrei em desespero e chutei várias, – senão a prova inteira, o pesadelo estava concretizado e o medo ganhava força: eu não era capaz.
Tive um desempenho horroroso, não conseguia nem “passar em RH”, não menosprezando o curso, respeito todas as profissões, cada uma tem seu grau de importância para nossa carente sociedade, mas minha nota não deu nem para Recursos Humanos, foi uma das saídas para dizer:”PASSEI”, só para me sentir igual aos outros que conseguiam alguma coisa, pra me sentir bem, e ocultar o sentimento de incapacidade, devo dizer-lhes que meus familiares ostentavam aprovações – nenhuma em Medicina, exemplos de amigos dos meus familiares, amigos de colégio com fotos em rede social “FACULLL”, “QUE VENHA O PRIMEIRO SEMESTRE”, isso me deixava muito triste e fazia meu mundo cair cada vez mais. Mas, se tem uma coisa que eu aprendi com tantas frustrações, foi a ser forte e paciente, conseguindo controlar meus sentimentos de derrota e convertendo-os em ódio pelas injustiças do vestibular. Logo, vemos um problema, o vestibular me causava “ódio” e eu tinha que me livrar dele, comecei a trabalhar meus erros, comecei a entrar em grupos virtuais de estudo, criar cronogramas – dos quais muitos nem iniciei, mas fiz um progresso, só que meu maior problema continuava me afrontando: o medo de enfrentar a Medicina, “olho no olho”, de buscá-la, mas algo me ligava à ela…
Foi então que eu tomei uma decisão, não me recordo perfeitamente – não sou tão preciso com datas, no início de 2012 me inscrevi no curso Técnico de Enfermagem – vocês já viram essa história a pouco -. Foi algo inusitado, mas eu sentia que isso iria me aproximar da Medicina, “iria”, aos poucos fui gostando do curso, por acaso nos trabalhos e seminários, eu era péssimo no tema “Cuidados de Enfermagem”, calma! Eu não sou uma má pessoa, eu não conseguia aprender, tampouco, demonstrar interesse pelos cuidados específicos da Enfermagem, queria me aprofundar nas patologias, conhecer todos os microrganismos, Plasmodium, Cryptosporidium, Klebsiella, saber todo o funcionamento do organismo e do sistema imunológico, anatomicamente e fisiologicamente, aprender a psicologia aplicada, eu adorei um trabalho que fizemos para interrogar profissionais, visando analisar didaticamente os relatórios em sala, para ver quem “supostamente” apresentava o perfil de “Síndrome de Burnout” que é o estresse excessivo ao trabalho e faz os profissionais perderem o sentido pelo qual buscaram sua profissão. Além disso, me fascinava com a saúde do idoso, saúde da criança e estudava loucamente as patologias do sistema nervoso, principalmente neurodegenerativas, Alzheimer, Parkinson, etc. Se eu ficasse dizendo o que eu gostei, levaria a postagem inteira, mas isso era um problema, aos poucos me distanciava da Medicina, cheguei até a pensar em começar a prestar Enfermagem, já que não estudava mais para o vestibular desde que comecei o Técnico de Enfermagem – mesmo prestando as provas, abri mão dos estudos e me afundei no Técnico, me afundei tanto que era referência da turma, Professores, Coordenadores, todos comentavam meu desempenho, minha paixão, me convidavam para estágios remunerados, recebi até mesmo propostas para trabalhar em hospitais conhecidos por indicação. Eu me lembro como nunca, era muito elogiado nos estágios, os pacientes falavam para meus professores: “esse garoto me tratou tão bem, nenhum funcionário desse hospital havia cuidado de mim assim, ele vem amanhã?” Só que um problema começou a surgir.  Me deparei novamente com algumas desmotivações, enquanto eu estava em clímax, era como se eu estivesse vivendo a Medicina “camuflada” de Enfermagem, para mim era Medicina, mas aos poucos fui tomando consciência da minha posição, principalmente quando conheci alguns profissionais que só desmotivavam a gente, um desses me disse: “estudar para quê garoto, somos todos “lixeiros de colarinho branco”. Isso foi um verdadeiro “golpe de desmotivação” na minha motivação, eu comecei a perceber que estava fantasiando a profissão do meu sonho, quando ficava perguntando coisas específicas para os pacientes, o aspecto, o nome que o médico disse do microrganismo, coisas bem específicas e não atribuídas à Enfermagem, começaram a me alertar, dizer que não podia conversar com o paciente, que deveria entrar, fazer o procedimento e sair. Mas eu era muito comunicativo, um dia no Hospital da Mulher em Santo André, quando menos esperei, estava eu, no meio de várias pacientes gestantes, conversando, rindo, tirando as dúvidas, dizendo sobre meu sonho, e os outros alunos chamaram minha atenção porque eu deveria “cumprir minha tabela” para que todos pudessem ir para casa. Eu não reclamei, comecei a virar uma espécie de “robô”, estava perdendo aquela paixão, levava diagnósticos para casa e os estudava, para no dia seguinte fazer demonstrações ao Professor e chefe de Enfermagem do Hospital Beneficência Portuguesa de São Caetano, fui uma grande referência, quando eu voltava para casa ele parou o carro e me fez uma proposta, pediu para eu ir num dia em que ele estivesse de Plantão – devo dizer que ele era bem rígido e nunca fez isso com nenhum aluno do meu grupo, disse que após a conclusão dos estágios, que eu deixasse um currículo diretamente para ele me encaminhar, eu já tinha várias propostas, Hospital Helena também, pois na mostra cultural que tivemos durante minha apresentação de Asfixia com o grupo eu socorri “sem saber”, a responsável pela contratação do pessoal de Enfermagem, pois ela teve uma queda de pressão pelo ambiente quente e abafado, também havia feito prova no Hospital Mário Covas, estava bem encaminhado e com a profissão garantida.
Desculpem o excesso de “delongas”… É que gosto de trazer a sensação e fotografar tudo para vocês, não sejam apressados! Desculpem as digressões na narrativa (risos), tô lendo muito Machado… rs
Voltemos, então…
Até que um dia, com algumas dúvidas sobre qual Hospital deveria trabalhar, fui para um estágio, lembro desse dia como se fosse ontem, foi nele que tive minha maior descoberta. Ele foi o “start” da minha Renúncia. O estágio foi no Hospital de Ortopedia e Traumatologia IFOR de São Bernardo do Campo, durante este, tivemos a oportunidade de ir ao Centro Cirúrgico assistir uma cirurgia, me impressionei tanto, tanta autoridade, tanto controle da situação, tantos instrumentais, tanta interação e descontração entre os Médicos, que pensei profundamente pela primeira vez em toda minha vida: “à quem eu quero enganar, estou perdendo tempo, meu lugar é na Medicina”, depois desse dia tive uma semana agitada de pensamentos, comecei a planejar como faria para largar o curso, já havia concluído o Auxiliar e faltava pouco para concluir o Técnico de Enfermagem, quase dois anos de curso, estava no final – faltavam uns 5 meses -, até planejávamos o TCC, mas meu medo era muito grande, largar tudo, estava inclusive recebendo ajudas financeiras de minha família, que declarava apaixonada ao mundo, como eu era bom, e como tinham orgulho de mim, finalmente, eu, o medroso, fracassado, era alguém cobiçado, alguém que tinha importância, que tinha um “sentido de existência”.
No meio de tantas dúvidas e vontades controladas, fui à uma página do Facebook, supostamente conhecida como: Projeto Medicina, numa postagem, estava o título: “Qual a maior renúncia que você fez para continuar buscando a Medicina”, parecia que essa postagem havia sido feita para mim, vi tantas histórias e me impressionei com a determinação dos membros, inclusive, um deles havia sido aprovado depois de uma eternidade, após ter abandonado um curso de Biologia e enfrentando várias situações adversas. Daí comecei a confiar que eu podia, comecei a pensar que deveria estudar só focado para Medicina e abandonar tudo em nome desse sonho, do meu sonho. Foi então que me questionei: o que estou fazendo para buscar meu sonho? A resposta foi vaga, não estava fazendo nada, prestava o vestibular dizendo que queria Medicina, mas nem me importava mais em estudar. Estava distante do meu sonho, pois não tocava nos livros… À partir dessa postagem, decidi ser radical e juntei toda minha vontade que vinha desde aquela sensação no Hospital IFOR, todas as minhas histórias, experiências, vivências, joguei todos os “sonhos provisórios” na lata de lixo, decidi buscar somente a Medicina, abandonei tudo, recomecei do zero, só que uma coisa mudou: minha confiança, e minha idade era avançada para iniciar, mas nunca foi obstáculo para mim. Joguei o medo no lixo, junto com minhas propostas de ser alguém, minha conclusão? Fiz a melhor escolha, hoje não estaria com esse BLOG, compartilhando tanta coisa com vocês, motivando-os, dando dicas, mostrando que é possível acreditar, se não tivesse tomado essa decisão, e vejam! Foi através de uma postagem, às vezes uma simples palavra de apoio no momento certo, faz transformações incríveis, muda uma vida inteira e nos aproxima dos sonhos, por isso que mantenho esse blog ativo, sei que muitos nem sentem o que eu escrevo, mas alguns, no fundo, identificam-se com cada palavra, e querem realizar esse sonho, é por isso que não abandonarei a página nem quando for aprovado, continuarei compartilhando minhas experiências e paixões com vocês.
Hoje estou a pouquíssimos (acredito eu, um degrau – espero), de realizar meu sonho. Posso não ter uma Faculdade, uma formação acadêmica, mas tenho vontade, tenho confiança, não tenho medo de cair, já tive grandes quedas e dou minha cara à bater, as experiências trouxeram muito crescimento, eu não me arrependo de ter feito o Técnico, tampouco, de ter desistido no final. Tenho certeza de que minha Faculdade de Medicina se aproxima, e quando isso acontecer, farei questão de compartilhar esse amor com vocês, e libertar cada palavra de motivação, cada grito que foi contido pelo “REPROVADO”.
Minha palavra à cada um de vocês que têm algum medo, que não vão bem em alguma matéria, ou até mesmo se sentem incapazes é: acreditem em vocês! Ninguém poderá estudar Álgebra por você, aprender Física, vencer os monstros do cotidiano (existencialismos, depressões, tristeza, ansiedade, etc…), mas todos dizem que não é possível por um motivo, porque tiveram algum medo que não conseguiram vencer, e por algum motivo esqueceram-se que nós somos singulares, o poder da singularidade de uma pessoa é transformador! O seu poder é transformador, você conhece seus limites e se estuda todos os dias, dê-se esse crédito, confie pelo menos agora em seus atos, te garanto. Você terá muitos problemas, mas vencer-se será maravilhoso e tão maior que os momentos de sofrimento, e, se persistir, quando for aprovado será uma pessoa muito realizada e que sempre lutará para vencer seus medos e transformar-se num ser humano cada vez melhor, digno de trazer esperança à seus pacientes.
No ano novo sempre tiro uma foto minha de Jaleco e Estetoscópio, faço uma oração e essa é uma espécie de promessa, até os dias em que eu me realizar. Eis a última foto dessas promessas:
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Abraços, que esse ano seja maravilhoso, boas provas!!

 

VESTIBULAR CHEGANDO… QUE ESSE ANO DÊ CERTO!!

Salve, caros!! Tudo bem com vocês?
Ontem foi um dia maravilhoso para mim, além de conseguir a Isenção da taxa de inscrição da Unifesp, ainda recebi a confirmação da FUVEST, meu Vestibular dos sonhos…
Eis a imagem mais linda de todas:
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Algumas pessoas devem se perguntar: Hum?! Imagem mais linda de todas? Tá louco!
– Não, não estou louco. (risos)
Estamos muito próximos das provas mais importantes que tanto almejamos ao longo do ano ou de anos, ora torcemos para chegar, ora torcemos para demorar, mas de uma coisa temos convicção: falar em Vestibular desperta sensações diversificadas em cada um de nós. Em mim (nesse ano) ressurge um sentimento estranho, de felicidade por finalmente chegar o momento em que posso dar a volta por cima, pois me preparei absurdamente para isso, mas diferentemente dos outros anos eu não sinto nenhuma ansiedade nem a pressão que eu sentia. Apenas nesse momento narrando para vocês, inevitavelmente, acabo pensando que tudo pode mudar e bate um pouco de ansiedade, não das provas, mas do que pode me aguardar após enfrentá-las. Tenho me preparado muito para isso, amadureci durante todo esse tempo, sinto que esse pode ser o ano da realização, apesar de não me preocupar com a reprovação. É o que eu disse à uma amiga e à todos que me questionam: “você pode ter oito anos de preparação, ou ser seu primeiro ano, mas as possibilidades são as mesmas para todos, 50% de passar ou reprovar, mas há algo que pode fazer a diferença, isso se chama confiança…”
Eu sei que isso pode revoltar quem tenta há vários anos (este é meu 5º ano), mas o tempo de aprovação é relativo, tudo depende do seu estado de espírito e esforço, se você deu seu máximo no ano, fez tudo o que podia, conseguiu descansar, estudar muito, praticar algum lazer e ainda desfrutar do apoio familiar, tudo conspira a favor da sua confiança, um fator decisivo para desencadear a aprovação. Por isso, gente! Não sejam tão “bitolados”, eu fui e não obtive nenhum sucesso, saibam ponderar o estudo inteligente e massivo, ao lazer aprazível, ao apoio familiar ou dos amigos que compartilham do seu sonho, e, jogue a ansiedade que a aproximação dos Vestibulares trazem para longe! Não, não estou falando nenhuma balela! Se você, Leitor, deu seu máximo durante este ano e buscou sempre equilíbrio, respeitando seus limites para conseguir estudar da forma mais inteligente possível, certamente não está sofrendo tanto os impactos negativos que a ansiedade pode nos trazer e está tendo a ansiedade positiva, ela existe e nos faz sorrir ao pensar que tudo o que tanto planejamos pode acontecer esse ano, mesmo convictos de que podemos reprovar – somos realistas e sonhadores, não apenas sonhadores.
Não é possível estudar tudo, mas se você fez o que pôde e se superou (você é seu referencial comparativo, lembre-se disso) não há o que lamentar, ou indagar. Só respire, imagine-se realizando seu sonho, continue fazendo suas revisões da forma mais inteligente (resolvendo provas antigas) e mantenha-se saudável e apegado ao amor dos familiares, amigos e pessoas que te fazem bem, para você chegar com o melhor espírito no dia da prova, ciente de que desenvolveu todos os eixos importantes de sua vida, não apenas os estudos! Eu torço por cada um de vocês, apesar de não conhecer todos pessoalmente, se estão aqui é porque realmente buscam esse sonho além da realização pessoal, para fazer o bem. Aos que estão ansiosos, calma! Em breve vocês não terão um Vestibular para enfrentar, mas sim, vários pacientes para salvar. Não deixem que todos os esforços que foram feitos sejam menores que “papel com tinta” (prova), vocês fizeram algo grandioso: enfrentaram-se, venceram-se esse ano para conseguir estudar, e agora podem conquistar a recompensa! Em breve nos veremos, se puderem comentar se o texto ajudou nesse momento delicado agradeço; sei que meus textos soam “piegas”, mas são palavras sinceras. Que esse seja o nosso ano!! Abraços!!

Esse ano pode acontecer!!
Esse ano pode acontecer!!
Isso nos aguarda!  Foco, Força e Café!!
Isso nos aguarda!
Foco, Força e Café!!

DIÁRIO – SETEMBRO DE 2015

  • |PRIMEIRA PUBLICAÇÃO|
    (01 de Setembro de 2015) 

Querido diário, sei que é clichê dizer “querido diário”, mas acho bem legal essa linguagem descontraída nesse ambiente, também sei que sou um pouco maluco, mas isso não vem ao caso… (risos) Agora é sério,  não quero que isso soe “piegas”, mas hoje – ontem -, (lembrando que digito de madrugada), tive um dia bem complicado, até é estranho eu estar tão animado, mas eu procuro não deixar os dias ruins influenciarem minha comunicação com vocês. Então, ontem tive um dia muito ruim, eu não estava conseguindo me concentrar nem nos exercícios, fiquei quase uma hora no mesmo exercício, errando nas mesmas tolices, e não me conformava, então parei, tentei… tentei… parei… E nada! Saindo do cursinho, já me sentindo um “lixo humano”, eu fiquei mais chateado ainda porque lembrei que tenho provas e dívidas para arcar… Mas, sabe.. Eu consigo lidar sempre com isso, mas nos dias ruins os problemas parecem se multiplicar e você se sente cada vez mais incapaz… Ainda tem mais, pelo fato de não estar conseguindo resolver o exercício – não por incapacidade -, um colega meu que sempre gosta de ver o que estou fazendo e fica querendo resolver os exercícios por mim (como odeio isso), parou e ficou olhando minha resolução e perguntou se eu queria que ele tentasse fazer a questão, eu disse que estava tudo bem, que já havia resolvido o exercício antes e que estava vendo outra maneira de resolvê-lo. Então ele me deixou em paz. O pior é que nos dias ruins isso sempre acontece! Não que eu seja um rabugento, é que gosto de chegar às minhas conclusões, no dia da prova não terei ninguém para fazer a questão por mim… Depois de tudo isso, eu fui pegar o trem, e o que aconteceu? Perdi meu trem! Quando peguei o outro, já estava cansado e sabendo que chegaria atrasado no serviço, sim! Serviço. Eu trabalho de madrugada. Então, dentro do trem fiquei refletindo e coloquei uma música bem deprê no celular, fui pensando em como meu dia foi péssimo e como eu estou distante do meu sonho – visto que quebrei a cabeça no exercício e não resolvi -. Daí, veio um pensamento tão profundo, que sempre chega no momento certo. Antes de revelá-lo, preciso dizer que às vezes é bom você sofrer e sofrer de verdade! Nós tentamos sempre ocultar nosso sofrimento num dia ruim, com sorrisos, com máscaras de uma falsa alegria, não é sempre que somos alegres! Isso faz parte da vida, não devemos expressar e descontar isso nos outros, mas é bom sofrer sozinho em alguns momentos. Esse sofrimento que trouxe o pensamento que eu iria referir. Refletindo, lembrei que um dia não vai destruir os anos que estou batalhando, aliás, a aprovação nada mais é que o somatório dos dias em que você superou seu sofrimento. Eu superei mais um dia triste, nada como um dia após o outro. Clichê, porém, real. Saber que os dias são diferentes pode ser angustiante, mas a monotonia é mais angustiante ainda! Às vezes é bom passar por isso para ter a capacidade de refletir e sair da monotonia que essa rotina de anos tenta nos provocar. Lembrar que o que fazemos tem um motivo, o meu: amor pela vida.

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